{"id":28015,"date":"2022-08-23T19:34:22","date_gmt":"2022-08-23T22:34:22","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=28015"},"modified":"2022-08-23T20:28:53","modified_gmt":"2022-08-23T23:28:53","slug":"eixo-tematicos-usp-algumas-preocupacoes-sobre-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=28015","title":{"rendered":"Eixos Tem\u00e1ticos USP: Algumas preocupa\u00e7\u00f5es sobre energia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-28020\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-especial_chapeu_eixos-tematicos-usp.webp\" alt=\"\" width=\"791\" height=\"80\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-especial_chapeu_eixos-tematicos-usp.webp 791w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-especial_chapeu_eixos-tematicos-usp-300x30.webp 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-especial_chapeu_eixos-tematicos-usp-768x78.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 791px) 100vw, 791px\" \/><\/p>\n<p>Em recente palestra proferida por ocasi\u00e3o da 74\u00aa Reuni\u00e3o da SBPC realizada na UnB, Paulo Artaxo destaca que o setor com maior potencial de contribui\u00e7\u00e3o para o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 o setor energ\u00e9tico, o que mostra a relev\u00e2ncia deste setor para o mundo. Na verdade, esta contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reduz \u00e0 simples mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono, mas, sobretudo, pelo seu impacto em quase todos os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da ONU.\u00a0<\/p>\n<p>Neste contexto, o eixo tem\u00e1tico\u00a0<em>Energia<\/em>\u00a0do programa ProETUSP busca encontrar caminhos para a acelera\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es que impactam positivamente as metas dos ODS.<\/p>\n<p>Neste primeiro manifesto convidamos componentes do grupo a expressar tend\u00eancias nas diversas \u00e1reas do conhecimento da Energia para que o leitor possa ter uma vis\u00e3o geral dos trabalhos em andamento.<\/p>\n<p><strong>Matriz energ\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Andr\u00e9 Gimenes, professor da Escola Polit\u00e9cnica da USP, a matriz energ\u00e9tica mundial, conforme o relat\u00f3rio\u00a0<em>Statistical Review of World Energy 2021<\/em>\u00a0da BP, manteve o petr\u00f3leo como principal energ\u00e9tico mundial. Por outro lado, as energias renov\u00e1veis bateram um recorde, alcan\u00e7ando 5,7% da matriz de energias prim\u00e1rias, ultrapassando a energia nuclear que teve 4,3%.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28016\" aria-describedby=\"caption-attachment-28016\" style=\"width: 438px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28016\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo1.webp\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo1.webp 438w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo1-257x300.webp 257w\" sizes=\"auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28016\" class=\"wp-caption-text\">Matriz de consumo mundial por fonte prim\u00e1ria: evolu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 25 anos \u2013 Fonte: Adaptada de BP (2022)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dados mostram que, apesar do expressivo crescimento das energias renov\u00e1veis, 83,1% da energia mundial vem de tr\u00eas fontes prim\u00e1rias f\u00f3sseis: petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>J\u00e1 a matriz energ\u00e9tica brasileira, segundo dados do Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional de 2021 \u2013 BEN, apresenta 48,3% de participa\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28017\" aria-describedby=\"caption-attachment-28017\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28017\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo22.webp\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo22.webp 512w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo22-300x169.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28017\" class=\"wp-caption-text\">Oferta Interna de Energia no Brasil \u2013 Fonte: Adaptado de BEN \u2013 EPE, 2021<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pensando-se em termos de fontes renov\u00e1veis para transi\u00e7\u00e3o de matrizes energ\u00e9ticas com altas emiss\u00f5es de carbono para gera\u00e7\u00e3o limpa e livre de emiss\u00f5es, a matriz brasileira de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica (Oferta Interna de Energia El\u00e9trica) \u00e9 privilegiada, com 75,96% de participa\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel. As fontes prim\u00e1rias que mais cresceram entre 2019 e 2020 foram a solar fotovoltaica, com 61%, derivados do petr\u00f3leo com 11,8%, biomassa com 6,9% e e\u00f3lica com 1,9%.<br \/>\nEm termos mundiais, o Brasil ocupa posi\u00e7\u00e3o destacada entre os pa\u00edses do G20.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28018\" aria-describedby=\"caption-attachment-28018\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28018\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo2.webp\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo2.webp 512w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo2-300x207.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28018\" class=\"wp-caption-text\">Participa\u00e7\u00e3o de Renov\u00e1veis no Consumo Final Total de Energia \u2013 Fonte: Adaptado de REN21 (2021)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ser\u00e1 que esses n\u00fameros apresentados por Andr\u00e9 Gimenes podem nos deixar tranquilos quanto ao nosso futuro? Esta ser\u00e1 uma linha de trabalho importante do nosso grupo.