Exemplo da EESC: A educação ambiental como meio de desenvolvimento e ações de sustentabilidade

Com a crescente busca por um uso mais sustentável dos recursos naturais do planeta, a educação ambiental dentro da universidade tem sido vista como um importante meio de contribuição para a formação de cidadãos e profissionais mais críticos e conscientes de seu papel nesse contexto.

A educadora ambiental e integrante da Comissão de Sustentabilidade (CS) da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), Patricia Cristina Silva Leme, atua em diversos projetos e programas que promovem a criticidade na formação de profissionais. Ela destaca que o estudo e aplicação de técnicas e práticas sustentáveis e a mudança no paradigma visando a incorporação da transversalidade são aspectos que a universidade terá que agregar daqui para frente.

“A educação ambiental não é uma apenas uma ferramenta para a formação de cidadãos, mas trata-se de um paradigma, dentro do qual não se entendem as disciplinas isoladamente, mas na transversalidade, em que os conteúdos curriculares e os docentes se conversam, visando relações mais saudáveis entre a sociedade e a natureza”, disse Patricia.

No início de setembro, a educadora ambiental foi convidada para fazer a abertura da VII International Conference on Environmental Education “Best of Both Worlds – BoBW 2015”, com o objetivo de apresentar uma visão geral sobre a educação ambiental.

Segunda Patricia, a participação no evento foi uma experiência enriquecedora para a troca de experiências e atividades entre instituições de ensino superior de vários países. “O eixo central da conferência foi a cooperação entre os países abaixo da linha do Equador que possuem semelhanças em vias de desenvolvimento, rica biodiversidade e desafios para a implementação de projetos educacionais”, destacou.

Na oportunidade ela também abordou os projetos desenvolvidos no âmbito da educação ambiental e executados na USP e na EESC-USP, usando-os como exemplo de como assegurar uma educação ambiental efetiva para o enfrentamento das crises globais. Como base da apresentação a educadora expôs o Projeto Educativo para Minimização de Resíduos Sólidos para os Restaurantes Universitários dos Campi de São Carlos da Universidade de São Paulo e ações desenvolvidas pela CS da EESC-USP, como a ambientalização dos currículos dos cursos de engenharia.

Ainda no âmbito geral das iniciativas da USP, Patricia apresentou as políticas ambientais que estão em desenvolvimento sob coordenação da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Após as apresentações, a educadora recebeu diversos comentários que destacavam os grandes desafios colocados a uma universidade com as dimensões da USP e recebeu elogios quanto ao envolvimento de servidores docentes e técnicos e administrativos, visto como uma importante ferramenta para empoderamento dos servidores no campo ambiental.

De acordo com a educadora, a sustentabilidade pode estar inserida em cinco grandes áreas dentro universidade. A primeira é a própria formação dos estudantes, com a ambientalização dos currículos acadêmicos, a capacitação dos docentes para o novo paradigma e a incorporação do tema nas disciplinas. A segunda é o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias que ajudem a sociedade evoluir de modo mais sustentável. A terceira área é a gestão ambiental da própria universidade, como nos setores de mobilidade, gestão da água, resíduos, áreas verdes e uso e ocupação do solo. Em seguida, a quarta é a governança da universidade no sentido de elaborar e valorizar a política institucional para que seja pautada em princípios de sustentabilidade. Por fim, a quinta área é a extensão, que consiste no diálogo com a sociedade externa e do próprio círculo social por meio do diálogo e oferecimento de cursos, seminários e atividades para além do currículo. Ainda como referência, Patricia não deixou de citar as ações promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e suas agências – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, sigla em inglês) e o Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA, sigla em inglês) – e a publicação das 17 metas globais (assista ao vídeo) para que o desenvolvimento sustentável seja adotado por todos os países, instituições, pessoas e grupos humanos com o objetivo de trabalharem na mesma direção. “O que mais podemos ver nos países em desenvolvimento são iniciativas isoladas e a carência de diretrizes amplas, por isso, a partir das metas pode-se, por exemplo, traçar e implantar projetos nos campi da USP e posteriormente em cada unidade”, destacou a educadora. Encerrando sua participação na Conferência, Patricia citou como principais conclusões do evento: a necessidade de capacitação; o envolvimento de estudantes nas áreas rurais e urbanas; a ligação entre distintos autores, agências fomentadoras, governo local e os que implementam os projetos ambientais; o maior investimento em pesquisas para monitoramento e avaliação dos programas; e, por fim, comunicação para a divulgação e o sucesso dos projetos de conservação e de biodiversidade.

