“Semana de Engenharia Aeronáutica” da EESC-USP recebe inscrições

Entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro a Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) sediará a “Semana de Engenharia Aeronáutica” (SEA), o maior fórum de debates sobre aviação no País. As inscrições podem ser realizadas diretamente no site do encontro, www.seausp.eesc.usp.br.

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Profissionais da EY participam de atividade didática na EESC-USP

Alunos do curso de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) apresentaram os trabalhos finais da disciplina SEP0140 – Gestão da Mudança, ministrada pelo professor do Departamento de Engenharia de Produção (SEP), Mateus Cecílio Gerolamo, em parceria da empresa EY, antiga Ernst & Young.

Ao iniciar o semestre, o docente e os profissionais da EY – coordenados pelo gerente da área Gestão de Conhecimento, Leandro Loss – desenvolveram um trabalho criativo de “colocar suas experiências na mesa”, projetando um caso fictício baseado em suas vivências profissionais. Como resultado, surgiu o ‘case’ de transformação organizacional de uma empresa do setor sucroenergético denominada “Demerara”. O caso relatou uma crise de sucessão da empresa após a mudança de comando de pai para filho, os quais possuem perfis de gestão diferentes, somada às dificuldades no contexto da crise econômica. Ao tomarem conhecimento, os estudantes foram desafiados a aplicar as competências aprendidas durante o curso para ajudar a organização a superar a crise e definir um plano de recuperação. “Eles precisavam mapear quais os elementos dessa mudança de geração e de liderança precisavam ser trabalhados para a continuidade do negócio”, explicou Loss. No dia 21 de junho, as equipes apresentaram as alternativas de resolução do caso para a banca avaliadora formada por Loss, pelo gerente sênior da área Supply Chain, Fabrizio Passari, pelo gerente da área Supply Chain, Otávio Tosi e pela membro da equipe de Talent Carolina Negretti, além dos professores do SEP Henrique Rozenfeld e Janaina Costa.

Segundo Passari, ao ver as soluções apresentadas foi possível constatar que o ‘case’ proporcionou uma experiência de consultoria aos alunos e os aproximou mais da realidade do mercado de trabalho. “Foi uma experiência bem legal, pois existe a troca de visão no embasamento teórico dado pelo professor em sala de aula e o embasamento da indústria na prática, sendo que ambos se complementam. Eles encontraram várias soluções para o mesmo tipo de problema e soluções que nem haviam sido abordadas em sala de aula”, destacou. A iniciativa do trabalho, que acontece desde 2014, é fruto da amizade entre Gerolamo e o sócio da EY, Flávio Barreiros, que estudaram e trabalharam juntos. Satisfeito com a parceria e os resultados que ela vem apresentando, o docente comentou que “esse tema é atual e relevante para pesquisa, além de ser de grande interesse para EY, o que culmina em iniciativas de ensino e beneficia os participantes do curso, colocando-os em contato com situações bastante reais no contexto de sua profissão. Além disso, nossos futuros engenheiros ganham visibilidade e mais oportunidades profissionais tendo ‘os olhos do mercado de trabalho’ dentro da sala de aula”.

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://e.usp.br/6pq <Estudante defende seus argumentos para solução proposta ao caso didático>Crédito: Mateus Gerolamo

http://e.usp.br/6pr <Banca de avaliação com profissionais da EY e professores da EESC-USP> Crédito: Mateus Gerolamo

http://e.usp.br/6ps <Apresentação do caso didático com estudantes de gradução, pós-graduação, profissionais de mercado e professores> Crédito: Mateus Gerolamo

http://e.usp.br/6pt <Galeria com imagens no rodapé>Crédito: Mateus Gerolamo

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Alunos da EESC-USP realizam diagnóstico para certificação de qualidade do Banco de Sangue

Como a engenharia pode colaborar com outras áreas do conhecimento a fim de proporcionar melhorias para sociedade? Uma possibilidade na área de saúde pública foi apresentada por alunos da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) em uma parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.