<\/p>\n<p><strong>Recursos energ\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p>Os professores Eduardo Asada e Jos\u00e9 Carlos Vieira, da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP, avaliam o impacto da gera\u00e7\u00e3o de energia nos n\u00edveis municipal, estadual e federal, segundo eles: a disponibilidade de recursos energ\u00e9ticos em um pa\u00eds apresenta valor, principalmente, quando os mesmos chegam aos locais onde esses recursos podem ser utilizados para atividades econ\u00f4micas ou de bem-estar da sociedade.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses como o Brasil, que possuem grande dimens\u00e3o territorial e com as principais fontes energ\u00e9ticas localizadas longe dos centros de consumo, formas de transporte como as linhas de transmiss\u00e3o de energia tornam-se essenciais. A presen\u00e7a dessas fontes apresenta escalas diferentes de impacto a depender do local. Por exemplo, em comunidades distantes de grandes centros, com pequeno uso de energia em compara\u00e7\u00e3o a esses locais, o atendimento, por justificativa de limita\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, muitas vezes n\u00e3o \u00e9 realizado, entretanto o desenvolvimento dessa \u00e1rea \u00e9 extremamente afetado e limitado. Nesse caso, geradores de energia com fonte prim\u00e1ria adequada ao local podem atender \u00e0s necessidades b\u00e1sicas, por outro lado, para desenvolver economicamente essa mesma \u00e1rea com outras atividades, uma quantidade maior de energia de diferentes origens pode ser necess\u00e1ria. Locais com grande disponibilidade e diversidade de fontes favorecem o desenvolvimento, como acontece nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do Brasil. Portanto, a disponibilidade de energia est\u00e1 fortemente relacionada ao desenvolvimento econ\u00f4mico, sendo necess\u00e1rio observar as necessidades locais, regionais e em escala nacional.<\/p>\n<p>Na mesma linha, os professores Mauricio Salles e Renato Monaro, da Escola Polit\u00e9cnica da USP, destacam que o Sistema El\u00e9trico Brasileiro (SEB) \u00e9 um dos maiores do mundo, principalmente pelas dist\u00e2ncias continentais do Pa\u00eds. Existem quatro regi\u00f5es operativas que se integram, trocando energia por meio de linhas de transmiss\u00e3o. A confiabilidade est\u00e1 ligada \u00e0 opera\u00e7\u00e3o em tempo real e de curto prazo, levando em conta as paradas para manuten\u00e7\u00e3o das linhas e da gera\u00e7\u00e3o. A seguran\u00e7a energ\u00e9tica depende do planejamento, responsabilidade da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica \u2013 EPE, que analisa e contrata as reservas necess\u00e1rias de energia para m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>Um dos grandes desafios da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente manter o balan\u00e7o entre oferta e demanda, de forma a garantir o menor custo de opera\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo manter pre\u00e7os (aos consumidores) e remunera\u00e7\u00e3o (aos investidores) justos. O desbalan\u00e7o entre a oferta e a demanda de energia pode causar desligamento do sistema el\u00e9trico (intencionalmente ou n\u00e3o), ou de parte dele, podendo ser uma quest\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o em tempo real ou uma quest\u00e3o de planejamento energ\u00e9tico. Ambas trazem preju\u00edzos aos consumidores, \u00e0 economia, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 seguran\u00e7a, sendo que os custos associados podem ser bilion\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Energia nuclear<\/strong><\/p>\n<p>Esta quest\u00e3o \u00e9 analisada pelo professor Claudio Sch\u00f6en, da Escola Polit\u00e9cnica da USP, que destaca: h\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o no mundo pouco mais de 440 reatores de pot\u00eancia, que s\u00e3o respons\u00e1veis por fornecer cerca de 10% da matriz energ\u00e9tica global (2.553 TWh em 2020), que s\u00e3o operados por 32 na\u00e7\u00f5es, incluindo o Brasil. Al\u00e9m destes, cerca de 50 pa\u00edses operam 220 reatores de pesquisa (no campus da USP no Butant\u00e3 h\u00e1 dois) e a opera\u00e7\u00e3o destes tamb\u00e9m afeta outras \u00e1reas de interesse, como na produ\u00e7\u00e3o de fontes radioativas e insumos para radiof\u00e1rmacos. Enquanto o n\u00famero de reatores em opera\u00e7\u00e3o permanece estabilizado desde meados da d\u00e9cada de 1980, a produ\u00e7\u00e3o cresceu, indicando que reatores antigos s\u00e3o substitu\u00eddos por reatores mais novos com maior pot\u00eancia.<\/p>\n<p>A curva de crescimento n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua; alguns eventos interferem. Entre os mais not\u00e1veis, houve o acidente na usina de Fukushima-Daichii em 2011 e, mais recentemente, a incid\u00eancia da pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>No Brasil as usinas em opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 2,1% da grade energ\u00e9tica nacional. Al\u00e9m dos reatores de pesquisa j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um grande projeto em desenvolvimento, o Reator Multiprop\u00f3sito Brasileiro (RMB), projetado para iniciar opera\u00e7\u00e3o em 2030.