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP)Assessoria de ComunicaçãoTels.: (16) 3373-6600 e 3373-6700Visite a nossa Sala de Imprensa

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Carro da equipe EESC-USP Baja é lançado e apresenta novidades na estrutura

Um carro mais confiável e robusto. Foram essas as qualidades principais buscadas para o novo protótipo lançado no final de outubro pela equipe EESC-USP Baja. Com esse veículo o time irá participar da “22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS” que ocorrerá em março de 2016, em Piracicaba (SP).

O grupo, que é formado por alunos de graduação da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), apresentou o carro em um evento realizado no Anfiteatro Jorge Caron com a presença do diretor da EESC-USP, professor Paulo Sergio Varoto, professores, patrocinadores, além de amigos e familiares dos membros da equipe que foram prestigiar o lançamento.

Varoto comentou sobre o orgulho e a satisfação em ver o trabalho e o empenho dos alunos a cada competição no desenvolvimento do projeto. “Tudo isso eleva o reconhecimento da EESC na formação de seus alunos e na qualidade de ensino, pesquisa e extensão”, discursou.

A equipe tem 21 anos de história e já conquistou seis campeonatos no Brasil e um vice-campeonato mundial. O objetivo principal para 2016 é vencer a competição nacional, ou pelo menos ficar entre os três primeiros colocados, o que garante a vaga para o campeonato mundial.

O gerente de projeto do grupo, Gustavo Perozini Caporazzo, comentou que as mudanças do veículo começaram pelo chassi, que passou de alumínio para aço e ganhou uma nova estrutura. “As regras do campeonato nacional e do mundial possuem algumas diferenças, porém a equipe conseguiu conciliá-las e deixar o carro pronto para disputar as duas competições”, destacou.

Além disso, a extensão do tubo foi aumentada, proporcionando um espaço maior para o piloto. O amortecedor ficou mais vertical, melhorando a eficiência no impacto com o terreno, e a geometria de suspensão traseira também mudou, deixando o carro mais robusto e confiável, pois permite regular melhor o veículo de acordo com as necessidades da pista.

Mudanças também foram realizadas na caixa de transmissão para aliviar as engrenagens ligadas diretamente aos eixos das rodas, dando mais leveza ao protótipo. O freio também ganhou uma pinça mais leve e menor, e os discos, que anteriormente apresentavam problemas no tempo de frenagem, ganharam uma nova geometria.

Além de aumentar a performance do carro, as mudanças tiveram como propósito corrigir deficiências estruturais e de quebras que ocorriam nos modelos anteriores. Nos últimos anos o foco era deixar o veículo com menor peso, o que acabava deixando-o menos resistente para chegar até o fim da competição. “Neste projeto as alterações não visaram tanto a diminuir o peso do protótipo, e sim mais a resistência e confiabilidade das peças”, explicou Caporazzo.O novo protótipo será ainda submetido a vários testes no mês de dezembro e em outras competições não oficiais, como a realizada durante a regional promovida pela SAE, ocorrida no início do segundo semestre. “O grupo pôde avaliar o bom desempenho, a resistência e competitividade contra as demais equipes. Os resultados preliminares aumentaram nossas expectativas de conquista do título”, salientou o gerente de projeto. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/baja_lancamento/eesc_lancamento_carro_baja_competicao_2016_08_site.jpgCrédito: Keite Marques

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Equipe EESC-USP Aerodesign é campeã em duas categorias de competição nacional

A equipe EESC-USP AeroDesign obteve destaque em sua participação na “17ª Competição SAE AeroDesign Brasil” com os três protótipos desenvolvidos na Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP): Alpha e Bravo, que disputaram a categoria regular, e Mike, que disputou a categoria micro. O evento ocorreu de 29 de outubro a 1º de novembro, em São José dos Campos (SP).

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Oficina de Inovação: alunos de graduação da USP podem propor projetos

A Agência USP de Inovação, em parceria com o Centro Avançado EESC para Apoio à Inovação (EESCin) e o Centro de Engenharia Aplicada à Saúde da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (CEAS-EESC), lançou uma chamada que visa apoiar projetos com caráter inovador submetidos por alunos de graduação regularmente matriculados em qualquer unidade da Universidade.