Como avaliação da disciplina SEP0355 – Gestão da Qualidade I, o professor do Departamento de Engenharia de Produção da EESC-USP, Mateus Cecílio Gerolamo, dividiu os alunos em equipes e propôs o desafio de desenvolverem projetos em parceria com instituições e empresas de qualquer segmento que aplicassem na prática os conceitos aprendidos em sala de aula. Entre os oitos grupos, a equipe formada pelos alunos do curso de Engenharia de Produção da EESC-USP – Vitor Bernardo, Vinicius Lemos, Leonardo Ruli, Andrew Medina, Matheus Dall’agnol, André Lima e Rodolfo Tourinho – optou em sair do escopo da engenharia e firmou uma parceria com o Banco de Sangue da Santa Casa, com o objetivo de desenvolver um diagnóstico para a certificação ISO 9001– um conjunto de normas de padronização vinculadas à gestão da qualidade de um determinado serviço ou produto. “Achamos interessante trabalhar com a área de saúde e sair do escopo de processos mecânicos e de manufatura”, comentou Bernardo. A Santa Casa é referência no atendimento de alta complexidade para aproximadamente 400 mil habitantes de São Carlos e região. Entre as diversas áreas de atuação, o Banco de Sangue era o setor que almejava há algum tempo a certificação ISO 9001. “Estávamos em busca da certificação, porém por questões financeiras ainda não tínhamos tido a oportunidade de contratar uma consultoria para realizar o diagnóstico. Assim que a Provedoria tomou conhecimento do projeto, aprovou o início do trabalho”, explicou o gerente do Banco de Sangue, Cesar Martins da Costa.

Os alunos dividiram o trabalho em quatro frentes de avaliação, partindo da entrevista com o gerente do banco de sangue, em seguida entrevista com os funcionários, mapeamento dos processos e informação documentada. “Desde o início foi um desafio, pois o trabalho era extenso e ficamos incertos se conseguiríamos fazer um diagnóstico completo e profissional para o Banco de Sangue. No final conseguimos. São nos desafios que mais aprendemos e nos desenvolvemos”, comentou Lemos. De acordo Ruli, alguns dos requisitos da normativa já eram cumpridos, e os que não estavam em concordância foram apresentados de uma forma compreensível e estruturada para que fossem alcançados. O gerente do Banco de Sangue ficou muito motivado e confiante com o empenho dos alunos. “Foi uma parceria muito legal. Eles vestiram a camisa pela causa social, estudaram, aplicaram a teoria, bateram cabeça com os conceitos e por fim apresentaram bons resultados”, comentou Costa, que ainda destacou a importância do diagnóstico ao somar com as exigências estabelecidas a Portaria 158 do Ministério da Saúde, de 4 de fevereiro de 2016, que redefiniu o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos, de acordo com a Vigilância Sanitária. O sucesso dessa parceria foi tão evidente, que o professor decidiu abrir a apresentação final para o público geral, contanto com a presença de Costa. Na ocasião, o grupo mostrou o passo a passo do primeiro contato com o setor, as reuniões, atividades, recomendações e o diagnóstico. “Esse documento é uma foto atual de como o Banco de Sangue está em relação à certificação da ISO 9001 e o que deve ser adequado para a implementação. Elaboramos também um ‘roadmap’, que são os passos que os gestores devem seguir diariamente para melhorarem as partes mais críticas”, comentou Medina. O gerente hospitalar da Santa Casa, Edson Eduardo Pramparo, que esteve presente na apresentação, afirmou que a parceria tem grande valia para ambas as instituições, pois estão retornando benefícios para a sociedade, que contribuiu nos investimentos para a saúde e educação do país. “A confiabilidade do Banco de Sangue para o público é muito importante. Nesse setor colhe-se o material ‘in natura’, adapta-o para qualquer necessidade dos pacientes e encaminha-o para diversas regiões do país. A ISO 9001 ainda pode contribuir com a ampliação que estamos planejando de área de hematologia para oncologia hematológica (por exemplo, para casos de leucemia), o que estenderá ainda mais os atendimentos”, destacou Pramparo. Para o professor, o projeto desenvolvido também pode despertar novas ideias para os alunos, principalmente na área de empreendedorismo. “É um trabalho diferenciado e pode incentivar o grupo ou outros alunos a investirem em uma ‘startup’ para realizar o processo completo do diagnóstico, auditoria e certificação da ISO 9001”, salientou Gerolamo. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://e.usp.br/6po Crédito: Keite Marques

http://e.usp.br/6pp <galeria de imagens disponível no rodapé>Crédito: Keite Marques

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Experimento da EESC-USP na alta atmosfera é premiado em evento internacional

O grupo Zenith da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) foi classificado em segundo lugar na categoria Melhor Experimento de Ciência no Global Space Balloon Challenge (GSBC), um desafio organizado pela Stanford University e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) do qual participam lançamentos de sondas experimentais à estratosfera feitos por equipes do mundo todo.

