{"id":34883,"date":"2023-07-12T08:32:56","date_gmt":"2023-07-12T11:32:56","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=34883"},"modified":"2024-05-14T14:32:44","modified_gmt":"2024-05-14T17:32:44","slug":"ete-monjolinho-foi-concebida-na-eesc-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=34883","title":{"rendered":"ETE Monjolinho foi concebida na EESC-USP"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-33993 aligncenter\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Topo-serie-meio-ambiente-eesc2-1024x210.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Topo-serie-meio-ambiente-eesc2-1024x210.png 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Topo-serie-meio-ambiente-eesc2-300x61.png 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Topo-serie-meio-ambiente-eesc2-768x157.png 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Topo-serie-meio-ambiente-eesc2.png 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>Em seus 70 anos de exist\u00eancia, uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), para o Meio Ambiente de S\u00e3o Carlos e regi\u00e3o, foi, sem d\u00favida, o trabalho de profissionais da Unidade, a partir do ano de 2002, para o desenvolvimento de estudos contendo solu\u00e7\u00f5es para a resolu\u00e7\u00e3o de um grande passivo ambiental hist\u00f3rico do munic\u00edpio e que impactava negativamente a qualidade de vida e os recursos naturais na regi\u00e3o central do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Sem qualquer tratamento do esgoto sanit\u00e1rio produzido no munic\u00edpio, S\u00e3o Carlos despejava at\u00e9 ent\u00e3o todo seu esgoto dom\u00e9stico (fezes, urina, \u00e1gua de banho, \u00e1gua de cozinha e de lavanderia), efluentes industriais (respeitada a legisla\u00e7\u00e3o pertinente) e \u00e1gua de infiltra\u00e7\u00e3o na rede de coleta em seus cursos d\u2019\u00e1gua, quase todos tribut\u00e1rios do principal c\u00f3rrego que corta o per\u00edmetro urbano da cidade, o Monjolinho, que por sua vez des\u00e1gua no importante rio Jacar\u00e9-Gua\u00e7\u00fa e este no principal rio paulista, o Tiet\u00ea.<\/p>\n<p>Uma importante decis\u00e3o do governo municipal de S\u00e3o Carlos, no in\u00edcio dos anos 2000, resolveu recorrer \u00e0 expertise e excel\u00eancia acad\u00eamica da EESC para sanar o problema. O ex-diretor da EESC e hoje professor aposentado do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento (SHS) da Unidade, Jurandyr Povinelli, relembra que foi durante sua gest\u00e3o de seis anos como diretor do Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto (SAAE), autarquia da Prefeitura Municipal de S\u00e3o Carlos (PMSC), que o processo de participa\u00e7\u00e3o da EESC para contribuir com a resolu\u00e7\u00e3o do problema recebeu o necess\u00e1rio apoio para sua efetiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34929\" aria-describedby=\"caption-attachment-34929\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-34929 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho1-1024x473.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho1-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho1-300x139.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho1-768x355.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho1.jpg 1156w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-34929\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Gilcimar Trento Ferreira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Liderados pelo saudoso professor Jos\u00e9 Roberto Campos, os professores Luiz Ant\u00f4nio Daniel e Marco Ant\u00f4nio Penalva Reali, todos do SHS-EESC, desenvolveram o Estudo de Alternativas e Concep\u00e7\u00e3o da Melhor Solu\u00e7\u00e3o da futura Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Esgoto (ETE) de S\u00e3o Carlos. \u201cA concep\u00e7\u00e3o da ETE Monjolinho com a configura\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em uso demandou o estudo de alternativas para o tratamento do esgoto sanit\u00e1rio. O SAAE S\u00e3o Carlos contratou a FIPAI para fazer o estudo de alternativas para tratar o esgoto sanit\u00e1rio de S\u00e3o Carlos e, devido ao hist\u00f3rico em atividades de ensino e pesquisa relacionadas ao tratamento de \u00e1guas residu\u00e1rias, o Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos, da USP, ficou incumbido de fazer esse estudo\u201d, lembra o professor Daniel.