{"id":48946,"date":"2025-03-31T13:44:14","date_gmt":"2025-03-31T16:44:14","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=48946"},"modified":"2025-04-17T08:22:51","modified_gmt":"2025-04-17T11:22:51","slug":"pesquisador-do-college-of-engineering-da-university-of-wisconsin-madison-apresenta-palestra-no-departamento-de-engenharia-mecanica-da-eesc-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=48946","title":{"rendered":"Pesquisador do College of Engineering da University of Wisconsin-Madison apresenta palestra no Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da EESC-USP"},"content":{"rendered":"<p>No dia 16 de abril, \u00e0s 14 horas, na sala de semin\u00e1rios do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica, o Dr. Tiago A. Moreira, da University of Wisconsin-Madison, apresentar\u00e1 a palestra intitulada <em>Caracteriza\u00e7\u00e3o de tubos de calor de s\u00f3dio l\u00edquido aplicados a microreatores nucleares atrav\u00e9s de medidas de temperatura com alta resolu\u00e7\u00e3o espacial<\/em>.<\/p>\n<p>A palestra se insere no contexto de colabora\u00e7\u00e3o em pesquisa entre o Laborat\u00f3rio de Engenharia T\u00e9rmica e Fluidos \u2013 LETeF da EESC-USP e a University of Wisconsin-Madison. Conta com apoio da Fapesp por meio de um projeto tem\u00e1tico.<\/p>\n<p>O p\u00fablico-alvo da palestra s\u00e3o docentes, pesquisadores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mais sobre a palestra<\/strong><\/p>\n<p>O cont\u00ednuo desenvolvimento de microreatores nucleares tem levado a necessidade de uma completa e precisa caracteriza\u00e7\u00e3o de tubos de calor de s\u00f3dio l\u00edquido, uma vez que os mesmos s\u00e3o pretendidos como meio de transporte do calor proveniente do combust\u00edvel nuclear para o sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia em diversos conceitos de microreatores. Embora exista uma hist\u00f3ria relativamente longa na experimenta\u00e7\u00e3o com tubos de calor a base de metal l\u00edquido, estes foram com foco em aplica\u00e7\u00f5es aeroespaciais e ainda h\u00e1 uma necessidade de obten\u00e7\u00e3o de dados com alta fidelidade e elevada resolu\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es protot\u00edpicas de opera\u00e7\u00e3o de microreatores. Particularmente, h\u00e1 interesse na distribui\u00e7\u00e3o de temperaturas e os padr\u00f5es de escoamento dentro do tubo de calor. Estes par\u00e2metros afetam a performance do tubo de calor e dados referentes ao mesmo s\u00e3o relevantes para a valida\u00e7\u00e3o de softwares de an\u00e1lise para design e licenciamento de microreatores, como <em>Sockeye<\/em>, <em>HT-Pipe<\/em> e <em>NASA Lewis\u2019s Steady-State Heat Pipe Code<\/em>. Com foco nisto, a University of Wisconsin-Madison tem trabalhado na constru\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o de tubos de calor de s\u00f3dio l\u00edquido que possuem sensores de temperatura de fibra \u00f3tica embutidos internamente ao tubo e s\u00e3o carregados com s\u00f3dio de alto n\u00edvel pureza em processo controlado. Aqui, ser\u00e3o apresentados os resultados para um tubo de calor testado desde o <em>start-up<\/em> at\u00e9 condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o em regime permanente com uma taxa de transfer\u00eancia de calor de 1500 W. Dados distribui\u00e7\u00e3o de temperaturas no tubo de calor foram obtidos a partir das fibras \u00f3ticas (uma posicionada no centro do n\u00facleo de vapor e uma entre a mecha a parede do tubo) para caracteriza\u00e7\u00e3o do perfil axial de temperaturas ao longo do tubo de calor em diferentes condi\u00e7\u00f5es experimentais. Os experimentos foram realizados em um sistema de raios-X de 450 kV que permitiu a obten\u00e7\u00e3o de imagens do escoamento interno ao tubo de calor com frequ\u00eancia de 30 Hz. Estas imagens foram obtidas simultaneamente e combinadas com as medidas de temperatura a partir das fibras \u00f3ticas, revelando uma rela\u00e7\u00e3o entre flutua\u00e7\u00f5es do n\u00edvel de s\u00f3dio no condensador com flutua\u00e7\u00f5es na temperatura da parede. As imagens por raios-X mostraram que o excesso de l\u00edquido no tubo se acumula no condensador tanto durante o <em>start-up<\/em> quanto durante a opera\u00e7\u00e3o em regime permanente. Foi detectado tamb\u00e9m que a temperatura de transi\u00e7\u00e3o entre escoamento cont\u00ednuo e molecular no vapor, ou seja, a temperatura na qual o tubo de calor come\u00e7a a se comportar como um tubo de calor, ocorreu em torno de 450<sup>o<\/sup>C. Para opera\u00e7\u00f5es em regime permanente, uma regi\u00e3o inativa foi identificada no condensador a partir de uma queda brusca na temperatura medida pelas fibras \u00f3ticas. Foi observado que esta regi\u00e3o reduzia em comprimento com o aumento da taxa de transfer\u00eancia de calor e aumentava com o aumento da capacidade de resfriamento no condensador. Ondas interfaciais foram observadas no montante de s\u00f3dio l\u00edquido acumulado no condensador, cuja amplitude reduzia com o aumento da taxa de transfer\u00eancia de calor no evaporador. Comparando as imagens do escoamento com as medidas de temperatura, foi visto que as ondula\u00e7\u00f5es possu\u00edam mesma frequ\u00eancia, 0.4 Hz, que flutua\u00e7\u00f5es observadas na temperatura local.<\/p>\n<p><strong>Sobre o palestrante<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-48947 alignleft\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Palestrante-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Palestrante-216x300.jpg 216w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Palestrante.jpg 296w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/>O Dr. Tiago A. Moreira \u00e9 atualmente pesquisador no cargo de Scientist I no Solar Energy Laboratory da University of Wisconsin-Madison. Ele possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Mec\u00e2nica pela Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), onde tamb\u00e9m realizou seu Mestrado e Doutorado, ambos sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Gherhardt Ribatski, e um p\u00f3s-doutorado no Solar Energy Laboratory da University of Wisconsin-Madison sob supervis\u00e3o do Prof. Mark Anderson.\u00a0\u00a0Sua pesquisa atualmente compreende da avalia\u00e7\u00e3o termo-hidr\u00e1ulica experimental de sistemas avan\u00e7ados de gera\u00e7\u00e3o de energia a alta temperatura, com foco em energia nuclear e solar. Atualmente, Dr. Moreira \u00e9 pesquisador respons\u00e1vel por projetos de pesquisa na University of Wisconsin \u00a0que somam mais de US$2.750.000,00 na \u00e1rea de Engenharia Nuclear. Ele ainda atua como representante \u00a0dos EUA no Coordinate Research Program da Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica Internacional (IAEA) em reatores de \u00e1gua supercr\u00edtica, e \u00e9 membro do comit\u00ea de energia nuclear da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia e Ci\u00eancias Mec\u00e2nicas. Recentemente, Dr. Moreira foi agraciado na University of Wisconsin-Madison com o pr\u00eamio &#8220;Bollinger Academic Staff Distinguished Achievement Award for Research Excellence&#8221;, dado anualmente ao pesquisador n\u00e3o-professor com melhor desempenho cient\u00edfico dentro do College of Engineering da UW-Madison.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O palestrante \u00e9 o Dr. Tiago A. 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