Cooperação e emoção marcam etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

A escola não tinha computador à disposição nem mesa de treino. Mas a equipe organizadora da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) emprestou um kit para que os estudantes pudessem montar seus próprios robôs, treinarem e participarem da competição. Resultado: saíram com uma medalha de prata e outra de bronze do Ginásio de Esportes da USP, em São Carlos, no último sábado, 14 de junho. Com lágrimas nos olhos, a coordenadora pedagógica Kátia Schimidt, da Escola Estadual Coronel Franco, de Pirassununga, resume em uma palavra a trajetória percorrida por seus alunos para alcançar essa façanha: superação.

“Eu nunca tinha mexido com um robô antes, achava que ele saía da fábrica pronto. Então, descobri que precisava programar. Até minha família gostou da experiência. Foi muito legal”, conta o estudante João Pedro de Alcântara, membro de uma das equipes da Coronel Franco, a Tintanboot, com a medalha de bronze no pescoço. Ele e os colegas da outra equipe que representaram a escola – Pacboot – participaram da competição na categoria nível 1, destinada aos estudantes de ensino fundamental. Há também o nível 2, voltado ao ensino médio (veja a lista completa dos premiados e dos classificados para a etapa regional da OBR no final desta reportagem). A professora de tecnologia da escola, Flávia de Oliveira, conta que, antes de começarem os treinamentos para a OBR, não havia sido ensinado nenhum conteúdo relacionado à robótica na escola. “Pegamos os kits emprestados e trabalhamos apenas durante dois meses”, revelou.

Quem também comemorou a conquista foi a vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, Roseli Romero: “É muito bom saber que, em tão pouco tempo, os estudantes conseguiram usar esse material e alcançar ótimos resultados”. Ela, juntamente com os professores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenaram a regional da OBR, realizada pela primeira vez em São Carlos. Ela explica que, para estimular a participação das escolas que não tinham kits, empresas fabricantes emprestaram alguns kits à equipe organizadora da regional, que os repassou às escolas interessadas. O CROB é composto por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP. Uma nova forma de aprender – Histórias como a da Escola Estadual Coronel Franco mostram quanto uma disciplina como a robótica pode motivar alunos e professores na construção de uma nova forma de aprendizado. “Geralmente, o resultado da participação na competição é que os estudantes melhoram o rendimento em todas as disciplinas e passam a gostar mais da escola. Acredito que a robótica não tem potencial apenas para revolucionar a ciência brasileira, mas também pode revolucionar nossa forma de ensinar”, explicou Flávio Tonidandel, coordenador geral da OBR. Das 99 equipes inscritas de escolas públicas e privadas das cidades da região, 70 compareceram ao evento, que vem crescendo ano a ano. “Em 2012, a OBR contabilizou 300 equipes inscritas na competição em todo o Brasil; em 2013 esse número subiu para 800 e, em 2014, são 1,9 mil equipes”, destaca Tonidandel. Segundo ele, o Estado de São Paulo é o que tem o maior número de inscritos. As 15 melhores equipes de ensino médio e as 10 melhores de ensino fundamental que participaram da etapa regional da OBR em São Carlos foram selecionadas para disputarem a estadual da competição, que acontecerá no dia 9 de agosto, em São Bernardo do Campo.

Prática que ensina – Para o mestrando do ICMC, Adam Henrique Pinto, um dos voluntários que contribuiu para a realização do evento em São Carlos, participar da OBR ajuda os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico: “É também uma forma de aprender o que é a computação na prática porque as crianças criam o robô do zero. Elas usam alguns kits de robótica, mas precisam montam o robô e testá-lo em diversos tipos de acontecimentos”. Entre os desafios enfrentados pelos robôs recém-criados estão falhas na linha da estrada pela qual devem passar, redutores de velocidade e obstáculos. “A criança tem que aprender a programar de uma forma geral, para que o robô seja capaz de atuar em qualquer tipo de arena, porque as arenas apresentam dificuldades diferentes (fácil, médio e difícil)”, explica. Por isso, as equipes disputam a modalidade prática em dois níveis. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos.

Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro – A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia. A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC). Por Denise Casatti da Assessoria de Comunicação do ICMC/USPcom colaboração da Assessoria de Comunicação da EESC/USP [+] informaçãoSite da OBR: www.obr.org.brSite do CROB: www2.eesc.usp.br/crobAssessoria de Comunicação da EESCE-mail: comunicacao@eesc.usp.br Telefone: (16) 3373-6600 Equipes classificadas para a etapa estadual da OBRNível 2 – Ensino médio1. Etapa 8 2. RoboCraft3. Bazinga 24. Álvaro Guião5. Alien S16. Pré-Exatas CECMF7. Asgard8. CTi-Night9 José Juliano Neto10.Pequenos Cientistas Ares

Nível 1 – Ensino fundamental1. Bazinga12. Pacboot3. Titanboot4. Naipe NX2YZ5. Tuparobos6. Robô Brasil7. Sigma BR8. Sigma FR9. Marivaldo Degan10. Insabots11. Equipe JKMI12. Robô Ação13. Equipe Iori14. RoboGamers15. Sabin

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Centro de Robótica de São Carlos sedia regional inédita da Olimpíada Brasileira de Robótica

Pela primeira vez, a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) terá uma etapa regional realizada na USP em São Carlos, no dia 14 de junho, a partir das 9 horas, no Ginásio de Esportes do Campus. O evento é promovido pelo Centro de Robótica de São Carlos (CROB), resultado de um trabalho conjunto de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

O CROB, juntamente com outras instituições parceiras, apoiou e organizou essa etapa, que contará com três competições regionais e uma final estadual, visando facilitar a participação de municípios do interior do Estado de São Paulo. Foram inscritas 99 equipes de alunos de escolas públicas e privadas das cidades de Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara, Matão e Bauru, entre outras. As equipes disputarão a modalidade prática, que é dividida em níveis 1 e 2. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversas adversidades. Cada nível contará com três rodadas nas categorias: fácil, médio e difícil. Segundo o coordenador do CROB e professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC, Marco Henrique Terra, uma das missões do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Robótica da USP é promover a extensão educacional para a comunidade e demais setores. “A organização de um evento desse porte preenche uma das metas que definimos ao criar o Núcleo, pretendendo não apenas desenvolver pesquisas de ponta, mas também exercer a função de extensão de ensino e auxiliar no esforço de difusão da robótica na sociedade”, definiu o docente. Para a professora Roseli Romero, do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, a importância da Olímpiada está no compromisso e desafio que os alunos assumem em desenvolver um sistema para apresentar e participar da competição. “Os estudantes se sentem motivados e se dedicam muito ao projeto, trabalham em grupo, participam de reuniões aos finais de semana e contam com o incentivo muito importante de seus professores”, ressaltou a professora, que integra a coordenação da etapa regional da OBR. Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro – A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia. A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC). Para obter mais informações sobre evento, acesse www.obr.org.br.

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC

com colaboração da Assessoria de Comunicação do ICMC

 

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2014/eesc_olimpiada_robotica_terra_romero_site.JPG<Professora Roseli Romero e professor Marco Henrique Terra>

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Pesquisa desenvolvida na EESC-USP recebe prêmio de melhor trabalho no 58º Congresso Brasileiro de Cerâmica

Escolhido entre cerca de setecentos trabalhos inscritos no 58º Congresso Brasileiro de Cerâmica, realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em Bento Gonçalves, RS, o artigo “Macroestruturas com Porosidade Hierarquizada Produzidas a Partir de Fibras Contínuas de Óxido de Alumínio, Hidróxido de Alumínio e Quitosana” do professor Rafael Salomão, do Departamento de Engenharia de Materiais (SMM) da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), foi premiado como o Melhor Trabalho apresentado no evento.

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Escola de Engenharia de São Carlos da USP recebe Workshop Mitsubishi

No dia 6 de junho, a Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) irá receber o “Workshop Mitsubishi”, que apresentará ferramentas para simulação de programação desenvolvida em Comando Numérico Computadorizado (CNC), em um software doado para a Escola pela empresa Automotion CNC, vinculada à Mitsubishi. O evento é organizado pelo chefe do Departamento de Engenharia de Produção da EESC-USP, professor Reginaldo Teixeira Coelho, e pelo engenheiro da Automotion CNC, Silvio Luiz Plotegher, e será realizado no Anfiteatro Mori Seiki do Núcleo de Manufatura Avançada (NUMA) da Escola. As apresentações serão voltadas para alunos de graduação e para profissionais das indústrias de metal e mecânica que utilizam o software, entretanto qualquer interessado pode participar. Não é necessário realizar inscrição prévia.