<\/p>\n<p>\u00a0J\u00e1 o professor Reali explica que nos anos de 2002 e 2003 o grupo de colegas do SHS-EESC se envolveu nos trabalhos para elabora\u00e7\u00e3o do Estudo de Alternativas e Concep\u00e7\u00e3o da Melhor Solu\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o de sistema de tratamento de esgoto da cidade de S\u00e3o Carlos: \u201cFoi um trabalho bastante gratificante por tratar de assunto bastante importante para a quest\u00e3o ambiental de S\u00e3o Carlos, pois at\u00e9 ent\u00e3o o esgoto gerado na cidade era lan\u00e7ado sem qualquer tratamento no c\u00f3rrego Monjolinho. Isso impactava de modo bastante negativo a qualidade da \u00e1gua do mesmo e, consequentemente, de parte importante da bacia do rio Jacar\u00e9, o qual tem o referido c\u00f3rrego como afluente\u201d.<\/p>\n<p>Reali detalha que foram estudadas naquela \u00e9poca mais de dez diferentes alternativas para a concep\u00e7\u00e3o da ETE de S\u00e3o Carlos. \u201cCom base nesse estudo, foi escolhida uma alternativa de ETE bastante original, cujo projeto foi mais tarde, ap\u00f3s a entrada em opera\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento Monjolinho, agraciado pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas \u2013 ANA, com o Pr\u00eamio PRODES &#8211; Programa Nacional de Despolui\u00e7\u00e3o de Bacias Hidrogr\u00e1ficas -, devido \u00e0s vantagens do ponto de vista t\u00e9cnico, econ\u00f4mico e ambiental. Em vista de tal pr\u00eamio recebido em 2007, o Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto de S\u00e3o Carlos recebeu a quantia de R$ 21 milh\u00f5es para serem aplicados na opera\u00e7\u00e3o e melhorias da ETE Monjolinho&#8221;, revelou Reali.<\/p>\n<p>O professor Daniel disse ainda que aquele estudo de alternativas distintas para o tratamento de esgoto de S\u00e3o Carlos considerou a avalia\u00e7\u00e3o das mesmas e envolveu o pr\u00e9-dimensionamento de todas essas alternativas, a estimativa de custos de constru\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o, os quais foram comparados. Ele reiterou que a pesquisa considerou tamb\u00e9m os aspectos ambientais.<\/p>\n<p>\u201cCom base nesses crit\u00e9rios, concluiu-se que a melhor alternativa foi a representada por tratamento preliminar &#8211; presente em todas as alternativas -, reator UASB &#8211; <em>Upflow Anaerobic Sludge Blanklet Reactor<\/em> &#8211; ou reator anaer\u00f3bio de manta de lodo, flota\u00e7\u00e3o por ar dissolvido e desinfec\u00e7\u00e3o &#8211; presente em todas as alternativas. Os reatores UASB t\u00eam custo de execu\u00e7\u00e3o relativamente baixo, assim como seus custos operacionais resultam muito inferiores aos dos reatores aer\u00f3bios convencionais, operados com lodo ativado\u201d, apontou Daniel.<\/p>\n<p>O pesquisador do SHS-EESC revelou tamb\u00e9m os aspectos positivos do processo anaer\u00f3bio, quando comparados com a maioria das alternativas em que se empregam processo aer\u00f3bio: \u201cN\u00e3o h\u00e1 necessidade de instala\u00e7\u00e3o de equipamentos mec\u00e2nicos. N\u00e3o h\u00e1 demanda de energia el\u00e9trica para aera\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de lodo \u00e9 muito menor &#8211; 1\/3 a 1\/5 do volume geralmente produzido em processo aer\u00f3bio. H\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s combust\u00edvel que eventualmente pode ser economicamente utilizado\u201d.