A missão da EESC-USP, chamada de Garatéa (saiba mais em http://e.usp.br/6ph), foi completada com sucesso no dia 14 de maio, após duas horas e trinta minutos de voo, com o equipamento sendo resgatado na cidade de São Sebastião da Grama (SP), a 145 km do ponto de partida – localizado no entorno do Hangar I do Departamento da Engenharia Aeronáutica da EESC-USP, no campus II da USP em São Carlos. O experimento consistiu em enviar microrganismos encontrados em ambientes extremos da Terra a uma altitude de aproximadamente 32 quilômetros, a fim de analisar seu comportamento nas diversas condições de estresse da alta atmosfera. Além das amostras levadas pelo balão, os membros do grupo instalaram na sonda duas microcâmeras que fizeram o registro fotográfico do voo, desde a decolagem até o pouso de paraquedas. A equipe – que é orientada pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica da EESC-USP, Daniel Varela Magalhães – receberá como prêmio um novo balão e um paraquedas que poderão ser utilizados para novos experimentos. Mais informações podem ser obtidas com o professor Magalhães por meio do telefone (16) 3373-8647 ou e-mail daniel@sc.usp.br.

Por Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2016/garatea/eesc_sonda_zenith_00_site.JPGCrédito: Arquivo do Grupo Zenith

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Novo conceito de serra de bancada é apresentado por alunos da EESC-USP

Na busca de novas diretrizes para o ensino, a Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) vem firmando cada vez mais em sua estrutura curricular projetos que colocam os alunos mais próximos da realidade que vão enfrentar depois de formados. “Na engenharia, os problemas da vida real são complexos, difusos e com mais restrições do que qualquer problema ou caso descrito em livro ou teoria”, destacou o professor do Departamento de Engenharia de Produção (SEP) da EESC-USP, Daniel Capaldo Amaral.

No último dia 9 de junho, alunos do curso de Engenharia de Produção apresentaram seus trabalhos finais da disciplina SEP-0493 – Ergonomia, ministrada pela professora do SEP, Janaina Mascarenhas Hornos da Costa, sob o desafio de criar um novo conceito para a serra de bancada usada na construção civil. Amaral, que acompanhou os alunos em grande parte do desenvolvimento dos projetos, explicou que o principal objetivo do desafio foi criar soluções inovadoras para os componentes da serra, “capazes de contribuir para o bem-estar, segurança e diminuir esforço físico e cognitivo dos trabalhadores, contribuindo para prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”, explicou. Os trabalhos ocorreram em parceria com a empresa Forjaria Brasileira de Metais, localizada em São Carlos, responsável pela fabricação da coifa de proteção da serra e, em breve, da bancada. “Atualmente temos uma parte pequena do projeto e desejávamos a solução completa, que inclui a bancada, o sistema de coleta de pó, a proteção de dispositivo de segurança e a frenagem de serra, para vender uma solução integral ou fragmentada”, disse o diretor presidente da empresa, Wilson Silvestre Vidal. Os alunos enfrentaram um desafio 100% real e idêntico aos que os engenheiros vivenciam na prática. “Eles tiveram que atender também às demandas, especificidades e desejos dos fabricantes e de empresas que compram e alugam esses equipamentos para as construtoras. Além disso, tiveram restrições de tempo, recursos, preço, materiais, logística e tantos outros que acontecem em um projeto real”, comentou o Amaral. No total, oito equipes participaram do desafio durante o primeiro semestre. Os grupos também receberam a orientação do professor para a validação dos conceitos e a colaboração dos alunos de pós-graduação do SEP para concepção dos protótipos. “A competição foi muito acirrada; as soluções foram muito criativas e muito bem executadas, o que não é nada simples realizar. As equipes conseguiram produzir e testar excelentes protótipos dentro dos padrões, e até melhor do que se vê nas melhores faculdades de engenharia do mundo. Foi excepcional”, destacou o docente. No dia das apresentações, cada grupo realizou um ‘pitch’ (uma rápida exibição que mostra as principais ideias para um produto) de 20 minutos. Ao final, a banca avaliadora – formada por professores e os representantes da empresa – examinou e decidiu o melhor conceito apresentado. Em primeiro lugar ficou a equipe Criação, em segundo a equipe ABSD e em terceiro ficaram empatadas as equipes Dinós e USPTech. “Certamente, a decisão se deu em detalhes, pois as pontuações foram muito próximas. As soluções de engenharia são assim: pequenos detalhes contam como parte do encanto dessa profissão”, comentou Amaral. Parceria empresa-universidadeDe acordo com o diretor geral da empresa, Ivan Vidal, já existia o interesse de firmar uma parceria com a EESC-USP, pois em um primeiro contato o professor Amaral apresentou um leque de opções para a interação, sendo que essa disciplina seria uma delas. “O resultado foi sensacional porque podemos utilizar uma série de ideias que foram desenvolvidas em curto prazo e que demoraríamos muito mais tempo se fôssemos desenvolver. Agora iremos fazer com que nosso produto, que hoje é obsoleto no mercado, torne-se um produto inovador, ao invés de copiarmos o concorrente líder de mercado”, explicou. Segundo Amaral, é muito importante para a Universidade firmar parcerias com empresas para favorecer e aumentar o aprendizado dos alunos. “As parcerias conseguem motivá-los de maneira muito significativa, e motivação é o primeiro passo para o sucesso em qualquer processo educacional. O segundo aspecto é quanto à missão da Universidade. Somos uma universidade pública e é nosso dever ajudar as empresas”, relatou. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://e.usp.br/6nw <Diretor geral da empresa, Ivan Vidal>Crédito: Keite Marques

