Como parte das atividades práticas de campo, três estudantes do curso de Engenharia Ambiental da USP São Carlos, Ana Beatriz de Souza Melo, Sofia de Castro Daniel e Melina Coelho Bogmann, acompanhadas do professor Juliano Corbi, realizaram o monitoramento das aves em uma área de mata ciliar próxima à nascente de um córrego, na Área 2 do Campus.
O objetivo foi investigar a relação entre a preservação da mata ciliar, o grau de urbanização e a riqueza de espécies.
Durante uma manhã de campo, estudantes e professor permaneceram no entorno da Área de Preservação Permanente (APP), realizando cinco gravações bioacústicas de cinco minutos cada. Os registros foram analisados com o aplicativo gratuito Merlin Bird ID, que utiliza inteligência artificial para identificar espécies a partir de suas vocalizações.
Foram identificadas cerca de 28 espécies, entre elas sanhaço-cinzento, andorinha-grande, pitiguari, gavião-carijó, sabiá-do-barranco, tico-tico, juriti-pupu, periquitão, risadinha, bem-te-vi, soldadinho, gralha-do-campo, joão-de-barro, pomba-asa-branca, canário-da-terra, sabiá-poca, sabiá-laranjeira e ferreirinha-relógio.
A atividade possibilitou observar, em tempo real, como a inteligência artificial pode apoiar o ensino, a pesquisa e o reconhecimento da avifauna, além de ampliar a percepção sobre a biodiversidade local. Os resultados também reforçam a importância da arborização do Campus para a manutenção das espécies em ambientes urbanizados.
Apesar de breve, a experiência demonstrou o potencial da integração entre tecnologia e observação de campo para o ensino e a pesquisa ambiental, contribuindo também para o engajamento na conservação da biodiversidade.
Estudos futuros, utilizando monitoramentos mais amplos, poderão aprofundar o conhecimento sobre a avifauna da Área 2 e subsidiar ações de conservação no Campus e em seu entorno.
