{"id":46315,"date":"2024-11-28T18:27:09","date_gmt":"2024-11-28T21:27:09","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=46315"},"modified":"2024-12-10T14:57:01","modified_gmt":"2024-12-10T17:57:01","slug":"equipe-brasileira-desenvolve-tecnologia-de-ponta-para-desvendar-a-biodiversidade-das-florestas-tropicais-e-recebe-premio-de-meio-milhao-de-dolares-em-competicao-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=46315","title":{"rendered":"Equipe brasileira desenvolve tecnologia de ponta para desvendar a biodiversidade das florestas tropicais e recebe pr\u00eamio de meio milh\u00e3o de d\u00f3lares em competi\u00e7\u00e3o internacional"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_46586\" aria-describedby=\"caption-attachment-46586\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-46586 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-300x169.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-768x432.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/xprize-robotica-1568x882.jpg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46586\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Brazilian Team<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das maiores iniciativas para mapeamento da biodiversidade das florestas tropicais do mundo, a competi\u00e7\u00e3o internacional <\/span><b>XPRIZE Rainforest<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> anunciou, no \u00faltimo dia 15, os vencedores da disputa que durou cinco anos e envolveu mais de 300 equipes de 70 pa\u00edses. O \u201cBrazilian Team\u201d, como \u00e9 chamada a equipe que representa o Brasil na competi\u00e7\u00e3o, ficou entre os doze semifinalistas qualificados na primeira fase, ocorrida em Singapura no ano de 2023 e completou o teste final na Amaz\u00f4nia brasileira em 2024 juntamente com outros cinco times finalistas, ficando em<strong> terceiro lugar<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que o Brazilian Team (BT) se destacou em uma competi\u00e7\u00e3o com o perfil da XPRIZE Rainforest. O Brasil ocupa o 15<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> lugar em produ\u00e7\u00e3o mundial de conhecimento cient\u00edfico, sendo o 2<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> maior produtor mundial de conhecimento em Zoologia e o 6<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> colocado em Bot\u00e2nica (<\/span><a href=\"https:\/\/www.scimagojr.com\/countryrank.php?area=1100&amp;category=1110\"><span style=\"font-weight: 400;\">SJR &#8211; International Science Ranking<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A equipe, coordenada pelo professor da Esalq\/USP Vinicius Souza, \u00e9 organizada em seis grupos: Rob\u00f3tica, Sensoriamento Remoto, Bioac\u00fastica, DNA, Biodiversidade e Insights e conta com mais de 100 colaboradores com conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico multidisciplinar (como bi\u00f3logos, engenheiros, economistas, informatas e advogados), majoritariamente brasileiros, mas tamb\u00e9m de outros 10 pa\u00edses, representando algumas dezenas de institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O time desenvolveu equipamentos e tecnologias envolvendo intelig\u00eancia artificial,\u00a0 drones, arranjos de sensores, rob\u00f3tica terrestre e coletores para obter amostras de plantas, animais, DNA, imagens e sons para avalia\u00e7\u00e3o da biodiversidade de forma eficiente, sustent\u00e1vel e de baixo custo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_46583\" aria-describedby=\"caption-attachment-46583\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-46583 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize-1024x844.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize-1024x844.png 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize-300x247.png 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize-768x633.png 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize-1536x1265.png 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/CanopySegmentation-xprize.png 1550w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46583\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Brazilian Team<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00faltima etapa do desafio, realizado entre 7 a 30 de julho deste ano, na comunidade do Tumbira, Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Rio Negro, os times finalistas tiveram a tarefa de mapear a biodiversidade present<\/span><span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">e em 100 hectares de Floresta Amaz\u00f4nica, sem a presen\u00e7a humana na \u00e1rea. Para tal, os dados deveriam ser coletados em 24 horas e as informa\u00e7\u00f5es pertinentes \u00e0 biodiversidade foram relatadas nas 48 horas seguintes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No total, o BT documentou 418 taxa, dos quais 266 foram identificados at\u00e9 o n\u00edvel de esp\u00e9cie, tr\u00eas das quais sendo possivelmente novas para a ci\u00eancia. Tamb\u00e9m foram registradas intera\u00e7\u00f5es complexas entre esp\u00e9cies e identificadas aquelas que oferecem servi\u00e7os ecossist\u00eamicos valiosos para a bioeconomia da floresta. \u201cA equipe se esfor\u00e7ou para identificar plantas e animais at\u00e9 o n\u00edvel taxon\u00f4mico mais refinado poss\u00edvel, aproveitando essas identifica\u00e7\u00f5es para an\u00e1lises e insights sobre a biodiversidade local\u201d, explicou o coordenador do time Vinicius Souza. \u201cAs descobertas das equipes beneficiar\u00e3o n\u00e3o apenas o Brasil, mas tamb\u00e9m pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia que possuem florestas tropicais em seus territ\u00f3rios\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com\u00a0<\/span><span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">o