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Equipe EESC-USP Baja SAE apresentará novo protótipo

Nesta quinta-feira, dia 29, às 19h30, no campus 1 da USP em São Carlos, a Equipe EESC-USP Baja SAE apresentará seu novo carro que competirá durante o ano de 2016.

O evento faz parte da programação da “X Semana da Engenharia Mecânica” da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), que ocorrerá de 26 a 30 de outubro, organizada por alunos de graduação do curso de Engenharia Mecânica da Escola. A programação completa pode ser conferida no site semanadamecanica.com.br. A atividade será iniciada com uma palestra sobre diagnóstico automotivo no Anfiteatro Jorge Caron da EESC-USP e, em seguida, os participantes poderão conferir o protótipo em movimento enquanto desfrutam de um coquetel que estará servido no Espaço Primavera, localizado no Bloco E-1. Entre as mudanças desenvolvidas no protótipo em relação ao modelo atual, o veículo traz uma nova suspensão, mais leve e com geometria inédita, além de uma caixa de transmissão inovadora. O campus 1 da USP em São Carlos localiza-se na Av. Trabalhador são-carlense, 400. Mais informações podem ser obtidas com a Equipe EESC-USP Baja SAE pelo telefone (16) 3373-8862, e-mail divulgacao.baja@gmail.com ou site www.bajaeescusp.com.

Por Assessoria de Comunicação da EESC-USP 

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/eesc_baja_lancamento.jpg Crédito: Divulgação

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Grupos de extensão de automobilismo da EESC-USP são destaques em campeonato nacional

Foi com muita garra, superação e persistência que a equipe EESC-USP Formula SAE consagrou-se campeã na classificação geral da “12ª Competição SAE BRASIL – Petrobras de FORMULA SAE”, realizada entre os dias 1º e 4 de outubro, em Piracicaba (SP). No mesmo campeonato, concorrendo pela primeira vez, a equipe EESC-USP Tupã conquistou o terceiro lugar na categoria carro elétrico, enfrentando com muita determinação adversidades encontradas e as equipes veteranas. Durante os dias de prova, a EESC-USP Formula SAE passou pela inspeção técnica – que avalia características de segurança, ruído, frenagem e angulação do carro – para verificar se o protótipo atendia às normas que regem a competição. Com tudo aprovado, o time seguiu para as oito baterias classificatórias, compostas por provas estáticas e dinâmicas, nas quais conquistou quatro primeiras colocações e ficou entre os dez primeiros lugares nas restantes. Nas provas dinâmicas, a equipe conquistou os primeiros lugares nas baterias ‘skid-pad’ e ‘auto-cross’, seguidos do segundo lugar na avaliação de eficiência, a quinta posição no enduro (resistência) e a nona posição na etapa de aceleração. Nas provas estáticas ficou em primeiro lugar nas avaliações de custo e manufatura e projeto – essa última pela sétima vez no campeonato e pelo segundo ano consecutivo – e ocupou a décima posição na bateria de apresentação.

