{"id":44141,"date":"2024-08-13T11:47:03","date_gmt":"2024-08-13T14:47:03","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=44141"},"modified":"2024-08-21T16:52:04","modified_gmt":"2024-08-21T19:52:04","slug":"solucoes-subterraneas-mitigam-enchentes-de-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=44141","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas mitigam enchentes de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div class=\"legenda-de-foto-em-mat-ria\">\n<figure id=\"attachment_44171\" aria-describedby=\"caption-attachment-44171\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-44171\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1.webp\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1.webp 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1-300x169.webp 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1-1024x577.webp 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1-768x432.webp 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1-1536x865.webp 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00042ac83698cd191283d_Canal-Subterraneo-de-Escoamento-da-Area-Metropolitana-em-Toquio-1-1568x883.webp 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-44171\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Minist\u00e9rio de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Jap\u00e3o.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">Desafiadas por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas, as solu\u00e7\u00f5es de manejo de enchentes s\u00e3o uma emerg\u00eancia, em diversas partes do mundo. Para o Dia Mundial dos Oceanos (celebrado em 8 de junho), a National Geographic Brasil publicou <\/span><a style=\"background-color: var(--global--color-background); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\" href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2024\/06\/descubra-quais-sao-os-paises-mais-ameacados-com-o-aumento-do-nivel-dos-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma lista de pa\u00edses que podem desaparecer pelo aumento do n\u00edvel do mar<\/a><span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">. Nas Maldivas, por exemplo, constitu\u00eddo por 1,2 mil pequenas ilhas, um aumento de 45 cm no n\u00edvel da \u00e1gua levaria \u00e0 perda de 77% da \u00e1rea terrestre. A previs\u00e3o dos pesquisadores do\u00a0<\/span><em style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">Union of Concerned Scientists<\/em><span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">\u00a0\u00e9 de que isso se realize at\u00e9 2100, ou antes.<\/span><\/div>\n<div class=\"w-richtext\">\n<p>Tratar de enchentes, atualmente, inclui aspectos humanos, civis, legais. A comunidade internacional precisa solucionar o lapso legislativo que responderia \u00e0 pergunta: \u201cse meu pa\u00eds foi inundado, e n\u00e3o existe mais, qual \u00e9 minha nacionalidade?\u201d. Mas essa complexidade de escala planet\u00e1ria se manifestou recentemente no Rio Grande do Sul, quando em torno de 90% dos munic\u00edpios foram atingidos pela \u00e1gua. A pergunta se torna familiar: \u201cse a \u00e1gua destruiu minha casa e o terreno n\u00e3o existe mais, onde foram parar minhas propriedades?\u201d.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o desses problemas sociais se d\u00e1 de forma lenta, e muito dificilmente se pode chegar a um n\u00edvel de concord\u00e2ncia e de justi\u00e7a satisfat\u00f3rios para pessoas e para governos simultaneamente. Por outro lado, o trabalho da engenharia no controle de enchentes apresenta sucessos significativos e resistentes ao tempo.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 20px;\">Engenharia do progresso<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o engenheiro civil, professor do Departamento de Geotecnia da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP e gerente da Themag Engenharia, Tarc\u00edsio Barreto Celestino, concede entrevista ao\u00a0PBEsc News. Entre 2016 e 2019, ele foi presidente da International Tunnelling and Underground Space Association (ITA). Reconhecido como autoridade em seus campos acad\u00eamico e profissional, Celestino comenta a implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas. O pesquisador e diretor t\u00e9cnico da Pedra Branca Escava\u00e7\u00f5es,\u00a0Luiz Guilherme Isfer Maciel, \u00e9 um dos entrevistadores. Os exemplos de T\u00f3quio e Kuala Lumpur servem de inspira\u00e7\u00e3o para vision\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n<p>Para o professor, o controle de enchentes passa pela cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os subterr\u00e2neos, de modo que a \u00e1gua flua naturalmente. &#8220;Se voc\u00ea cria um espa\u00e7o subterr\u00e2neo, pronto, a \u00e1gua fica quieta l\u00e1 embaixo e depois \u00e9 conduzida de volta aos cursos d\u2019\u00e1gua, longe dos problemas&#8221;, afirma. Ele enfatiza que a falta dessas estruturas pode ter consequ\u00eancias desastrosas, como as enchentes no Rio Grande do Sul. &#8220;As enchentes cobram um pre\u00e7o bem mais alto que o das obras&#8221;, pontua. As solu\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas se mostram uma alternativa eficaz, mesmo em cidades com fisiografias complexas.