pr\u00eamio de meio milh\u00e3o de d\u00f3lares, o Brazilian Team planeja investir em pesquisas e capacita\u00e7\u00e3o voltados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e da Mata Atl\u00e2ntica, fortalecendo ainda mais o legado de inova\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o deixado pela competi\u00e7\u00e3o. \u201cV\u00e1rias oportunidades e iniciativas t\u00eam surgido durante e ap\u00f3s a competi\u00e7\u00e3o. Seremos indicados para concorrer a um novo pr\u00eamio internacional no valor de um milh\u00e3o de libras pelas solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 desenvolvemos. Essa indica\u00e7\u00e3o \u00e9 um reconhecimento por termos alguns dos melhores c\u00e9rebros do Brasil e do Mundo criando solu\u00e7\u00f5es para problemas relacionados \u00e0 perda da biodiversidade. Esse esfor\u00e7o multidisciplinar e todo conhecimento que vem sendo constru\u00eddo pelo nosso time tem valor inestim\u00e1vel\u201d, ressaltou Car<\/span><span style=\"background-color: var(--global--color-background); color: var(--global--color-primary); font-family: var(--global--font-secondary); font-size: var(--global--font-size-base);\">la Lopes, coordenadora do grupo de DNA. \u201cTamb\u00e9m pretendemos continuar o desenvolvimento das nossas solu\u00e7\u00f5es para o mapeamento da biodiversidade em larga escala, e isso inclui a constru\u00e7\u00e3o de bibliotecas de dados validados e o desenvolvimento de plataformas que conectem esses dados com insights sobre ecologia, bioeconomia, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, entre muitos outros assuntos\u201d, apontou Simone Dena, coordenadora do grupo de Bioac\u00fastica e bi\u00f3loga do Museu de Diversidade Biol\u00f3gica da Unicamp.\u00a0 &#8220;N\u00e3o estamos apenas preservando esp\u00e9cies, estamos protegendo um patrim\u00f4nio biotecnol\u00f3gico que pode valer trilh\u00f5es&#8221;, destaca Paulo Guilherme Molin, coordenador de sensoriamento remoto e IA e professor da UFSCar. &#8220;Cada esp\u00e9cie perdida pode levar consigo a cura de doen\u00e7as ou solu\u00e7\u00f5es para problemas que nem conhecemos ainda\u201d, complementa Molin.<\/span><\/p>\n<p><b>Detalhes das inova\u00e7\u00f5es e descobertas do BT<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo de rob\u00f3tica do BT desenvolveu equipamentos customizados, inovadores e de baixo custo para amostrar a biodiversidade da floresta de forma eficiente, inclusive em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso. O time pretende capacitar membros das comunidades locais para que estes sejam capazes de se apropriar dessas tecnologias no futuro. Um exemplo pr\u00e1tico \u00e9 o uso de drones para localizar esp\u00e9cies de interesse para popula\u00e7\u00f5es locais, facilitando o acesso a recursos para subsist\u00eancia ou comercializa\u00e7\u00e3o, melhorando assim o planejamento das atividades econ\u00f4micas dessas comunidades.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A equipe de rob\u00f3tica tamb\u00e9m projetou uma centr\u00edfuga de tubos port\u00e1til para processamento de material gen\u00e9tico em campo, j\u00e1 em processo de patente.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_46585\" aria-describedby=\"caption-attachment-46585\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-46585 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-1024x577.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-300x169.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-768x432.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-2048x1153.jpg 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/grupo-robotica-xprize-1568x883.jpg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46585\" class=\"wp-caption-text\">Professor Terra (EESC) com o grupo. Foto: Brazilian Team<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Ter coordenado a equipe de rob\u00f3tica do Brazilian Team Rainforest foi uma experi\u00eancia bastante gratificante. Interagir com pesquisadores de diversos pa\u00edses, que trouxeram demandas importantes principalmente na \u00e1rea biol\u00f3gica, por tr\u00eas anos seguidos, nos permitiu gerar inova\u00e7\u00f5es voltadas para a preserva\u00e7\u00e3o das florestas tropicais ao redor do mundo. A interdisciplinaridade, a mais produtiva na \u00e1rea de ci\u00eancia e tecnologia, esteve a servi\u00e7o desta dif\u00edcil luta pela preserva\u00e7\u00e3o das florestas&#8221;, afirmou o professor Marco Henrique Terra, <strong>coordenador do Grupo de Rob\u00f3tica e docente da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais de 1000 esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas, entre animais e vegetais, tiveram seu DNA sequenciado antes do final da competi\u00e7\u00e3o, para ajudar nas identifica\u00e7\u00f5es das esp\u00e9cies durante a final. Nenhuma dessas esp\u00e9cies havia sido sequenciada anteriormente. O grupo de DNA desenvolveu uma s\u00e9rie de protocolos de laborat\u00f3rio e an\u00e1lises bioinform\u00e1ticas para obter sequ\u00eancias de DNA em campo, do maior n\u00famero de esp\u00e9cies, no menor tempo poss\u00edvel. \u201cEssas inova\u00e7\u00f5es permitiram uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 90% nos custos de alguns procedimentos moleculares, acelerando e facilitando a identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de diferentes grupos taxon\u00f4micos ao mesmo tempo, a partir de uma \u00fanica amostra&#8221;, explicou Carla Lopes, coordenadora do grupo de DNA.