{"id":10317,"date":"2019-09-01T23:59:44","date_gmt":"2019-09-01T23:59:44","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/comunicacao\/index.php\/2019\/09\/01\/violencia-no-ambiente-universitario-abre--ciclo-de-debates-na-eesc\/"},"modified":"2019-09-04T17:14:46","modified_gmt":"2019-09-04T17:14:46","slug":"violencia-no-ambiente-universitario-abre--ciclo-de-debates-na-eesc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=10317","title":{"rendered":"Viol\u00eancia no ambiente universit\u00e1rio abre  ciclo de debates na EESC"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 5px; float: right;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/info-mulher.png\" alt=\"info-mulher\" width=\"480\" height=\"392\" \/>Teve in\u00edcio na \u00faltima quarta-feira, 28, na Escola de Engenharia de S\u00e3o&nbsp;Carlos (EESC) da USP, o ciclo de debates Viol\u00eancia \u00e9 papo s\u00e9rio \u2013 Compreens\u00f5es e perspectivas para o ambiente universit\u00e1rio, com a proposta de discutir e promover a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o a esse fen\u00f4meno social t\u00e3o complexo.<\/p>\n<p>Abrindo o debate, o professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP e membro do N\u00facleo de Direitos Humanos do Campus USP de S\u00e3o Carlos, Marcel Fantin, fez alguns apontamentos sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no pa\u00eds e a necessidade do enfrentamento. \u201cTemos que avan\u00e7ar muito nesse contexto de viol\u00eancia estrutural, que \u00e9 end\u00eamico. Para fazer frente, \u00e9 necess\u00e1rio sempre buscar uma cultura de direitos humanos e pensar em uma pol\u00edtica contra a viol\u00eancia na universidade. Isso tudo passa fundamentalmente pela empatia, que \u00e9 a capacidade de se colocar no lugar do outro\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para exemplificar conquistas na \u00e1rea, o professor citou a quest\u00e3o do trote aplicado aos calouros. \u201cO trote nada mais \u00e9 do que condicionar uma a\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia para ser aceito pelo grupo. Funcionava como um dispositivo, mas conseguimos minimizar o problema com o trabalho de todos e da Universidade. Essa ideia de tratamento integrado \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<p>A professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Sabrina Mazo D&#8217;Affonseca, usou resultado de pesquisas para demonstrar que a viol\u00eancia est\u00e1 presente na comunidade acad\u00eamica e, segundo ela, o mais preocupante \u00e9 que nem sempre h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o clara dessas ocorr\u00eancias. As mais evidentes est\u00e3o relacionadas a ass\u00e9dio sexual, estupro, coer\u00e7\u00e3o, agress\u00f5es f\u00edsica, moral e psicol\u00f3gica e desqualifica\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 0 15px 15px 0; float: left;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/datapopular_avon_violenciauniversitarios2015-31.jpg\" alt=\"datapopular avon violenciauniversitarios2015-31\" width=\"330\" height=\"437\" \/><\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon apontou que, em resposta espont\u00e2nea, apenas 10% das alunas diziam j\u00e1 ter sido v\u00edtimas. No entanto, esse n\u00famero sobe para 67% da amostra, quando foi apresentada \u00e0s entrevistadas uma rela\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia (respostas estimuladas).<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos discutir, falar a respeito, sen\u00e3o o problema fica na invisibilidade. Algumas vezes, nem a v\u00edtima e nem o agressor entendem claramente que um determinado comportamento foi violento, no entanto, de alguma forma, isso vai trazer consequ\u00eancias. Ent\u00e3o, h\u00e1 necessidade da conscientiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Outro dado destacado pela professora foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revitimiza\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa da UFSCar mostrou que 80% das alunas v\u00edtimas de viol\u00eancia sofreram mais de um epis\u00f3dio. \u201cIsso refor\u00e7a a necessidade de se coibir, de oferecer ajuda, porque a reprodu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia faz com que a v\u00edtima tenha a sensa\u00e7\u00e3o de que o problema est\u00e1 nela, o que n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 8px; float: right;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/eesc_ciclo_violecia_palestra.JPG\" alt=\"eesc ciclo violecia palestra\" width=\"400\" height=\"387\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participou