{"id":53783,"date":"2025-10-09T15:32:09","date_gmt":"2025-10-09T18:32:09","guid":{"rendered":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=53783"},"modified":"2025-11-02T16:53:17","modified_gmt":"2025-11-02T19:53:17","slug":"drones-sao-usados-para-combater-incendios-e-fazer-monitoramento-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=53783","title":{"rendered":"Drones s\u00e3o usados para combater inc\u00eandios e fazer monitoramento ambiental"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_53787\" aria-describedby=\"caption-attachment-53787\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53787 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1-rpf-drone-incendios-2025-10-1140-1024x596.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1-rpf-drone-incendios-2025-10-1140-1024x596.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1-rpf-drone-incendios-2025-10-1140-300x174.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1-rpf-drone-incendios-2025-10-1140-768x447.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1-rpf-drone-incendios-2025-10-1140.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53787\" class=\"wp-caption-text\">O drone bombeiro UAVI100 esguicha \u00e1gua a 30 metros de altura UAVI<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aeronaves n\u00e3o tripuladas de m\u00faltiplos usos, os drones v\u00eam sendo empregados em miss\u00f5es de monitoramento, detec\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios em v\u00e1rios pa\u00edses. Modelos em sua maioria importados s\u00e3o usados por \u00f3rg\u00e3os de defesa civil de estados e munic\u00edpios brasileiros. Os resultados obtidos em campo t\u00eam motivado o desenvolvimento de inova\u00e7\u00f5es e vers\u00f5es nacionais desses equipamentos. Na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP),\u00a0<em>campus<\/em>\u00a0de S\u00e3o Carlos, est\u00e1 em curso o projeto de um drone que usa sensores e sistemas de intelig\u00eancia artificial (IA) para medir a concentra\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa (GEE) a fim de monitorar condi\u00e7\u00f5es ambientais de \u00e1reas de matas e florestas e identificar focos de inc\u00eandio. As empresas paulistas Xmobots, tamb\u00e9m de S\u00e3o Carlos, e Ind\u00fastria de Aeronaves Remotamente Pilotadas (UAVI), de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, interior paulista, colocaram drones anti-inc\u00eandio no mercado.<\/p>\n<p>\u201cNosso aparelho foi pensado para ser um complemento a outras ferramentas, como sat\u00e9lites, torres de observa\u00e7\u00e3o e avi\u00f5es, usadas para monitorar florestas e grandes \u00e1reas rurais\u201d, declara o engenheiro mec\u00e2nico e coordenador do projeto Glauco Caurin, do Departamento de Engenharia Aeron\u00e1utica da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP. Os drones, argumenta o pesquisador, t\u00eam caracter\u00edsticas que tornam mais eficiente o monitoramento ambiental. Enquanto sat\u00e9lites captam imagens do terreno apenas uma ou duas vezes ao dia, o drone tem sua trajet\u00f3ria e frequ\u00eancia de voo definidas pelo usu\u00e1rio, conforme a prioridade de cada cen\u00e1rio de risco.<\/p>\n<p>As torres fixas, por sua vez, detectam os sinais de fuma\u00e7a sempre \u00e0 mesma altura e n\u00e3o disponibilizam dados precisos sobre a localiza\u00e7\u00e3o do foco de inc\u00eandio. Os drones podem fornecer imagens e dados volum\u00e9tricos de gases que s\u00e3o captados em diferentes alturas e disponibilizam informa\u00e7\u00f5es de cada microrregi\u00e3o sobrevoada, permitindo maior precis\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o da origem do GEE. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos avi\u00f5es tripulados, os drones apresentam custos de voo significativamente inferiores, o que possibilita realizar mais opera\u00e7\u00f5es com o mesmo or\u00e7amento\u201d, compara o engenheiro.