Foram resultados ótimos, e engana-se quem pensa que foi fácil chegar a essa conquista. Para obter o primeiro lugar, posição almejada há dez anos, a equipe teve que superar seu conhecimento técnico e colocar em prática toda resiliência para lidar com um imprevisto ocorrido nas últimas baterias. De acordo com o ex-diretor da equipe, Renan Stefanutti, o motor do protótipo começou a dar problemas e parou de funcionar várias vezes, a cada final de prova, deixando todos os membros apreensivos e incertos se conseguiriam competir nas baterias seguintes. Frente ao obstáculo, a união e o empenho de todos os integrantes em busca da vitória fizeram toda a diferença contra a preocupação e o tempo escasso. O time também recebeu ajuda da equipe Poli Rancing, da Escola Politécnica da USP, provando que além do espírito competitivo também existe o de cooperação entre as equipes, e também de um patrocinador, que cedeu um espaço apropriado e ferramentas para realizar a manutenção do motor. Dessa forma o grupo conseguiu cumprir todas as baterias e chegar até o final da competição. “Foram 300 quilômetros rodados antes da competição sem nenhum problema, para na última semana o motor apresentar falhas e não querer ligar. Eu nunca sofri e me cobrei tanto em tão pouco tempo. Mas como diria Rocky Balboa: ‘não é o quanto você apanha, mas o quanto você aguenta continuar’”, citou o ex-diretor. A cada competição a equipe – que é formada por alunos de graduação de diversos cursos de engenharia da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) – dedica-se quase que ‘full time’ ao projeto e ao desenvolvimento do protótipo, buscando melhorar os materiais e as tecnologias aplicadas. “É impossível nós como estudantes refazermos um carro do zero. Por isso a EESC-USP sempre opta por fazer a evolução dos protótipos de maneira conservadora e pensada, colocando todas as peças e materiais em análises e estudos de aperfeiçoamento para alterar e potencializar o carro ano após ano”, comentou Stefanutti. Para os estudantes, além de soltar o grito de campeão e trazer o troféu para a Universidade, a satisfação de vencer está em cada lição aprendida, dificuldade superada e habilidade desenvolvida, tendo a certeza de que toda essa experiência não terá valor apenas enquanto graduandos de engenharia, mas também ao longo da vida e da carreira profissional. “Mais importante do que ganhar um troféu é favorecer o desenvolvimento da engenharia, o aprimoramento dos engenheiros e a posição de destaque da EESC entre outras faculdades na formação de profissionais e na vanguarda dos melhores engenheiros do país. Se a avaliação de projeto que conquistamos por sete vezes servir como prova, estamos no caminho certo”, destacou Stefanutti. EESC-USP TupãCom apenas três anos de formação, a equipe EESC-USP Tupã participou pela primeira vez da “12ª Competição SAE BRASIL – Petrobras de FORMULA SAE”, tendo seu o carro pronto e apto para competir contra equipes veteranas como as da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), Universidade Paulista (UNIP), Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), entre outras.

O grupo não pôde participar das baterias dinâmicas, após serem reprovados na inspeção técnica da parte elétrica do carro, que avalia e confere o cumprimento das normas de segurança. Mesmo não participando de todas as provas da competição, a equipe ainda conquistou o terceiro lugar da classificação geral, alcançando boa pontuação nas provas de custo e manufatura, projeto e apresentação. “Na parte estrutural e mecânica o carro foi aprovado, já no sistema elétrico faltaram dois componentes com as mesmas especificações estipuladas para realizar as provas dinâmicas. Mesmo fora de algumas baterias, não desanimamos e fomos para as provas estáticas”, comentou o diretor de projetos elétricos da equipe, Jonatas Puspi da Silva. “O terceiro lugar foi muito motivante; nossa primeira vez participando do campeonato e já trouxemos um troféu para a Universidade. Ficamos na expectativa até o último momento pelo resultado, e quando saiu constatamos que ficamos abaixo do segundo lugar por apenas três pontos. Tudo isso se deve ao aumento de membros que tivemos no último ano na equipe e que fez toda a diferença para unirmos força e dedicação para fazermos o melhor”, concluiu Puspi. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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Necessidades e perspectivas do mercado trabalho são temas debatidos em evento na EESC-USP