do evento a psic\u00f3loga do Escrit\u00f3rio USP Mulheres, Prislaine Krodi dos Santos, que falou um pouco do trabalho desenvolvido na Universidade e da import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es, como esse ciclo de debates, para o enfrentamento da viol\u00eancia, seja ela qual for \u201cO que a gente precisa \u00e9 nomear, reconhecer e enfrentar, buscando mecanismos e instrumentos mais eficazes para atuar em v\u00e1rias frentes, como conscientiza\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es preventivas, constru\u00e7\u00e3o de instrumentos reguladores, orientativos e normativos e, ainda, formas de responsabiliza\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, ou seja, fazer com que ap\u00f3s um epis\u00f3dio de viol\u00eancia a pessoa tenha sua trajet\u00f3ria retomada, tanto do ponto de vista acad\u00eamico e profissional, quanto pessoal, afetivo e emocional&#8221;.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 30px; text-align: justify;\"><span>O pr\u00f3ximo encontro ser\u00e1 no dia 11 de setembro, tamb\u00e9m \u00e0s 12h30, com o tema \u201cEstrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o de danos e autocuidado em ambiente universit\u00e1rio\u201d.<\/span><\/p>\n<p>Para o diretor da EESC, professor Edson Cezar&nbsp;Wendland, a comunidade acad\u00eamica precisa estar mais presente nesse processo contra a viol\u00eancia, que come\u00e7a pelo entendimento do problema. \u201cEmbora a participa\u00e7\u00e3o tenha sido pequena, o que demonstra que essa conscientiza\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 um caminho necess\u00e1rio, o debate foi bastante oportuno porque trouxe informa\u00e7\u00f5es importantes para nossa compreens\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o sobre a viol\u00eancia nos campi universit\u00e1rios. \u00c9 preocupante ver os dados apresentados e, certamente, teremos que avan\u00e7ar nas condi\u00e7\u00f5es de acolhimento e bem-estar em nosso campus\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O ciclo de debates \u00e9 promovido pela EESC em parceria com o Servi\u00e7o de Promo\u00e7\u00e3o Social e Moradia Estudantil da PUSC-SC, o N\u00facleo de Direitos Humanos do Campus de S\u00e3o Carlos e o Coletivo de Mulheres do CAASO.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"text-align: center;\">{youtube}NBood7XWryo{\/youtube}&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">foto: Umberto Patracon<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 5px; float: right;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/info-mulher.png\" alt=\"info-mulher\" width=\"480\" height=\"392\" \/>Teve in\u00edcio na \u00faltima quarta-feira, 28, na Escola de Engenharia de S\u00e3o&nbsp;Carlos (EESC) da USP, o ciclo de debates Viol\u00eancia \u00e9 papo s\u00e9rio \u2013 Compreens\u00f5es e perspectivas para o ambiente universit\u00e1rio, com a proposta de discutir e promover a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o a esse fen\u00f4meno social t\u00e3o complexo.<\/p>\n<p>Abrindo o debate, o professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP e membro do N\u00facleo de Direitos Humanos do Campus USP de S\u00e3o Carlos, Marcel Fantin, fez alguns apontamentos sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no pa\u00eds e a necessidade do enfrentamento. \u201cTemos que avan\u00e7ar muito nesse contexto de viol\u00eancia estrutural, que \u00e9 end\u00eamico. Para fazer frente, \u00e9 necess\u00e1rio sempre buscar uma cultura de direitos humanos e pensar em uma pol\u00edtica contra a viol\u00eancia na universidade. Isso tudo passa fundamentalmente pela empatia, que \u00e9 a capacidade de se colocar no lugar do outro\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para exemplificar conquistas na \u00e1rea, o professor citou a quest\u00e3o do trote aplicado aos calouros. \u201cO trote nada mais \u00e9 do que condicionar uma a\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia para ser aceito pelo grupo. Funcionava como um dispositivo, mas conseguimos minimizar o problema com o trabalho de todos e da Universidade. Essa ideia de tratamento integrado \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<p>A professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Sabrina Mazo D&#8217;Affonseca, usou resultado de pesquisas para demonstrar que a viol\u00eancia est\u00e1 presente na comunidade acad\u00eamica e, segundo ela, o mais preocupante \u00e9 que nem sempre h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o clara dessas ocorr\u00eancias. As mais evidentes est\u00e3o relacionadas