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Catedrais de T\u00f3quio<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Com um hist\u00f3rico de inunda\u00e7\u00f5es frequentes devido a sua baixa altitude e topografia desfavor\u00e1vel, T\u00f3quio construiu uma das mais avan\u00e7adas obras de engenharia h\u00eddrica do mundo, o Canal Subterr\u00e2neo de Escoamento da \u00c1rea Metropolitana. De acordo com o Minist\u00e9rio de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Jap\u00e3o, trata-se de \u201c<a href=\"https:\/\/www.ktr.mlit.go.jp\/edogawa\/edogawa_index045.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma das maiores redes de drenagem subterr\u00e2nea do planeta<\/a>\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_44173\" aria-describedby=\"caption-attachment-44173\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-44173\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202.webp\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202.webp 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202-300x169.webp 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202-1024x577.webp 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202-768x432.webp 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202-1536x865.webp 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e637_66b008c7d50fb816ad884c75_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio202-1568x883.webp 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-44173\" class=\"wp-caption-text\">Canal Subterr\u00e2neo de Escoamento da \u00c1rea Metropolitana. Foto: Minist\u00e9rio de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Jap\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Localizado a 50 metros abaixo da superf\u00edcie, \u00e9 um sistema de canais projetado para redirecionar o excesso de \u00e1gua dos rios menores e medianos para o Rio Edogawa. Esse \u00faltimo tem maior capacidade.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o governo japon\u00eas, as obras come\u00e7aram em mar\u00e7o de 1993, e foram conclu\u00eddas em junho de 2006. Foram 13 anos de constru\u00e7\u00e3o, com a inten\u00e7\u00e3o de proteger a capital dos efeitos dram\u00e1ticos das enchentes, em uma solu\u00e7\u00e3o \u201cduradoura e sustent\u00e1vel para um problema persistente\u201d.<\/p>\n<p>Celestino argumenta que &#8220;um pa\u00eds devastado pela guerra, com economia estra\u00e7alhada, que entendeu que precisava de infraestrutura de qualidade para ser o que \u00e9 hoje&#8221;.<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios do projeto s\u00e3o descritos por Celestino como &#8220;verdadeiras catedrais subterr\u00e2neas, espa\u00e7os gigantescos, maiores que os metr\u00f4s&#8221;. Neles, a \u00e1gua das enchentes \u00e9 armazenada e, posteriormente, bombeada, levando-a a locais conectados pelos t\u00faneis. Do subsolo, a \u00e1gua \u00e9 devolvida aos cursos naturais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_44172\" aria-describedby=\"caption-attachment-44172\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-44172\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203.webp\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203.webp 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203-300x168.webp 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203-1024x575.webp 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203-768x431.webp 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203-1536x863.webp 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/66b00929a7aa3c417235e634_66b0090bb624839133a7be92_CanalCC20de20daCC20Metropolitana20To81quio203-1568x880.webp 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-44172\" class=\"wp-caption-text\">Canal Subterr\u00e2neo de Escoamento da \u00c1rea Metropolitana. Foto: Minist\u00e9rio de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Jap\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Relativamente \u201ccar\u00edssima\u201d em termos de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, de financiamento, e de execu\u00e7\u00e3o, a obra colocou um ponto final no ciclo de destrui\u00e7\u00e3o pela \u00e1gua em T\u00f3quio. Tal ciclo era um impedimento para o progresso japon\u00eas, uma vez que as mesmas estruturas tinham de ser reconstru\u00eddas a cada inunda\u00e7\u00e3o. Sem a obra, o crescimento econ\u00f4mico de T\u00f3quio e do Jap\u00e3o ainda estaria sujeito \u00e0 viol\u00eancia da \u00e1gua. &#8220;N\u00e3o tem economia que v\u00e1 para a frente desse jeito&#8221;, considera.