{"id":31556,"date":"2023-02-16T19:21:43","date_gmt":"2023-02-16T22:21:43","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=31556"},"modified":"2023-03-08T16:14:37","modified_gmt":"2023-03-08T19:14:37","slug":"mudancas-podem-aprimorar-o-monitoramento-da-qualidade-da-agua-em-rios-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=31556","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as podem aprimorar o monitoramento da qualidade da \u00e1gua em rios de SP"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-31558\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-1024x569.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-1024x569.png 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-300x167.png 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-768x427.png 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-1536x853.png 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios-1568x871.png 1568w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/materia-shs-monitoramento-rios.png 1885w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/>Na Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP, pesquisadores avaliaram pontos de monitoramento da qualidade da \u00e1gua nos rios do Estado de S\u00e3o Paulo. O trabalho aponta que, apesar da rede ter uma densidade relativamente elevada, a distribui\u00e7\u00e3o dos pontos \u00e9 desigual, muito concentrada na parte mais populosa do Estado. O estudo sugere, entre outras medidas, implantar o monitoramento em \u00e1reas de reduzido impacto humano, permitindo uma compara\u00e7\u00e3o que indique o atual estado de degrada\u00e7\u00e3o dos rios, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de metas progressivas para melhoria da qualidade da \u00e1gua.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa teve dois objetivos principais. O primeiro foi apresentar subs\u00eddios para o aperfei\u00e7oamento da rede de monitoramento da qualidade da \u00e1gua de rios de S\u00e3o Paulo, quanto \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o de pontos, frequ\u00eancia e par\u00e2metros\u201d, afirma ao Jornal da USP o engenheiro Ricardo Gabriel Bandeira de Almeida, autor da pesquisa, apresentada como tese de doutorado na EESC. \u201cO segundo era estimar concentra\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia para alguns par\u00e2metros de qualidade da \u00e1gua, como poss\u00edvel crit\u00e9rio de enquadramento de rios classe especial na \u00e1rea de estudo. A rede estudada \u00e9 a da Ag\u00eancia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo (Cetesb), cuja opera\u00e7\u00e3o foi iniciada em 1974.\u201d<\/p>\n<p>Na rede b\u00e1sica da Cetesb, o monitoramento era bimestral at\u00e9 o final de 2019, quando passou a ser trimestral. \u201cOs par\u00e2metros monitorados podem variar em fun\u00e7\u00e3o do uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, tipologia industrial ou devido \u00e0 necessidade de acompanhamento de algum evento excepcional, como vazamento de res\u00edduos perigosos\u201d, diz o engenheiro. \u201cNo entanto, em mais de 70% da rede, cerca de 40 par\u00e2metros \u2013 f\u00edsicos, qu\u00edmicos, hidrobiol\u00f3gicos, microbiol\u00f3gicos e ecotoxicol\u00f3gicos \u2013 s\u00e3o determinados, com destaque para os que integram o \u00cdndice de Qualidade das \u00c1guas (IQA) da Cetesb: concentra\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria Escherichia coli, pH, demanda bioqu\u00edmica de oxig\u00eanio, nitrog\u00eanio total, f\u00f3sforo total, turbidez, s\u00f3lidos totais, temperatura da \u00e1gua e oxig\u00eanio dissolvido.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Almeida, existem cerca de 450 pontos monitorados distribu\u00eddos em 22 unidades de gerenciamento de recursos h\u00eddricos (UGRHIs), com uma densidade m\u00e9dia de monitoramento de 1,9 ponto\/1.000km\u00b2, superior \u00e0 recomendada pela Ag\u00eancia Europeia de Meio Ambiente, que \u00e9 de 1,0 ponto\/1.000km\u00b2. \u201cApesar da densidade relativamente elevada, a distribui\u00e7\u00e3o no Estado \u00e9 desigual, com concentra\u00e7\u00e3o de pontos na por\u00e7\u00e3o leste, mais populosa\u201d, aponta. \u201cNos \u00faltimos anos, o monitoramento autom\u00e1tico tem ganho espa\u00e7o no Estado, com 16 pontos abrangendo oxig\u00eanio dissolvido, pH, condutividade el\u00e9trica, temperatura e turbidez. No Estado, h\u00e1 tamb\u00e9m a Rede Nacional de Qualidade da \u00c1gua (RNQA), sob responsabilidade da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA) e operada pela Cetesb, que tem proporcionado maior seguran\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria para o monitoramento da qualidade da \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_31557\" aria-describedby=\"caption-attachment-31557\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-31557\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230210_mapasriosdesp-1024x347.