Formar-se na universidade é apenas uma etapa para o ingresso no mercado de trabalho, e muito estudantes ainda têm dúvidas de como se preparar para os desafios da primeira experiência fora do meio acadêmico. Com o objetivo de apresentar as necessidades atuais e as perspectivas para o futuro do cenário profissional, a “Semana Integrada da Engenharia Elétrica (SIEEL)” contou com a presença de profissionais de empresas nas áreas alimentícia, tecnológica, de inovação e de capacitação para um bate-papo sobre o tema Mercado de Trabalho. O gerente industrial do grupo JBS, Gustavo Marinho, fez uma breve explanação sobre a empresa e seus valores, além do perfil ideal de um profissional, por meio da apresentação “Mercado de Trabalho e desafios de se trabalhar em empresas alimentícias”. Marinho destacou cinco características importantíssimas para o sucesso profissional: ter ‘timing’ – que é o senso de urgência -, capacidade decisão, bom relacionamento interpessoal, liderança e resiliência. “Quando a empresa contrata o recém-formado, não está o contratando pensando no seu atual potencial acadêmico, e sim na sua capacidade de crescer pessoal e profissionalmente para colaborar mais no futuro da empresa e assumindo novas responsabilidades”, afirmou Marinho. Também esteve presente o diretor sul-americano da associação mundial The Instrumentation Systems and Society Automation (ISA), Marcilio Pongitori. A empresa atua na regularização de normas capacitação e certificação de profissionais, atestando a capacidade do engenheiro no exercício de determinadas funções da área. Para Pongitori, além do conhecimento técnico como formação básica, o engenheiro eletricista precisa ter habilidades específicas que podem ser adquiridas na prática, com trabalhos além das disciplinas aplicadas em sala de aula. Outro ponto muito importante é ter habilidade em falar outros idiomas. “O aluno que tem a vivência sempre sai na frente, aquele candidato que não realiza um estágio ou não adquiriu mais conhecimento participando de projetos de extensão em sua área, dificilmente conseguirá um bom cargo de início da carreira”, salientou o diretor. Em uma apresentação interativa e dinâmica, o engenheiro da empresa Keysight Tecnologies, Maurício Kobayashi, falou sobre as “Perspectivas no Mercado de Trabalho dos Futuros Engenheiros” usando como exemplo situações atuais, a expectativa das inovações tecnológicas e a quebra de paradigmas na atuação desse profissional. “O engenheiro que não estiver atento às novas tendências e tecnologias ainda na universidade, não estará preparado para o futuro do mercado de trabalho e as perspectivas que prometem revolucionar diversas áreas. As grandes empresas procuram potenciais talentos que tenham uma visão além do alcance, com criatividade, curiosidade, dedicação e conhecimento avançado. Por isso, estejam atentos: esses serão os requisitos mais importantes para o sucesso profissional nos próximos anos”, destacou Kobayashi. Sobre a SIEELEsta foi primeira edição da SIEEL, resultado da união do “Integra Elétrica” – Semana de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) – e da “Semana da Engenharia Elétrica (SEMEL)” da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento foi organizado por alunos de graduação do curso de Engenharia de Elétrica com a colaboração de docentes das duas instituições. Para iniciar a Semana e dar as boas-vindas aos participantes, estiveram presentes na cerimônia de abertura o chefe do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC-USP, Ruy Altafim, o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da EESC-USP nas ênfases em Eletrônica e Sistema de Energia e Automação, José Carlos de Melo Vieira Junior, além do coordenador do curso de Engenharia Elétrica da UFSCar, Celso Aparecido de França, e do professor também da UFSCar, Robson Barcellos. A programação contou com diversos assuntos da atualidade e de interesse aos futuros engenheiros, apresentados nos formatos de mesas-redondas, palestra, minicursos, workshops e visitas técnicas na AES Usina Hidrelétrica, Frescale, CPFL, GE, Hyundai e Volkswagen. Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/sieel/eesc_sieel_semana_engenharia_eletrica_03_site.JPGCrédito: Keite Marques e Umberto Patracon

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/sieel/eesc_sieel_semana_engenharia_eletrica_01_site.JPGCrédito: Keite Marques e Umberto Patracon———————————————————————————–

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Curiosidade e conhecimento marcam evento sobre impressão 3D na EESC-USP

Para apresentar os conceitos e as aplicações da impressão 3D, um grupo de estudantes do Programa Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) organizou o primeiro evento “Café 3D” no Núcleo de Manufatura Avançada (NUMA), com a exposição de impressoras 3D e seus produtos.

O evento foi aberto a todos e teve como ideia central a divulgação da tecnologia, ampliando a troca de serviços, a funcionalidade das máquinas e o acesso à produção de peças. “Hoje o interesse e usabilidade da impressão 3D estão aumentando, principalmente dentro das universidades, despertando a vontade de muitas pessoas em conhecerem mais sobre a tecnologia e descobrir novas formas de impressão e aplicações”, explicou o mestrando Vitor Macul.

A abertura do encontro foi marcada com um ‘talk’ – apresentação de curta duração – realizado pelo doutorando da EESC-USP Alex Bottene sobre o tema “O que é possível fazer com impressão 3D”. Em seguida, durante o ‘coffee break’, os membros tiveram a oportunidade de conversar com os expositores e ver a mostra de materiais impressos.