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 20px;\">Solu\u00e7\u00f5es brasileiras<\/span><\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, a cidade de S\u00e3o Paulo implementou algumas solu\u00e7\u00f5es para mitigar enchentes, como a constru\u00e7\u00e3o de polders (\u00e1reas de terra recuperadas da \u00e1gua com uso de drenagem, similar ao usado na Holanda) em \u00e1reas cr\u00edticas da Avenida Marginal do Rio Tiet\u00ea. Para Celestino, h\u00e1 espa\u00e7o para melhorias.<\/p>\n<p>Outro sucesso foi o reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo da Pra\u00e7a Charles Miller, no bairro do Pacaembu, com projeto da Themag Engenharia.<\/p>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990, a principal via do bairro, a Avenida Pacaembu, era palco de enchentes frequentes, que causavam preju\u00edzos e degrada\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea nobre. A solu\u00e7\u00e3o consistiu na constru\u00e7\u00e3o de um reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo sob a pra\u00e7a instalada no in\u00edcio da avenida.<\/p>\n<p>Diferentemente de T\u00f3quio, uma condi\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica favor\u00e1vel dispensou a necessidade de bombeamento. O reservat\u00f3rio amortece os picos de vaz\u00e3o, e a \u00e1gua \u00e9 conduzida por gravidade ao Rio Tiet\u00ea pela mesma galeria. \u201cH\u00e1 mais de vinte anos n\u00e3o h\u00e1 enchentes na avenida. Por se tratar de um reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo, ao fim das obras, a pra\u00e7a foi devolvida ao p\u00fablico\u201d, incentiva.<\/p>\n<p>Para resolver os problemas do Rio Tiet\u00ea, o professor defende a cria\u00e7\u00e3o de um t\u00fanel que conduza a \u00e1gua dos rios Tamanduate\u00ed e Tiet\u00ea para \u00e1reas menos suscet\u00edveis a inunda\u00e7\u00f5es. &#8220;S\u00e3o Paulo \u00e9 uma cidade que est\u00e1 numa bacia sedimentar, ent\u00e3o \u00e9 uma bacia com soleiras de rocha pr\u00e9-cambriana&#8221;, ensina. O ge\u00f3logo Luiz Ferreira Vaz sustentou a ideia de um t\u00fanel que cruze a soleira de rocha, a partir da proximidade da conflu\u00eancia dos rios Tiet\u00ea e Tamanduate\u00ed, at\u00e9 a regi\u00e3o de Santana do Parna\u00edba. Esse t\u00fanel poderia tamb\u00e9m ser usado para desafogar o tr\u00e1fego de ve\u00edculos nos dias sem chuva.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 20px;\">Ao redor do mundo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Existe ainda a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o dos t\u00faneis para o tr\u00e1fego urbano. Celestino traz o exemplo de Kuala Lumpur, onde um t\u00fanel multifuncional foi constru\u00eddo para gerenciar enchentes e para aliviar o tr\u00e1fego. &#8220;<a href=\"https:\/\/smarttunnel.com.my\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O t\u00fanel Smart (Stormwater Management and Road Tunnel) \u00e9 usado para o manejo de cheias e, nos outros dias do ano, serve para o tr\u00e1fego<\/a>&#8220;, demonstra.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de tais solu\u00e7\u00f5es no Brasil, no entanto, enfrenta desafios de variadas naturezas. Celestino reconhece que, apesar da tecnologia e do conhecimento existentes, quest\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas podem dificultar a ado\u00e7\u00e3o de projetos ambiciosos. Para ele, \u201cexiste o conhecimento de engenharia, mas parece faltar ousadia de vencer a in\u00e9rcia em alguns tomadores de decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias de T\u00f3quio e Kuala Lumpur servem como um farol para cidades como Porto Alegre e S\u00e3o Paulo, que enfrentam desafios similares. &#8220;Engenharia tem solu\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui Celestino, ao refor\u00e7ar que com planejamento e investimento \u00e9 poss\u00edvel mitigar os efeitos devastadores das enchentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Publicado por <a href=\"https:\/\/www.pbesc.news\/materias\/solucoes-subterraneas-mitigam-enchentes-de-mudancas-climaticas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PBEscNew<\/a><br \/>\n<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a mat\u00e9ria do PBEsc News, com participa\u00e7\u00e3o do professor Tarc\u00edsio Barreto Celestino, do Departamento de Geotecnia. <\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":44175,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[211,55,37,201],"tags":[],"class_list":["post-44141","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eesc-comunidade","category-divulgacao-imprensa","category-noticias","category-destaque-box","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44141"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44181,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44141\/revisions\/44181"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/44175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}