a ass\u00e9dio sexual, estupro, coer\u00e7\u00e3o, agress\u00f5es f\u00edsica, moral e psicol\u00f3gica e desqualifica\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 0 15px 15px 0; float: left;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/datapopular_avon_violenciauniversitarios2015-31.jpg\" alt=\"datapopular avon violenciauniversitarios2015-31\" width=\"330\" height=\"437\" \/><\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon apontou que, em resposta espont\u00e2nea, apenas 10% das alunas diziam j\u00e1 ter sido v\u00edtimas. No entanto, esse n\u00famero sobe para 67% da amostra, quando foi apresentada \u00e0s entrevistadas uma rela\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia (respostas estimuladas).<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos discutir, falar a respeito, sen\u00e3o o problema fica na invisibilidade. Algumas vezes, nem a v\u00edtima e nem o agressor entendem claramente que um determinado comportamento foi violento, no entanto, de alguma forma, isso vai trazer consequ\u00eancias. Ent\u00e3o, h\u00e1 necessidade da conscientiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Outro dado destacado pela professora foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revitimiza\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa da UFSCar mostrou que 80% das alunas v\u00edtimas de viol\u00eancia sofreram mais de um epis\u00f3dio. \u201cIsso refor\u00e7a a necessidade de se coibir, de oferecer ajuda, porque a reprodu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia faz com que a v\u00edtima tenha a sensa\u00e7\u00e3o de que o problema est\u00e1 nela, o que n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 8px; float: right;\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2019\/eesc_ciclo_violecia_palestra.JPG\" alt=\"eesc ciclo violecia palestra\" width=\"400\" height=\"387\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participou do evento a psic\u00f3loga do Escrit\u00f3rio USP Mulheres, Prislaine Krodi dos Santos, que falou um pouco do trabalho desenvolvido na Universidade e da import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es, como esse ciclo de debates, para o enfrentamento da viol\u00eancia, seja ela qual for \u201cO que a gente precisa \u00e9 nomear, reconhecer e enfrentar, buscando mecanismos e instrumentos mais eficazes para atuar em v\u00e1rias frentes, como conscientiza\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es preventivas, constru\u00e7\u00e3o de instrumentos reguladores, orientativos e normativos e, ainda, formas de responsabiliza\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, ou seja, fazer com que ap\u00f3s um epis\u00f3dio de viol\u00eancia a pessoa tenha sua trajet\u00f3ria retomada, tanto do ponto de vista acad\u00eamico e profissional, quanto pessoal, afetivo e emocional&#8221;.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 30px; text-align: justify;\"><span>O pr\u00f3ximo encontro ser\u00e1 no dia 11 de setembro, tamb\u00e9m \u00e0s 12h30, com o tema \u201cEstrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o de danos e autocuidado em ambiente universit\u00e1rio\u201d.<\/span><\/p>\n<p>Para o diretor da EESC, professor Edson Cezar&nbsp;Wendland, a comunidade acad\u00eamica precisa estar mais presente nesse processo contra a viol\u00eancia, que come\u00e7a pelo entendimento do problema. \u201cEmbora a participa\u00e7\u00e3o tenha sido pequena, o que demonstra que essa conscientiza\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 um caminho necess\u00e1rio, o debate foi bastante oportuno porque trouxe informa\u00e7\u00f5es importantes para nossa compreens\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o sobre a viol\u00eancia nos campi universit\u00e1rios. \u00c9 preocupante ver os dados apresentados e, certamente, teremos que avan\u00e7ar nas condi\u00e7\u00f5es de acolhimento e bem-estar em nosso campus\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O ciclo de debates \u00e9 promovido pela EESC em parceria com o Servi\u00e7o de Promo\u00e7\u00e3o Social e Moradia Estudantil da PUSC-SC, o N\u00facleo de Direitos Humanos do Campus de S\u00e3o Carlos e o Coletivo de Mulheres do CAASO.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"text-align: center;\">{youtube}NBood7XWryo{\/youtube}&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">foto: Umberto Patracon<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[111],"tags":[],"class_list":["post-10317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicados-alunos","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}