<\/p>\n<p>Outro professor do SHS-EESC, j\u00e1 aposentado, e com atua\u00e7\u00e3o em diversos cargos p\u00fablicos no SAAE de S\u00e3o Carlos entre 2001 e 2017, Woodrow N\u00e9lson Lopes Roma reitera que a opera\u00e7\u00e3o da ETE Monjolinho \u00e9 uma ferramenta importante para manter saud\u00e1vel o Meio Ambiente da cidade e da regi\u00e3o da qual fazemos parte: \u201cS\u00e3o Carlos orgulha-se de ter uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de esgoto com alta efici\u00eancia de remo\u00e7\u00e3o de impurezas. A ETE Monjolinho, que re\u00fane tecnologias de ponta, como a flota\u00e7\u00e3o por ar dissolvido, criadas no Departamento de Hidr\u00e1ulica da EESC-USP, \u00e9 respons\u00e1vel pelo tratamento de 695 litros por segundo, 100% do esgoto coletado\u201d.<\/p>\n<p>Roma diz que a ETE Monjolinho, com sua rede coletora de esgotos e interceptadores paralelos aos principais cursos d\u2019\u00e1gua da cidade, \u00e9 respons\u00e1vel por evitar que a maior parte do esgoto produzido na cidade chegue aos cursos d\u2019\u00e1gua: \u201cA \u00e1gua residual da ETE, retornada ao c\u00f3rrego Monjolinho, ap\u00f3s eliminar 90% da carga org\u00e2nica, melhora sua condi\u00e7\u00e3o com benef\u00edcios para as cidades a jusante de S\u00e3o Carlos\u201d.<\/p>\n<p>Com isso, \u201co passivo ambiental foi pago, S\u00e3o Carlos melhorou seu \u00cdndice de Desenvolvimento Humano, o IDH, em parte gra\u00e7as a ETE Monjolinho. Por\u00e9m, quem mais ganhou com essa magn\u00edfica contribui\u00e7\u00e3o da EESC-USP para S\u00e3o Carlos?\u00a0 Sem d\u00favida, a popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o-carlense, o Meio Ambiente e o munic\u00edpio\u201d, comemora o professor Povinelli.<\/p>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS DA ETE MONJOLINHO<\/strong> &#8211; O esgoto coletado na \u00e1rea urbana de S\u00e3o Carlos \u00e9 conduzido para a ETE Monjolinho, situada na estrada municipal C\u00f4nego Washington Jos\u00e9 P\u00eara. A escolha da \u00e1rea para implanta\u00e7\u00e3o da ETE Monjolinho, item inclu\u00eddo no Estudo de Alternativas e Concep\u00e7\u00e3o da Melhor Solu\u00e7\u00e3o, considerou os aspectos t\u00e9cnico, econ\u00f4mico e ambiental. A localiza\u00e7\u00e3o possibilitou que a maior parte do esgoto, proveniente da bacia do rio Monjolinho, chegue por gravidade, reduzindo os custos de energia relacionados ao bombeamento. O esgoto coletado nas bacias dos c\u00f3rregos da \u00c1gua Fria e \u00c1gua Quente (Cidade Aracy e bairros adjacentes) chega por bombeamento.<\/p>\n<p>Como o esgoto cont\u00e9m s\u00f3lidos grosseiros (tampas de garrafa, peda\u00e7os de pl\u00e1sticos, tecidos, papel, bitucas de cigarro, preservativos, absorventes etc.) e areia, \u00e9 feita a separa\u00e7\u00e3o desse material \u2013 este \u00e9 o tratamento preliminar constitu\u00eddo de grades e de caixa de remo\u00e7\u00e3o de areia. O material retirado, que \u00e9 prejudicial \u00e0s etapas posteriores, \u00e9 encaminhado para aterro sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Dessa opera\u00e7\u00e3o, o esgoto escoa por gravidade para as unidades de tratamento biol\u00f3gico e f\u00edsico-qu\u00edmico. A mat\u00e9ria org\u00e2nica (fezes, urina, \u00e1gua de banhos, \u00e1gua de cozinha, \u00e1gua de lavanderia e efluentes industriais) deve ser removida para reduzir o consumo de oxig\u00eanio nos corpos receptores.<\/p>\n<p>Na ETE Monjolinho o tratamento biol\u00f3gico \u00e9 feito em ambiente anaer\u00f3bio, ou seja, sem a necessidade de introduzir oxig\u00eanio na \u00e1gua, reduzindo os custos operacionais.