<\/p>\n<p>Desenvolvido com o apoio da FAPESP, o aparelho da USP, de pequeno porte (<em>ver infogr\u00e1fico abaixo<\/em>), \u00e9 dotado de quatro motores el\u00e9tricos e capacidade de decolagem e pouso vertical (VTOL). Sensores \u00f3pticos e ambientais medem a temperatura, a umidade e a presen\u00e7a de gases \u2013 di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) e metano (CH\u2084) \u2013 e de material particulado. Um pequeno computador com o aux\u00edlio de um sistema de IA analisa as informa\u00e7\u00f5es coletadas e identifica a fonte de emiss\u00e3o dos gases. \u201cA medida do gradiente de concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082 \u00e9 usada para se estabelecer de forma indireta a regi\u00e3o prov\u00e1vel de foco de inc\u00eandio\u201d, diz Caurin.<\/p>\n<figure id=\"attachment_53786\" aria-describedby=\"caption-attachment-53786\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53786\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-RPF-droneincendios-2025-10-info-1140.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-RPF-droneincendios-2025-10-info-1140.png 1140w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-RPF-droneincendios-2025-10-info-1140-300x166.png 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-RPF-droneincendios-2025-10-info-1140-1024x566.png 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2-RPF-droneincendios-2025-10-info-1140-768x424.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53786\" class=\"wp-caption-text\">Alexandre Affonso \/ Revista Pesquisa FAPESP<\/figcaption><\/figure>\n<p>O balan\u00e7o de GEE obtido pelos sensores e o sistema de IA tamb\u00e9m t\u00eam o prop\u00f3sito de fornecer ind\u00edcios sobre a qualidade da mata observada. \u201cPodemos identificar com um sobrevoo se um projeto de reflorestamento \u00e9 efetivo, com a evolu\u00e7\u00e3o esperada das mudas plantadas, ou se ele n\u00e3o existe e estamos diante de um\u00a0<em>greenwashing<\/em>, um marketing enganoso de sustentabilidade\u201d, diz Caurin.<\/p>\n<p><strong>Nova vers\u00e3o com asas<br \/>\n<\/strong>A equipe da USP trabalha no projeto de um segundo modelo. Al\u00e9m das h\u00e9lices que tornam vi\u00e1veis a decolagem e o pouso vertical, a nova vers\u00e3o ter\u00e1 asas, o que possibilitar\u00e1 o deslocamento horizontal com menor gasto de energia. O novo drone dever\u00e1 fazer voos de quase uma hora, o dobro do atual. \u201cPara que o aparelho possa inspecionar \u00e1reas amplas, queremos dot\u00e1-lo de uma autonomia ainda maior, de 90 a 120 minutos de voo\u201d, conta o engenheiro, acrescentando que a captura de informa\u00e7\u00f5es de grandes \u00e1reas precisar\u00e1 ser feita por uma frota de drones.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da EESC optaram por embarcar no aparelho sensores de baixo custo para medi\u00e7\u00e3o de GEE. \u201cEmbora n\u00e3o tenham grande precis\u00e3o, s\u00e3o acess\u00edveis e oferecem um indicativo \u00fatil da presen\u00e7a de gases\u201d, defende o pesquisador. \u201cSensores mais precisos custam mais de R$ 100 mil. \u00c9 um investimento muito alto para embarcar em drones que podem cair e quebrar ou se perder.\u201d O uso de drones e a efic\u00e1cia dos sensores selecionados para monitorar GEE foram demonstrados pela equipe da EESC em um cap\u00edtulo do livro\u00a0<em>The future of electric aviation and artificial intelligence<\/em>, publicado pela Springer Nature este ano.<\/p>\n<p>O drone da USP foi projetado originalmente para integrar uma plataforma de dados sobre emiss\u00f5es de GEE na Amaz\u00f4nia. O coordenador desse projeto, o f\u00edsico Paulo Artaxo, do Instituto de F\u00edsica da USP, avalia que o tempo de voo dos drones \u00e9 ainda muito curto e a precis\u00e3o dos sensores precisa ser melhorada para a inspe\u00e7\u00e3o florestal. \u201cA iniciativa de desenvolver um drone nacional para medir GEE e a sa\u00fade das florestas \u00e9 importante, mas para ter uso relevante o sistema precisa ser aprimorado, com sensores mais precisos e maior tempo de sobrevoo\u201d, avalia Artaxo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o pacote tecnol\u00f3gico desenvolvido em S\u00e3o Carlos despertou o interesse de duas empresas, que negociam o licenciamento para a produ\u00e7\u00e3o da aeronave. Tamb\u00e9m atraiu a aten\u00e7\u00e3o da Defesa Civil do munic\u00edpio, que j\u00e1 realizou testes com o equipamento em parceria com o Corpo de Bombeiros. \u201cNo combate a inc\u00eandios, o aux\u00edlio de drones dotados de sensores para medir gases \u00e9 incomensur\u00e1vel\u201d, diz o engenheiro ambiental Pedro Fernando Caballero Campos, diretor da Defesa Civil de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de gases antes, durante e ap\u00f3s o inc\u00eandio, avalia Caballero, auxilia a compreens\u00e3o dos processos de combust\u00e3o e o trabalho de preven\u00e7\u00e3o. \u201cTamb\u00e9m poderemos estudar a presen\u00e7a de gases na atmosfera em diferentes situa\u00e7\u00f5es e entender melhor a qualidade do ar que respiramos e sua rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade humana e dos animais\u201d, destaca o engenheiro.