<\/p>\n<p>V\u00e1rias comunidades reconhecem que energia nuclear \u00e9 uma alternativa ao uso de fontes produtoras de gases de efeito estufa e ela foi recentemente agraciada com o r\u00f3tulo de \u201cverde\u201d tanto pela Comunidade Europeia quanto pela pr\u00f3pria ONU. A OECD prev\u00ea um cen\u00e1rio de crescimento, projetando um total de 4.714 TWh em 2050, tendo como horizonte fornecer 25% da energia global, contribuindo, portanto, para a sustentabilidade do planeta.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades no acesso \u00e0 energia el\u00e9trica<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a professora Suani Coelho, do IEE\/USP, as desigualdades no acesso \u00e0 energia el\u00e9trica correspondem a um dos fatores que mais necessitam de pol\u00edticas p\u00fablicas para mitigar as diferen\u00e7as existentes no seio de nosso povo.<br \/>\nDiferentemente do que ocorre na maior parte do Pa\u00eds, atendida pelo Sistema Interligado, o conjunto de comunidades que comp\u00f5em o Sistema Isolado ainda apresenta dificuldades significativas com rela\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 energia e ao desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo a EPE (2022), s\u00e3o aproximadamente tr\u00eas milh\u00f5es de consumidores em 251 comunidades atendidas por nove distribuidoras, principalmente a partir de gera\u00e7\u00e3o a diesel. Esses consumidores correspondem a apenas 0,6% do consumo nacional, mas est\u00e3o distribu\u00eddos em 40% do territ\u00f3rio brasileiro, particularmente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Esta oferta de energia se caracteriza por elevado \u00edndice de perdas e pela baixa qualidade da energia el\u00e9trica fornecida em sistemas de pequeno porte. Trata-se, em muitos casos, de geradores a diesel antigos e com dificuldades de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Verifica-se que a grande maioria dos sistemas apresenta demanda m\u00e1xima de at\u00e9 10 MW, mas muitas comunidades t\u00eam demanda de apenas 100 kW, o que dificulta o atendimento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_28019\" aria-describedby=\"caption-attachment-28019\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28019\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo4.webp\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo4.webp 512w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ju-20220812_artigo4-300x159.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-28019\" class=\"wp-caption-text\">Demanda Prevista para o Sistema Isolado na Amaz\u00f4nia Legal \u2013 Fonte: Adaptado de EPE (2022)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mais ainda, estes n\u00fameros n\u00e3o incluem a enorme quantidade de outras comunidades que n\u00e3o s\u00e3o atendidas e que atingem n\u00fameros expressivos. Segundo o IEMA (2021), s\u00e3o 212.791 moradores de assentamentos rurais, 78.388 ind\u00edgenas, 59.106 habitantes de unidades de conserva\u00e7\u00e3o e 2.555 quilombolas que n\u00e3o possuem nenhum acesso \u00e0 energia el\u00e9trica p\u00fablica na Amaz\u00f4nia Legal. No total, segundo o estudo, s\u00e3o 990.103 os exclu\u00eddos el\u00e9tricos na regi\u00e3o, o que corresponde a 3,5% da popula\u00e7\u00e3o local da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>O mesmo estudo analisou a popula\u00e7\u00e3o sem acesso \u00e0 energia el\u00e9trica para cada um dos munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia e comparou aqueles com a maior popula\u00e7\u00e3o sem acesso \u00e0 energia com o IDHM (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano M\u00e9dio) dos mesmos. Considerando os dez munic\u00edpios com a maior popula\u00e7\u00e3o sem acesso \u00e0 energia, todos t\u00eam IDHM considerado baixo (de 0,500 a 0,599) ou muito baixo (entre 0,000 e 0,499), com exce\u00e7\u00e3o de Sena Madureira (AC) e Guajar\u00e1-Mirim (RO), que t\u00eam IDHM m\u00e9dio de 0,600 a 0,699. Esse pode ser considerado mais um indicativo da correla\u00e7\u00e3o entre acesso seguro e confi\u00e1vel \u00e0 energia el\u00e9trica e qualidade de vida.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que o acesso igualit\u00e1rio \u00e0 energia promove n\u00e3o apenas o desenvolvimento econ\u00f4mico das comunidades locais, mas tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela inclus\u00e3o e bem-estar social de seus indiv\u00edduos. A popula\u00e7\u00e3o mais suscet\u00edvel e vulner\u00e1vel a esta situa\u00e7\u00e3o, como os habitantes das regi\u00f5es atendidas pelos sistemas isolados, tem sua situa\u00e7\u00e3o agravada por vivenciar um prec\u00e1rio abastecimento el\u00e9trico, com impactos na sa\u00fade, nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, na exclus\u00e3o social e no baixo desenvolvimento socioecon\u00f4mico como um todo. Ou seja, a provis\u00e3o de servi\u00e7os seguros, adequados e eficientes de energia \u00e9 essencial \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e ambiental dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fonte: Jornal da USP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participam da reflex\u00e3o os professores Eduardo Asada e Jos\u00e9 Carlos Vieira, ambos da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC-USP)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-28015","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28015"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28036,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28015\/revisions\/28036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}