http://e.usp.br/6nx <Alunos da disciplina>Crédito: Keite Marques

Mais fotos disponíveis em http://e.usp.br/6ny

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Alunos da EESC-USP realizam sabatina com profissional de mercado na área de gestão da mudança

Em continuidade à disciplina SEP 0140 – Gestão da Mudança, o professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), Mateus Cecílio Gerolamo, convidou o consultor de gestão, Ricardo Catto, para realizar uma sabatina com os alunos de graduação, pós-graduação e outros participantes interessados no tema. O encontro ocorreu no dia 7 de junho.

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EESC-USP convida: Lançamento do livro “Administração para Engenheiros” ocorre no dia 1º de julho

No dia 1º de julho, sexta-feira, às 19 horas, acontecerá o evento de lançamento do livro “Administração para Engenheiros” (Elsevier, 2016, 304 páginas, R$ 85,90), de autoria dos professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), Fábio Müller Guerrini e Edmundo Escrivão Filho, além da doutoranda Daniela Rosim.

O evento é aberto a todos e ocorrerá na livraria Cia. dos Livros do Shopping Iguatemi São Carlos, localizado na Rua Passeio dos Flamboyants, 200.

Mais informações sobre a obra estão disponíveis em http://e.usp.br/6mp.

Por Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://e.usp.br/6mqCrédito: Divulgação

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Pela quarta vez, trabalho de grupo de pesquisa da EESC-USP é premiado em congresso nacional

Em mais uma edição do “Congresso Brasileiro de Cerâmica” (saiba mais em www.metallum.com.br/60cbc), um trabalho do grupo de pesquisa Soluções Integradas em Manufatura e Materiais Cerâmicos (SIMMaC), liderado pelo professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), Rafael Salomão,foi premiado com a menção honrosa de Melhor Trabalho de Pós-Graduação. O evento foi realizado em maio, na cidade de Águas de Lindóia (SP).

Essa é a quarta vez que um trabalho do grupo é premiado, com destaques obtidos nos eventos de 2010, 2013, 2014 e 2016. O Congresso, que está em sua 60ª edição, é o mais importante evento nacional na área de materiais cerâmicos e congrega a maior parte da comunidade de pesquisadores de universidades, centros de pesquisa e empresas do setor. A menção honrosa é oferecida pela Associação Brasileira de Cerâmica (ABCeram) aos melhores trabalhos completos apresentados por alunos de pós-graduação no Congresso, desde sua primeira edição, em 1954. A premiação veio por meio do trabalho “Hidróxido de Alumínio Como Agente Porogênico em Cerâmicas Porosas Refratárias: Efeito do Tamanho de Partícula”, de autoria da aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPG-CEM), Adriane Damasceno Vieira de Souza. A pesquisa faz parte de sua tese de doutorado “Evolução microestrutural e de propriedades físicas de cerâmicas porosas moldáveis de alta alumina durante calcinação e sinterização”, orientada por Salomão. “Tal honraria deixa-nos muito satisfeitos, pois além do reconhecimento da qualidade técnica e importância científica da pesquisa realizada, mostra que a formação de novos recursos humanos tem sido feita de forma correta, sendo essa a função mais nobre da EESC. Acreditamos que estamos no caminho certo”, destacou o docente. O trabalho premiado mostra como estruturas cerâmicas de diferentes tipos e quantidades de poros podem ser obtidas por meio da combinação de partículas de óxido de alumínio e hidróxido de alumínio com diferentes tamanhos. As possíveis aplicações para esses sistemas envolvem isolamento térmico de altas temperaturas (acima de 1000ºC), com aplicação em processos da indústria siderúrgica e de cimento para manter a temperatura interna dos processos, evitando perdas térmicas e gerando significativa economia de energia. Também podem ser utilizados para filtração de gases quentes em processos da indústria petroquímica, como em reatores com leito fluidizado e limpeza de efluentes. Além disso, podem ser aplicados como propantes cerâmicos para fratura hidráulica, utilizados em prospecção de gás natural impregnado em rochas, e também no suporte catalítico que acelera diversos tipos de reações químicas. Segundo o Salomão, o trabalho possui dois diferenciais importantes que são: o uso de novos métodos de processamento – que permitem a obtenção de peças com grande volume (até várias dezenas de quilos de material) e geometrias complexas – e a utilização de matérias primas produzidas no Brasil em substituição a recursos importados comumente empregados nas indústrias. “Essas estruturas cerâmicas porosas podem ser moldadas como o concreto usado em construção civil e aplicadas em formas complexas que outros processos de conformação (como a prensagem) não permitiriam. Além disso, por se tratar de um sistema inicialmente líquido, pode ser bombeado ou aplicado como spray”, concluiu o docente. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://e.usp.br/6ml – professor Rafael SalomãoCrédito: Keite Marques

