{"id":19854,"date":"2021-05-21T10:36:28","date_gmt":"2021-05-21T13:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=19854"},"modified":"2021-07-01T10:58:29","modified_gmt":"2021-07-01T13:58:29","slug":"usp-e-embrapa-comprovam-que-erosoes-vizinhas-interagem-entre-si","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=19854","title":{"rendered":"EESC, IGc e Embrapa comprovam que eros\u00f5es \u201cvizinhas\u201d interagem entre si"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pela primeira vez na ci\u00eancia,<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">pesquisadores conclu\u00edram que uma vo\u00e7oroca \u00e9 capaz de afetar outras ao seu redor, gerando efeitos em cadeia; atividade humana \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo surgimento das crateras<\/span><\/i><\/p>\n<figure id=\"attachment_19855\" aria-describedby=\"caption-attachment-19855\" style=\"width: 669px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19855 size-full\" src=\"https:\/\/www.eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"669\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-1.jpg 669w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-1-300x172.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19855\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-weight: 400;\">Imagens de sat\u00e9lite e drones ajudaram os pesquisadores a compreender como o processo erosivo evoluiu com o passar do tempo. Foto: Val\u00e9ria Rodrigues\/Arquivo pessoal<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vo\u00e7oroca. Voc\u00ea sabe o que \u00e9? A palavra, de origem Tupi, n\u00e3o \u00e9 comum aos brasileiros, mas d\u00e1 nome a um problema presente em todo o territ\u00f3rio nacional. Voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto nas estradas do pa\u00eds paisagens com grandes eros\u00f5es formadas nas \u00e1reas rurais. Essas crateras gigantes s\u00e3o chamadas de vo\u00e7orocas. O que pode parecer natural aos olhos dos desavisados, na verdade, provoca danos sociais, econ\u00f4micos e ambientais. Cientistas em todo o mundo t\u00eam estudado maneiras de estabilizar o processo de eros\u00e3o e recuperar as \u00e1reas degradadas. Agora, um novo trabalho realizado por pesquisadores da USP em S\u00e3o Carlos e da Embrapa deve ajudar a prevenir o avan\u00e7o das crateras e colocar em pr\u00e1tica projetos mais eficientes de resgate do solo. Pela primeira vez na literatura cient\u00edfica mundial um complexo de vo\u00e7orocas foi analisado, e os cientistas confirmaram<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">que algumas eros\u00f5es interagem entre si, provocando impactos em cadeia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um grupo de trabalho do Departamento de Geotecnia (SGS) da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) e do Instituto de Geoci\u00eancias da USP viajou mais de 400 km at\u00e9 a bacia hidrogr\u00e1fica do c\u00f3rrego do<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Palmital, entre as cidades de Lavras e S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, em Minas Gerais (pertencente \u00e0 bacia do Alto Rio Grande). Nessa bacia, que tem mais de 58 milh\u00f5es de m\u00b3, 65 vo\u00e7orocas foram mapeadas. Algumas delas com centenas de m\u00b2, com formas, tamanhos e profundidades diferentes, al\u00e9m de v\u00e1rios declives e ramifica\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A professora da EESC e uma das coordenadoras do estudo, Val\u00e9ria Guimar\u00e3es Silvestre<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Rodrigues, que esteve no local, conta que a regi\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de ser estudada. \u201cN\u00f3s fomos a campo, medimos e coletamos amostras do solo. \u00c9 uma regi\u00e3o geologicamente muito complexa, formada por diferentes tipos de materiais geol\u00f3gicos. Alguns locais s\u00e3o de dif\u00edcil acesso. Conectadas por cursos d&#8217;\u00e1gua, uma vo\u00e7oroca acaba influenciando na din\u00e2mica de outras&#8221;, relata.\u00a0 Ou seja, trabalhar na recupera\u00e7\u00e3o de apenas uma vo\u00e7oroca<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o estabiliza, na maioria das vezes, o processo erosivo, j\u00e1 que ela pode estar conectada com outras vo\u00e7orocas. De acordo com a docente, pesquisas j\u00e1 mostraram que crateras recuperadas de forma isolada acabam tendo o processo erosivo retomado.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_19856\" aria-describedby=\"caption-attachment-19856\" style=\"width: 843px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19856 size-full\" src=\"https:\/\/www.eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-3-Nazareno.jpg\" alt=\"\" width=\"843\" height=\"571\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-3-Nazareno.jpg 843w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-3-Nazareno-300x203.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-3-Nazareno-768x520.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 843px) 100vw, 843px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19856\" class=\"wp-caption-text\">Algumas vo\u00e7orocas da regi\u00e3o de Nazareno possuem centenas de m\u00b2, com formas, tamanhos e profundidades diferentes. Foto: Google<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Entendendo o passado para projetar o futuro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; Com a ajuda de imagens de sat\u00e9lites, drones e sistemas computacionais (fractal, multifractal e lacunaridade), os pesquisadores da USP realizaram um estudo hist\u00f3rico e conseguiram observar como o processo erosivo evoluiu com o passar do tempo e compreender a conex\u00e3o entre as vo\u00e7orocas localizadas em uma mesma bacia hidrogr\u00e1fica. As transforma\u00e7\u00f5es ocorridas nos terrenos ao longo dos anos, como as mudan\u00e7as em sua declividade, al\u00e9m do caminho percorrido pelo fluxo d\u2019\u00e1gua por entre as vo\u00e7orocas, permitiram aos especialistas atestar que algumas crateras interferiam em outras, gerando novos deslizamentos e impedindo que as afetadas se recuperassem. Esse estudo refere-se \u00e0 tese de doutorado de Ligia Sampaio Corte Real, ex-aluna da EESC e que foi orientada pela professora Val\u00e9ria, tendo como coorientador o pesquisador Silvio Crestana, da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Carlos.