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230210_mapasriosdesp-1024x347.png 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230210_mapasriosdesp-300x102.png 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230210_mapasriosdesp-768x260.png 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230210_mapasriosdesp.png 1168w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-31557\" class=\"wp-caption-text\">No mapa da esquerda, as Unidades de Gerenciamento de Recursos h\u00eddricos (UGRHI) analisadas na pesquisa; o mapa da direita mostra os pontos de monitoramento na UGRHI Alto Tiet\u00ea &#8211; Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Pontos de monitoramento<\/strong><br \/>\n\u201cA pesquisa avaliou a redund\u00e2ncia de pontos de monitoramento quanto aos par\u00e2metros do IQA, aos objetivos de monitoramento e \u00e0 representatividade espacial, levando-se em conta uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, precipita\u00e7\u00e3o e tipos de solo em sete UGRHIs representantes de diferentes usos: agr\u00edcola, \u00e1reas artificiais, vegeta\u00e7\u00e3o campestre e vegeta\u00e7\u00e3o florestal\u201d, descreve o engenheiro. \u201cNo aspecto temporal, foi avaliada se a redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia poderia manter um grau similar de informa\u00e7\u00e3o ao obtido com a estrat\u00e9gia de monitoramento estudada, que foi a bimestral. Tamb\u00e9m foi verificado se alguns par\u00e2metros poderiam ser exclu\u00eddos por apresentarem reduzida vari\u00e2ncia dos dados e pequena propor\u00e7\u00e3o de registros que extrapolam os limites legais.\u201d<\/p>\n<p>Para aprimorar o monitoramento, Almeida sugere uma defini\u00e7\u00e3o clara dos objetivos a serem atendidos em cada ponto, revis\u00e3o peri\u00f3dica de sua distribui\u00e7\u00e3o, frequ\u00eancia e par\u00e2metros, e ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias flex\u00edveis, que considerem as caracter\u00edsticas naturais e da atividade humana de cada UGRHI. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 recomendada a publica\u00e7\u00e3o das metodologias utilizadas para o planejamento e revis\u00e3o da rede. Isso possibilitar\u00e1 uma an\u00e1lise cr\u00edtica dos diversos setores da sociedade e um processo de melhoria cont\u00ednua das metodologias empregadas\u201d, enfatiza. \u201cPor fim, seria interessante expandir o monitoramento em \u00e1reas de reduzido impacto humano, para avaliar o atual estado de degrada\u00e7\u00e3o dos rios e estabelecer metas progressivas para melhoria da qualidade da \u00e1gua, al\u00e9m de rever os limites de alguns par\u00e2metros.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Nas UGRHIs avaliadas, as sugest\u00f5es da pesquisa s\u00e3o a desativa\u00e7\u00e3o de pontos de monitoramento redundantes e expans\u00e3o da rede para \u00e1reas pouco representadas pelos pontos existentes. \u201cSeria necess\u00e1rio um incremento do n\u00famero de pontos que atendam ao objetivo de estabelecimento de condi\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia, no caso, de m\u00ednimo dist\u00farbio humano\u201d, observa Almeida. \u201cAo mesmo tempo, poderiam ser adotadas frequ\u00eancias de monitoramento flex\u00edveis nas UGRHIs, em algumas seria semestral, em outras bimestral, para manter um grau similar de informa\u00e7\u00e3o, e a redu\u00e7\u00e3o de alguns par\u00e2metros nas sete UGRHIs estudadas por apresentarem reduzida varia\u00e7\u00e3o espacial e temporal.\u201d<\/p>\n<p>Embora o trabalho n\u00e3o tenha sido apresentado formalmente \u00e0 Cetesb, as conclus\u00f5es sobre adequa\u00e7\u00e3o especial e frequ\u00eancia do monitoramento foram repassadas ao \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa teve autoria de Ricardo Gabriel Bandeira de Almeida, do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Davi Gasparini Fernandes Cunha, da EESC. Tamb\u00e9m contribu\u00edram diretamente com o trabalho Marta Cond\u00e9 Lamparelli, da Cetesb, e o professor Walter Kennedy Dodds, da Kansas State University, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: e-mail rgbalmeida@gmail.com, com Ricardo Gabriel Bandeira de Almeida<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Jornal da USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre outras a\u00e7\u00f5es, os pesquisadores da EESC recomendam monitoramento em \u00e1reas de reduzido impacto humano, permitindo compara\u00e7\u00e3o que indique estado atual de degrada\u00e7\u00e3o desses cursos d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31688,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[37,201],"tags":[],"class_list":["post-31556","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-destaque-box","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31556"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31556\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31570,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31556\/revisions\/31570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/31688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}