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Grupo de Sensoriamento Remoto avan\u00e7ou no desenvolvimento de metodologias inovadoras para quantificar o carbono e a biomassa de florestas, al\u00e9m de mensurar a biodiversidade, tudo integrado em uma plataforma digital batizada de Floreviewer, que recebe os dados, processa e gera relat\u00f3rios na nuvem. O grupo tamb\u00e9m inovou ao desenvolver m\u00e9todos de amostragem aut\u00f4noma, utilizando drones programados para capturar imagens de \u00e1rvores de interesse. Com resolu\u00e7\u00e3o suficiente para observar at\u00e9 as nervuras das folhas, as imagens foram analisadas por algoritmos de IA do Pl@ntNet, treinados para reconhecer esp\u00e9cies, que foram posteriormente quantificados e registrados no mapa com sua localiza\u00e7\u00e3o exata na floresta. \u201cSermos premiados mostra que o Brasil tem todas as condi\u00e7\u00f5es de liderar a economia da biodiversidade. Temos a maior biodiversidade do planeta e agora provamos que temos tamb\u00e9m tecnologia de ponta para monitor\u00e1-la em grande escala\u201d, explicou Paulo Guilherme Molin, coordenador do grupo de Sensoriamento Remoto e IA e professor da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos. \u201cO Brasil deixa de ser apenas objeto de estudo para se tornar protagonista na pesquisa de sua pr\u00f3pria biodiversidade\u201d, complementa Molin.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo de Bioac\u00fastica, em parceria com o grupo de Rob\u00f3tica, desenvolveu solu\u00e7\u00f5es para coleta de grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio no dossel da floresta, em clareiras e at\u00e9 em ambientes aqu\u00e1ticos. Foram elaborados protocolos e softwares que utilizam intelig\u00eancia artificial para a detec\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o automatizada de vocaliza\u00e7\u00f5es de diferentes grupos animais, como aves, anf\u00edbios, morcegos, primatas, al\u00e9m de sons de insetos. Al\u00e9m disso, mais de 16 mil grava\u00e7\u00f5es de sons de animais foram registradas pelo BT na Amaz\u00f4nia brasileira e utilizadas para treinamento dos algoritmos. \u201cN\u00f3s utilizamos ferramentas que representam o estado da arte na \u00e1rea de monitoramento ac\u00fastico e de intelig\u00eancia artificial e ainda as aprimoramos para utiliza\u00e7\u00e3o nas nossas florestas tropicais. Temos muito o que trabalhar para conseguir mapear de forma r\u00e1pida e precisa a biodiversidade das nossas florestas, mas estamos no caminho certo!\u201d, aponta Simone Dena, bi\u00f3loga do Museu de Diversidade Biol\u00f3gica da Unicamp e coordenadora do grupo de Bioac\u00fastica do BT.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para organizar as informa\u00e7\u00f5es de biodiversidade, o grupo de Insights criou a plataforma CESSABR (Contextual Ecosystem Services on Amazon of Brazil), que coleta e categoriza dados sobre os usos das esp\u00e9cies e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que oferecem, desde uso para alimenta\u00e7\u00e3o e madeira, at\u00e9 servi\u00e7os de captura de carbono e ecoturismo. O CESSABR \u00e9 um banco de dados prot\u00f3tipo com uma lista de 4.996 esp\u00e9cies de flora e 6.290 de fauna da Amaz\u00f4nia brasileira.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_46584\" aria-describedby=\"caption-attachment-46584\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-46584 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-300x169.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-768x432.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_E2282-1568x882.jpg 1568w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46584\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Brazilian Team<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brazilian Team tamb\u00e9m destacou o compromisso com as comunidades ind\u00edgenas e tradicionais, com uma abordagem respeitosa e alinhada \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira. Foram propostas iniciativas para capacitar jovens dessas comunidades no uso de tecnologias que potencializam o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel da regi\u00e3o que habitam, promovendo o empoderamento e aumentando a produtividade dos recursos florestais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brazilian Team agradece a Funda\u00e7\u00e3o Alana e o XPRIZE pela oportunidade de participar da competi\u00e7\u00e3o XPRIZE Rainforest.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais detalhes e informa\u00e7\u00f5es sobre o Brazilian Team e a XPRIZE Rainforest podem ser obtidos nestes links: (<\/span><a href=\"https:\/\/fealq.org.br\/brazilianteam_rainforest\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/fealq.org.br\/brazilianteam_rainforest\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">; <\/span><a href=\"https:\/\/www.xprize.org\/prizes\/rainforest\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.XPRIZE.org\/prizes\/rainforest<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/p>\n<p><b>Contato para imprensa com d\u00favidas gerais:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> brazilianteam@usp.br<br \/>\n<\/span><b>Rob\u00f3tica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Marco Terra, terracrob@gmail.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Marco Henrique Terra, da EESC, coordenou o Grupo de Rob\u00f3tica do Brazilian Team.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[211,55,37],"tags":[],"class_list":["post-46315","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eesc-comunidade","category-divulgacao-imprensa","category-noticias","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=46315"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46315\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46669,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/46315\/revisions\/46669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=46315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=46315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=46315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}