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com os cientistas do projeto, a avalia\u00e7\u00e3o desses impactos \u00e9 crucial para entender a vulnerabilidade ambiental e orientar novas medidas para lidar com o problema. \u201cA reuni\u00e3o de todos os dados dessas vo\u00e7orocas \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica no Brasil. Temos o conhecimento mundial mais avan\u00e7ado para abordar a recupera\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas. \u00c9 algo fant\u00e1stico e eu me sinto orgulhoso, pois n\u00e3o s\u00e3o comuns estudos completos assim\u201d, comemora Silvio, que foi um dos coordenadores da an\u00e1lise.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A partir da interpreta\u00e7\u00e3o dessa gama enorme de dados, os cientistas tamb\u00e9m conclu\u00edram que grande parte da responsabilidade pelo surgimento de tantas eros\u00f5es, que n\u00e3o alcan\u00e7am todo esse tamanho do dia para a noite, \u00e9 do pr\u00f3prio ser humano. Composta originalmente de Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado, a regi\u00e3o estudada come\u00e7ou a ser desmatada a partir do s\u00e9culo 18, com o in\u00edcio do Ciclo do Ouro, no qual o produto era exportado pela Col\u00f4nia Portuguesa. Durante d\u00e9cadas, a minera\u00e7\u00e3o dominou a din\u00e2mica da economia brasileira. Al\u00e9m da pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o do solo e da constru\u00e7\u00e3o de estradas n\u00e3o pavimentadas e sem sistemas de drenagem adequados, a demanda por alimentos da popula\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a se formar ao redor das minas e as pr\u00f3prias mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que trouxeram chuvas e secas mais intensas provocaram grandes modifica\u00e7\u00f5es no terreno. \u201cAlgumas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, como a monocultura e a pastagem \u2013 que j\u00e1 foi utilizada em quase 50% da bacia hidrogr\u00e1fica, aumentaram a eros\u00e3o e reduziram a fertilidade do solo ao longo dos anos. As queimadas tamb\u00e9m impediram a restitui\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Al\u00e9m disso, algumas das estradas continuam a ser utilizadas, aumentando o escoamento para os solos mais suscet\u00edveis\u201d, explica Val\u00e9ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_19857\" aria-describedby=\"caption-attachment-19857\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19857 size-large\" src=\"https:\/\/www.eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-2-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19857\" class=\"wp-caption-text\">O estudo tamb\u00e9m concluiu que grande parte da responsabilidade pelo surgimento de tantas eros\u00f5es \u00e9 do pr\u00f3prio ser humano. Foto: Val\u00e9ria Rodrigues\/Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, com o decl\u00ednio do Ciclo do Ouro, a maior parte do entorno das vo\u00e7orocas \u00e9 habitada por pequenos agricultores, que vivem da produ\u00e7\u00e3o tradicional de leite. S\u00e3o fam\u00edlias que veem suas propriedades tendo \u00e1reas reduzidas pela eros\u00e3o do solo. \u201cN\u00e3o s\u00e3o fazendeiros com grandes recursos\u201d, explica Rog\u00e9rio Ferreira, um dos orientadores da pesquisa e pesquisador da Embrapa Territorial, de Campinas. Nascido na regi\u00e3o estudada pelos cientistas em Minas Gerais, o especialista afirma que os moradores locais acabaram se acostumando com as eros\u00f5es na paisagem, sem considerar, muitas vezes, o risco que elas oferecem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu mesmo s\u00f3 me dei conta da quantidade de vo\u00e7orocas que havia por ali, em Nazareno, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Tiradentes, quando fui estudar Agronomia e uma colega comentou com um membro do nosso grupo sobre o quanto o local era degradado\u201d, lembra. Cleusa Cunha, que nasceu na regi\u00e3o e hoje em dia trabalha com reflorestamento em vo\u00e7orocas, confirma que a quantidade de crateras tem aumentado, principalmente, em \u00e9pocas de chuva. \u201cMuitos agricultores colocam gado em regi\u00f5es de decl\u00ednio onde corre a \u00e1gua e, assim, o processo erosivo aumenta. Alguns ficam preocupados com esses buracos, que est\u00e3o chegando muito perto de suas propriedades e at\u00e9 das estradas asfaltadas\u201d, relata.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Silvio Crestana explica que o desenvolvimento de vo\u00e7orocas causa problemas em cadeia: \u201cAs crateras levam embora por\u00e7\u00f5es<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">de terras de propriedades rurais e, \u00e0s vezes, cobrem metade das terras de um agricultor. Al\u00e9m disso, deixam o solo desnutrido e ainda podem atingir bacias hidrogr\u00e1ficas. Por causa dos grandes buracos, muitos agricultores acabam precisando vender suas terras desvalorizadas, o que tamb\u00e9m provoca um impacto social\u201d. O pesquisador Rog\u00e9rio Ferreira ressalta que, atualmente, os produtores rurais est\u00e3o mais informados sobre os perigos, mas precisam de ajuda para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cAs grandes mineradoras da regi\u00e3o t\u00eam usado t\u00e9cnicas de bioengenharia para recuperar algumas eros\u00f5es. Essas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o exigidas pela legisla\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os agricultores, precisam de recursos para melhorar suas atividades de pecu\u00e1ria e agricultura para terem mais capital\u201d, ressalta.