Confira a programação do evento: 14h | Abertura com o professor Reginaldo Teixeira Coelho, chefe do Departamento de Engenharia de Produção. 14h05 | Palestra Estudo de caso: Centro Horizontal para Produção de Vigas Metálicas, Integração CNC – Máquina – Sistema CAM.Palestrante: Silvio Luiz Plotegher, da Mitsubishi.Duração: 1 hora. 15h05 | Palestra Introdução ao NC TRAINER PLUS.Palestrante: Eduardo Miller.Duração: 45 minutos. Intervalo de 15 minutos. 16h05 | Palestra Processos de Manufatura Aditiva.Palestrante: professor Reginaldo Teixeira Coelho.Duração: 45 minutos. Intervalo de 15 minutos. 17h05 | Mesa redonda para perguntas.Duração: 30 minutos. O NUMA localiza-se no campus 1 da USP em São Carlos, sito à Av. Trabalhador são-carlense, 400, CEP 13566-590. Para mais informações entre em contato com a Secretaria do NUMA pelo telefone (16) 3373-9433.

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Legenda:Professor Reginaldo Teixeira Coelho da EESC-USP

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Exposição de artes manuais “Meus Mimos” acontece na Biblioteca da EESC

Até o dia 27 de junho, a Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) recebe a exposição “Meus Mimos”, composta por trabalhos manuais desenvolvidos pela servidora do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), Ana Maria Micheloni. Funcionária do IFSC há 29 anos, Ana Maria sempre se interessou por artes manuais e se formou em 1979 no curso de Licenciatura em Artes Práticas do Centro de Ensino Superior de São Carlos La Salle, tendo o artesanato como uma paixão. Seus principais trabalhos são em madeira com técnicas de decupagem, pintura decorativa, pátina, massa acrílica, estêncil, goma laca e filtro de café. Também trabalha com tecidos – fazendo pintura, costura, crochê, tricô e bordado – e vidro – com reciclagem e decupagem. Conheça alguns trabalhos na página do Facebook da artista, acesse www.facebook.com/anamaria.micheloni. A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira das 8 às 22 horas e aos sábados das 8 às 12 horas.

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Equipe Formula SAE representa EESC-USP em importante feira internacional

A Equipe Formula SAE da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP participou da 30º Feira Internacional da Mecânica, realizada de 20 a 24 de maio no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Os alunos apresentaram e divulgaram o carro de competição E60 no estande de um de seus patrocinadores, a empresa Arcelor Mittal. Para o diretor da equipe, Murilo Rigonato, a importância da participação em uma feira dessa amplitude é a visibilidade e difusão que proporciona à EESC e à competição Formula SAE fora do ambiente acadêmico, além do retorno do marketing aos patrocinadores e a chance de conhecer novas tecnologias. “O evento é uma grande oportunidade para se trocar informações técnicas com especialistas da área e buscar novos apoiadores no desenvolvimento do projeto”, afirmou. A Feira contou com a exposição de mais de 2,1 mil marcas nacionais e internacionais espalhadas em uma área de 85 mil meros quadrados e recebeu cerca de 100 mil visitantes entre estudantes, profissionais e empresários de diversas áreas. Com o objetivo de mostrar as mais novas tendências no que concerne ao desenvolvimento tecnológico de máquinas e equipamentos, a Feira Internacional da Mecânica 2014 ofereceu espaços de negócio nas áreas de administração, engenharia, logística e tecnologia da informação, atraindo representantes de quase cinquenta países ao redor do globo. A Equipe EESC-USP Formula SAE existe há 11 anos e conta atualmente com a colaboração de 74 estudantes de graduação e pós-graduação em engenharia. Os alunos dividem tarefas e compõe um organograma similar ao de uma empresa, com diretor e gerentes de marketing, de recursos humanos, financeiros, de manufatura e de projetos. Atualmente o grupo está entre as cinco equipes mais destacadas da Formula SAE do mundo, com quase cinco mil curtidas na página oficial da equipe no Facebook. Para estreitar o relacionamento com as empresas e o público do evento, a equipe distribuiu material de divulgação e produziu um relatório com observações das visitas recebidas no estande, informações obtidas e os interessados em parceria. Posteriormente os resultados serão discutidos em grupo e gerenciados pelos diretores e gerentes de cada função.

