A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP) dá amplo conhecimento à nota emitida pelo Gabinete do Reitor desta Universidade, sobre o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria (ver abaixo), e se soma à manifestação de condenação aos episódios de violência registrados neste domingo.
Ainda que reconheça a necessidade da adoção de medidas destinadas à preservação do patrimônio público, à garantia de acesso e à manutenção da ordem, a EESC reitera seu entendimento de que tais ações devem ocorrer com respeito à integridade física das pessoas e do respeito mútuo.
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GABINETE DO REITOR – 10/05/2026
Nota sobre processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria
A Universidade de São Paulo (USP) lamenta os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria, ocorrido na manhã deste domingo, dia 10 de maio.
Cumprindo seu dever de ofício de proteção da integridade física dos docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e terceirizados, bem como dos espaços físicos, a Reitoria informou sobre a ocupação à Secretaria de Segurança Pública (SSP), no mesmo dia do ocorrido (7/5), com vistas à adoção dos protocolos de proteção e de preservação da ordem de competência das autoridades policiais.
Na manhã deste dia 10 de maio, sem comunicação prévia à Reitoria, houve a desocupação do espaço público pela Polícia Militar. Segundo nota oficial da SSP, “a Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”.
Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil. As tratativas, no entanto, chegaram a um limite diante:
1. Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria;
2. Da constituição de sete grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta;
3. Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e
4. De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica.
A Reitoria segue aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços da Universidade.
Por fim, a USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário.