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_19858\" aria-describedby=\"caption-attachment-19858\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19858 size-large\" src=\"https:\/\/www.eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-300x225.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-768x576.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Foto-4-1568x1176.jpg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19858\" class=\"wp-caption-text\">As crateras levam embora por\u00e7\u00f5es de terras de propriedades rurais, deixam o solo desnutrido e ainda podem atingir bacias hidrogr\u00e1ficas. Foto: Val\u00e9ria Rodrigues\/Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os cientistas da USP defendem que medidas de preven\u00e7\u00e3o, mitiga\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o precisam ser colocadas em pr\u00e1tica para conservar o local para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Eles alertam que, em casos como a eros\u00e3o em grande escala, o problema de perda do solo \u00e9 irrevers\u00edvel, mas o manejo adequado pode estabilizar esse impacto. \u201cMudan\u00e7as no uso da terra podem ajudar a estabilizar a eros\u00e3o, assim como medidas de drenagem adequada, tanto superficiais como subsuperficiais. Para recuperar vo\u00e7orocas \u00e9 preciso fazer o caminho inverso e recompor os nutrientes do solo.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro passo \u00e9 plantar gram\u00edneas, que s\u00e3o mais resistentes, e leguminosas, que ajudam a formar a primeira camada de nutrientes do solo, melhorando suas propriedades qu\u00edmicas, f\u00edsicas e biol\u00f3gicas. Em seguida, \u00e9 preciso plantar \u00e1rvores que sejam adaptadas \u00e0quele ambiente. \u00c9 um processo caro, complexo e de muitos anos, e \u00e9 importante ressaltar que um determinada vo\u00e7oroca precisa ser abordada como parte de um sistema complexo\u201d, relata Rog\u00e9rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Silvio Crestana lembra que um m\u00e9todo validado em S\u00e3o Carlos pode ajudar na recupera\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas: o Sistema Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta, estrat\u00e9gia aplicada em mais de 15 milh\u00f5es de hectares no Brasil e que envolve a aplica\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas sistemas dentro de uma mesma \u00e1rea, de forma que contemple e beneficie todas as atividades. \u201cCom essa combina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, \u00e9 poss\u00edvel melhorar os nutrientes e a fertilidade do solo e ainda evitar que a agricultura provoque eros\u00f5es. No que diz respeito ao solo, h\u00e1 maior quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica, maior ciclo de nutrientes, melhores condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento de microrganismos, maior infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e menor perda de umidade. Ao possibilitarmos uma maior produ\u00e7\u00e3o em um mesmo espa\u00e7o, se reduz a press\u00e3o pela abertura de novas \u00e1reas e pelo desmatamento. Esse conhecimento precisa chegar aos gestores p\u00fablicos e privados.\u201d, defende Silvio.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho, que contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), foi publicado em revistas cient\u00edficas conceituadas internacionalmente, como a<\/span> <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10661-020-08362-7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Environmental Monitoring and Assessment<\/span><\/i><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">e a <\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0341816219305193\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">CATENA<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Al\u00e9m de Val\u00e9ria, Silvio e Rog\u00e9rio e Ligia, a pesquisa contou com a participa\u00e7\u00e3o dos alunos de mestrado e doutorado Raul Cassaro, Maria Paula de Oliveira, Osni Jos\u00e9<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Pejon, Vinicius Martins Ferreira e Joel Barbujiani S\u00edgolo. Representando os moradores da regi\u00e3o, Cleusa Cunha agradeceu pelo trabalho desenvolvido. \u201c\u00c9 muito importante ter essas pessoas trabalhando com isso, porque eles podem ajudar a proteger o ambiente e acabar com as eros\u00f5es\u201d, finaliza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: eesc.jornalista@usp.br<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>Por Eduardo Sotto Mayor, da Fontes Comunica\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, para a EESC\/USP<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de trabalho do Departamento de Geotecnia da EESC e do IGc da USP participam da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":19983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[55,37,163],"tags":[],"class_list":["post-19854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-imprensa","category-noticias","category-pesquisa","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19854"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19854\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19984,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19854\/revisions\/19984"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}