A cada ano a equipe trabalha no projeto de um novo carro e o modelo de 2014, batizado de E12, está sendo produzido para disputar a etapa nacional da principal competição da área, no final do segundo semestre. Esse evento é promovido pela SAE Brasil, uma associação sem fins lucrativos que congrega pessoas físicas (engenheiros, técnicos e executivos) unidas pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial. A equipe já participou de diversas edições da competição na etapa nacional e também na mundial, conquistando bons resultados de classificação geral e de provas. Os protótipos dos carros são concebidos pelos estudantes desde o projeto até a manufatura e montagem. A EESC também é uma importante incentivadora da equipe oferecendo apoio acadêmico através de seus professores, laboratórios e demais recursos. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC

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Docente da EESC-USP participa da VI Conferência Internacional de Educação Ambiental e Sustentabilidade

A VI Conferência Internacional de Educação Ambiental e Sustentabilidade O Melhor de Ambos os Mundos, realizada no SESC Bertioga, litoral paulista, de 12 a 16 de maio, contou com a presença do professor Victor Eduardo Lima Ranieri, do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), como moderador das palestras e integrante nos comitês executivo e científico.

O evento foi uma realização da Superintendência de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo, com correalização do SESC São Paulo e o apoio da EESC e do Laboratório de Educação e Política Ambiental, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da USP. A Educação Ambiental traz, em seu bojo, diversos “mundos”, como ricos e pobres, norte e sul, educação ambiental tradicional e crítica entre outros. É necessária uma abordagem coerente para estes “mundos” visando o trabalho colaborativo e a discussão sobre os caminhos para o enfrentamento dos nossos problemas socioambientais. O objetivo principal da Conferência foi compartilhar experiências internacionais e locais em educação ambiental e para o desenvolvimento sustentável, além de contribuir para o estabelecimento de redes articuladas nessas áreas. “O Brasil é uma referência para outros países em razão dos estudos avançados e aplicações nas áreas de educação ambiental e sustentabilidade, por essa experiência o interesse por parcerias em projetos e pesquisas, como as desenvolvidas pela USP, aumenta”, comentou Ranieri. Durante o evento também foram destacadas as questões de urbanização e seus efeitos associados, tais como a perda da biodiversidade e da qualidade de vida, os problemas de transporte público, as questões de gestão de resíduos, a migração rural-urbana e outros desafios. Em contrapartida foram discutidas propostas para fortalecer parcerias entre as diferentes instituições que atuam nas áreas temáticas do evento, além de fomentar estratégias e fornecer subsídios às políticas públicas nos países em desenvolvimento, buscando aproveitar os biomas e as ricas diversidades. “A vulnerabilidade da biodiversidade, as ligações histórico-culturais e as rápidas mudanças que estão ocorrendo nos contextos biofísicos e sociais são características comuns entre os países que buscam avançar os conhecimentos em educação ambiental e sustentabilidade”, explicou o docente. No evento estiveram presentes 240 participantes de todo o Brasil e de outros 18 países, entre educadores, pesquisadores, funcionários do governo, acadêmicos, gestores, agentes de áreas protegidas, agentes decisores, representantes de ONGs e indivíduos envolvidos na educação, sensibilização e comunicação ambiental. No total foram expostos 160 trabalhos em três áreas: educação ambiental e biodiversidade; educação ambiental em escolas e instituições de ensino superior; e educação ambiental e gestão participativa em comunidades rurais e tradicionais. Alguns dos trabalhos apresentados – orais e pôsteres – serão publicados nos anais da Conferência, com os objetivos e os resultados do evento. Os participantes que tiveram suas apresentações inseridas no caderno de resumos terão até o dia 30 de maio para submeter os trabalhos completos à aprovação da Comissão Científica e posteriormente avaliação de dois pareceristas independentes. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC

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XI Semana da Engenharia Ambiental na EESC-USP reuniu especialistas nas áreas de gestão e saneamento

A Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) promoveu a XI Semana da Engenharia Ambiental (SEA), no período de 19 a 23 de maio, com palestras, minicursos, visitas técnicas e apresentações de trabalhos científicos nas áreas de gestão ambiental e saneamento.