<\/p>\n<p>Para que o processo seja eficiente, s\u00e3o constru\u00eddos reatores (tanques) nos quais os microrganismos (bact\u00e9rias e arqueas, principalmente) se desenvolvem e utilizam a mat\u00e9ria org\u00e2nica como alimento. Nesse processo ocorre a remo\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica e gera\u00e7\u00e3o de gases (biog\u00e1s) como o g\u00e1s carb\u00f4nico, metano e g\u00e1s sulf\u00eddrico. O metano, g\u00e1s inflam\u00e1vel, \u00e9 coletado e queimado e nessa queima o g\u00e1s sulf\u00eddrico \u00e9 destru\u00eddo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34928\" aria-describedby=\"caption-attachment-34928\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-34928 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Monjolinho2-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-34928\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Julio C\u00e9sar Lopes<\/figcaption><\/figure>\n<p>O uso da mat\u00e9ria org\u00e2nica como alimento pelos microrganismos gera biomassa que \u00e9 conhecida como lodo. Essa biomassa forma a manta de lodo na qual ocorrem as rea\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas que degradam a mat\u00e9ria org\u00e2nica. Como a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua, h\u00e1 necessidade de remover o excesso que \u00e9 aproximadamente igual \u00e0 produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de microrganismos (lodo). Uma parte dessa biomassa sai no efluente do reator UASB \u2013 s\u00e3o os s\u00f3lidos em suspens\u00e3o. A remo\u00e7\u00e3o desses s\u00f3lidos melhora a efici\u00eancia do sistema e consequentemente a qualidade do efluente final.<\/p>\n<p>Na ETE monjolinho a remo\u00e7\u00e3o dos s\u00f3lidos em suspens\u00e3o \u00e9 feita por flota\u00e7\u00e3o por ar dissolvido, que \u00e9 mais eficiente que a sedimenta\u00e7\u00e3o. Para aumentar a efici\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o dos s\u00f3lidos s\u00e3o aplicados produtos qu\u00edmicos conhecidos como coagulantes ou pol\u00edmeros e \u00e9 feita a aplica\u00e7\u00e3o de ar comprimido em alta press\u00e3o (pr\u00f3ximo a 4,5 kg\/cm<sup>2<\/sup>, ou 450 kPa ou 64 lb\/pol<sup>2<\/sup> \u2013 a press\u00e3o nos pneus dos autom\u00f3veis \u00e9 em geral de 30 lb\/pol<sup>2<\/sup>) em uma parcela do esgoto tratado que \u00e9 recirculada. Essa parcela \u00e9 misturada com o efluente dos reatores UASB em tanques e devido a redu\u00e7\u00e3o da alta press\u00e3o para a press\u00e3o atmosf\u00e9rica (despressuriza\u00e7\u00e3o) s\u00e3o formadas microbolhas que se aderem aos s\u00f3lidos em suspens\u00e3o e os levam para a superf\u00edcie formando a camada de lodo que \u00e9 removida. Esse lodo \u00e9 misturado com o lodo que \u00e9 retirado dos reatores UASB (produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de lodo) e a mistura \u00e9 encaminhada para unidade de desaguamento.<\/p>\n<p>Na ETE Monjolinho o desaguamento \u00e9 feito em centr\u00edfuga e o lodo desaguado \u00e9 encaminhado para aterro sanit\u00e1rio. A etapa final prevista na ETE Monjolinho \u00e9 a desinfec\u00e7\u00e3o do esgoto para diminuir os riscos sanit\u00e1rios na \u00e1gua ap\u00f3s o lan\u00e7amento do efluente tratado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Alexandre Milanetti (ex-Libris)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Implanta\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Esgoto resolveu um passivo ambiental hist\u00f3rico em S\u00e3o Carlos.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":35379,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[111,37,201],"tags":[],"class_list":["post-34883","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicados-alunos","category-noticias","category-destaque-box","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34883"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34974,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34883\/revisions\/34974"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/35379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}