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Trabalho da USP na área de bioengenharia é premiado na Polônia

O aluno do Programa de Pós-Graduação Interunidades Bioengenharia da USP (PPGIB-USP), Eduardo Pedro Milan, foi o vencedor do prêmio de Melhor Apresentação de Pôster no “The 24th Annual World Forum on Advanced Materials” (saiba mais em www.polychar24.divisia.pl), evento que ocorreu entre os dias 9 e 13 de maio, em Poznań, na Polônia.

“O prêmio torna-se um reconhecimento ao trabalho e uma indicação de que esta pesquisa, ou o modo como está sendo conduzida, está no caminho correto, além de ser de grande valia pessoal e também para o PPGIB-USP. Fico feliz de poder contribuir para seu crescimento e qualidade”, destacou Milan.

O trabalho intitulado “Rheological effect of mangosteen extract on chitosan/collagen mixtures” faz parte da dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do PPGIB-USP – que é oferecido conjuntamente pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) – e consiste em avaliar o efeito do extrato de mangostão, a diferentes concentrações, em uma blenda de quitosana e colágeno. Dada à natureza dos materiais, a aplicabilidade se dá na área de regeneração tecidual.

A quitosana e o colágeno são biomateriais que possuem excelentes propriedades, como biodegradabilidade, compatibilidade, atividade antimicrobiana, dentre outras. Já o mangostão é um fruto relativamente novo para a cultura ocidental, provindo de países do sudeste asiático, que possui no extrato de sua casca propriedades antibacteriana e antinflamatória, além de consistir em um forte antioxidante usado para diversos tratamentos. “Observando o potencial dos três elementos, teve-se a ideia de uni-los e testá-los”, explicou Milan.

De acordo com o mestrando, o destaque da pesquisa premiada deu-se a partir da escolha dos materiais, a aplicabilidade e a técnica utilizada. “A reologia – parte da física que investiga as propriedades e o comportamento mecânico de corpos que sofrem uma deformação (sólidos elásticos) – permitiu obter uma riqueza em dados que pode ser de interesse em pesquisas futuras, além de mostrar a potencialidade do material obtido”, comentou.

A orientadora do trabalho foi a professora do Departamento de Química e Física Molecular do IQSC-USP, Ana Maria de Guzzi Plepis. De acordo com Milan, sua orientação foi de suma importância dada a capacidade da docente em sanar dúvidas e conduzir as ideias a um grau de excelência, direcionando o planejamento do projeto.

Milan ainda destacou que o trabalho premiado, por ser ainda parte do projeto de um mestrado, terá uma continuidade de estudos. “A pesquisa irá prosseguir com a finalidade de produção de um ‘scaffold’ – uma estrutura para experimentos – dos materiais. Já quanto à sua aplicação, no entanto, não há garantias, pois esse projeto não possui as atribuições para testar ‘in vivo’, dependendo assim do interesse de demais áreas para contribuir”, comentou.

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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Apresentação do pôster. À esquerda o mestrando Eduardo Milan e à direita o membro do comitê da IUPAC, Michale Hess

http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2016/eesc_trabalho_premiado_em_bioengenharia_site.jpg 

Crédito: Arquivo Pessoal

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