A organização do evento foi realizada pelos alunos de graduação do curso de Engenharia Ambiental da EESC, sob a coordenação do professor Luiz Antônio Daniel, do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola. Participaram da Semana mais de trezentos alunos dos cursos de Engenharia Ambiental das seguintes instituições: Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) – campus de São José dos Campos, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – campus de Limeira, Instituto Federal Goiano e Universidade Federal Fluminense. Segundo a comissão organizadora, o objetivo da realização foi oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer melhor as muitas áreas que se relacionam com a Engenharia Ambiental e que muitas vezes não são abordadas na estrutura curricular dos cursos. Além disso, teve o objetivo de proporcionar a troca de experiências e novas perspectivas entre os participantes da Semana. “Buscamos promover palestras e minicursos com temas diversificados, baseando-nos em uma enquete respondida pelos estudantes do curso. Investimos também em mesas-redondas, atividades culturais e mesa de formados, em que os alunos já graduados participam, compartilhando suas experiências profissionais”, explicou Marina Britto, integrante da comissão organizadora. Nas primeiras edições da SEA muitos professores locais contribuíam nas palestras e na programação. Posteriormente os alunos ganharam autonomia e passaram a organizar os recursos e as atividades, definindo os temas que julgam prioritários e a participação de especialistas externos da Escola para oferecer visões diferentes de atividades na área ambiental. “É importante os estudantes terem desde já a troca de experiências; a Semana é um processo de continuidade do aprendizado e atualização dos temas que estão na fronteira do conhecimento”, relatou Daniel. Por meio do ‘feedback’ digital feito no site da SEA, os participantes destacaram as palestras: “Avaliação de riscos e Agrotóxicos em Ecossistemas de Água Doce”, por se tratar de um tema de grande preocupação para a área de saneamento e ecologia; a mesa-redonda “Planejamento Urbanístico”, que trouxe exemplos interessantes de como aplicar infraestruturas verdes para, não apenas tornar as cidades ambientes mais agradáveis, mas também um espaço sustentável; e “Panorama Mundial de Usinas Nucleares”, a qual apresentou um panorama do funcionamento das usinas nucleares, do uso da energia nuclear no mundo e dos perigos e vantagens desse tipo de energia. Além das palestras, a realização dos minicursos foi bastante positiva, o que fez a organização ampliar o leque de opções nas próximas edições. “Ficamos satisfeitos por cumprir os objetivos da Semana em mais esta edição. Realizamos uma Semana bem organizada para os participantes de acordo com o ‘feedback’ e os elogios recebidos, além do reconhecimento dos palestrantes, professores apoiadores e da Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais (ANEAM), tornando nosso evento uma referência nacional”, afirma Luís Felipe Peres Bucater, integrante da organização da SEA.

Com o encerramento desta edição o planejamento para XII SEA já se inicia, e os alunos acreditam que a inovação é um aspecto imprescindível para o sucesso das próximas edições, a qual faz com que o público se sinta motivado a continuar participando. “Certamente para a próxima edição teremos novas ideias. Atualmente estamos em discussão para desenvolver atividades sociais, não apenas durante a Semana, mas como um projeto a ser trabalhado ao longo do ano, pois os aspectos educativos são base da sustentabilidade, a qual buscamos contemplar nas várias dimensões da nossa Semana”, comentou Marina. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC

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Inscrições abertas para concurso de professor titular na área de Engenharia de Materiais

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP abriu inscrições para o concurso público de títulos e provas para contratação de professor titular, referência MS-6, em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa, com salário de R$ 13.653,62, relativo ao Edital ATAc 28/2014.

A vaga é para o Departamento de Engenharia de Materiais, na área de conhecimento Engenharia de Materiais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de novembro de 2014, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 14 às 17 horas, no Serviço de Assistência aos Colegiados da EESC, localizado no 1º andar do Bloco E-1, sito à Avenida Trabalhador são-carlense, 400, campus 1 da USP em São Carlos. O candidato pode se inscrever pessoalmente, por procuração ou por correspondência.

Para obter o edital e mais informações sobre o concurso, acesse o site www.eesc.usp.br, (Acesso rápido / Editais).

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Acesso direto para o edital:

http://www.eesc.usp.br/portaleesc/attachments/article/1612/eesc_edital_28.2014_professor_titular_engenharia_materiais_abertura.pdf

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