Curiosos para saberem mais sobre impressão 3D e suas aplicabilidades, os mestrandos em engenharia mecânica da EESC-USP, Fernando Madureira e Bruno Ribeiro Bocato, também participaram do evento. “O mais interessante é o número de coisas que é possível com impressão em 3D. Você pode imprimir de tudo, não fica limitado a apenas um tipo de geometria”, comentou Madureira.

Já Bocato se interessou em usar a tecnologia para fabricar protótipos para suas pesquisas em laboratórios. “Pelas inúmeras aplicações, tenho a possibilidade de fabricar e testar protótipos para ver sua eficiência e funcionalidade antes de fabricar em grande volume”, comentou.

Os organizadores da atividade fazem parte da 3D Hubs, uma plataforma on-line que conecta proprietários de impressoras 3D e interessados do mundo inteiro no conhecimento e em serviços da tecnologia. Essa comunidade surgiu na Holanda e atualmente está presente em diversos países do mundo com o propósito de aumentar o uso das impressoras, já que pesquisas apontam que as máquinas ficam ociosas cerca de 80% do tempo.

No Brasil, a comunidade 3D Hubs está dividida por regionais como a de São Paulo e de Campinas, que possuem o maior de número de membros cadastrados, acompanhadas de São Carlos, que conta hoje com oito impressoras cadastradas.

A primeira edição do Café 3D contou com a presença de nove impressoras de São Carlos, Ribeirão Preto e Bauru, sendo esta última cidade representada pelo professor do Departamento de Artes e Representação Gráfica da Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” (Unesp), Luiz Antonio Vaz Hellmeisterd, e dois alunos de pós-graduação em engenharia mecânica da mesma instituição.

Além de diversos modelos impressos, os três pesquisadores expuseram o “Robohand”, um projeto ‘open source’ de uma prótese de mão desenvolvido por um aluno de iniciação científica do curso de engenharia mecânica da Unesp, que não tem os dedos e parte da mão esquerda. Hellmeisterd acompanhou o desenvolvimento da prótese e explicou o projeto: “Toda a estrutura da mão e os dedos foram concebidos por meio da impressão 3D, o molde do punho e braço é de material termoplástico que precisa ser moldado no tamanho de cada usuário”, comentou.

O aluno de mestrado em engenharia mecânica na Unesp, Ricardo Amaral Silva, comentou como a tecnologia está se expandindo e tendo cada vez mais aplicabilidade. “Quando se fala de impressão 3D, não estamos determinando apenas a impressão de peças ou objetos, mas da revolução na forma de aprendizado e estimulação das pessoas. O movimento ‘maker’ é o meio em que as pessoas podem materializar suas ideias de forma autônoma e prática”, salientou.

Atualmente os materiais mais utilizados para impressão de peças são os polímeros, como PLA biodegradável derivado da cana de açúcar, ABS, que é derivado do petróleo, além do PLA composto com madeira. Também há o material elástico para fabricação de peças mais maleáveis e o nylon para peças mais resistentes.

Outro participante do evento foi o estudante do curso de Engenharia Mecânica da EESC-USP, Leonardo Simião de Luna, que buscou aprender mais sobre o conceito da tecnologia e disse ter gostado bastante de um ‘drone’ que estava exposto, cuja base central foi montada por peças de impressão 3D. “Já utilizei a tecnologia na fabricação de peças em disciplinas da universidade e estou aqui para saber mais sobre outras possíveis aplicações em outras áreas”, comentou.

As regionais da 3D Hubs também organizam eventos para os proprietários de impressoras 3D com o intuito de discutirem questões técnicas, soluções de problemas e o melhoramento de projetos. Na plataforma on-line os membros podem verificar os próximos encontros de cada regional e a retrospectiva de eventos anteriores. Interessados em saber mais sobre a comunidade e os próximos eventos de São Carlos podem consultar o site www.3dhubs.com/sao-carlos.

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC-USP

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http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/cafe_3d/eesc_cafe_3d_impressao_00_site.jpgCrédito: Keite Marques

http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/cafe_3d/eesc_cafe_3d_impressao_05_site.jpgCrédito: Keite Marques

http://www.eesc.usp.br/portaleesc/images/noticias/2015/cafe_3d/eesc_cafe_3d_impressao_16_site.jpgCrédito: Keite Marques

Mais imagens emhttp://www.eesc.usp.br/portaleesc/index.php?option=com_content&view=article&id=2593&Itemid=597Crédito: Keite Marques

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