<\/p>\n<table style=\"border-collapse: collapse; width: 76.2491%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 66.7987%;\">A defesa civil de alguns estados brasileiros, entre eles S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul, j\u00e1 adota drones importados de pequeno porte para o combate a inc\u00eandios. O pacote tecnol\u00f3gico embarcado neles \u00e9 diferente do projetado pela USP. Alguns s\u00e3o equipados com c\u00e2meras t\u00e9rmicas com sensores infravermelhos, enquanto outros levam um conjunto formado por c\u00e2meras t\u00e9rmicas e visuais. Vendidas no pa\u00eds por R$ 50 mil a R$ 100 mil, segundo representantes comerciais, essas aeronaves s\u00e3o empregadas principalmente para detec\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o de focos de calor e orienta\u00e7\u00e3o das equipes envolvidas no combate aos inc\u00eandios.<\/td>\n<td style=\"width: 10.3129%;\">\u00a0<\/td>\n<td style=\"width: 0.949668%;\">\n<figure id=\"attachment_53785\" aria-describedby=\"caption-attachment-53785\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53785\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3-RPF-drone-incendio-usp-2025-10-800.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3-RPF-drone-incendio-usp-2025-10-800.jpg 800w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3-RPF-drone-incendio-usp-2025-10-800-300x277.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/3-RPF-drone-incendio-usp-2025-10-800-768x709.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53785\" class=\"wp-caption-text\">Prot\u00f3tipo do drone de pequeno porte criado na USP de S\u00e3o Carlos. Antonio Carlos Duad Filho\u2009\/\u2009EESC-USP<\/figcaption><\/figure>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Drones de grande porte com maior autonomia de voo tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados para monitorar florestas e \u00e1reas rurais e detectar focos de inc\u00eandio. No Brasil, a Xmobots, empresa criada em 2007 por ex-alunos da Escola Polit\u00e9cnica da USP com apoio da FAPESP, foi pioneira em oferecer um aparelho para esse tipo de miss\u00e3o. Desde 2020 a companhia, com sede em S\u00e3o Carlos, tem em seu portf\u00f3lio uma aeronave equipada com sensor infravermelho termal, c\u00e2mera \u00f3ptica e tel\u00eametro, dispositivo para medi\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia em tempo real.<\/p>\n<p>Instalados em um hardware com campo de vis\u00e3o de 360 graus, os sensores s\u00e3o apoiados por um sistema de IA projetado para realizar reconhecimento facial e de placas de ve\u00edculos. Dessa forma, o drone \u00e9 capaz de identificar os poss\u00edveis autores de atos il\u00edcitos. Al\u00e9m de monitoramento ambiental e detec\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, a aeronave tamb\u00e9m \u00e9 usada para vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O drone \u00e9 um VTOL dotado de asas, com 1,86 metro (m) de comprimento e 3,64 m de envergadura (dist\u00e2ncia de uma ponta da asa a outra). Faz parte da fam\u00edlia de drones Nauru. Tem autonomia de voo de quatro horas e alcance de 60 quil\u00f4metros, podendo realizar voos a at\u00e9 3 mil m de altitude. \u201c\u00c9 o \u00fanico drone no pa\u00eds com autoriza\u00e7\u00e3o da Anac [Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil] para voos acima de 400 p\u00e9s [191,92 m] e opera\u00e7\u00f5es noturnas\u201d, informa a diretora comercial Thatiana Miloso.<\/p>\n<p>O modelo Nauru 500C vem sendo usado principalmente para a vigil\u00e2ncia de \u00e1reas p\u00fablicas, florestas plantadas e unidades agropecu\u00e1rias. Segundo informa\u00e7\u00e3o da Xmobots com base em dados da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), entre junho e agosto de 2024, inc\u00eandios geraram preju\u00edzos de R$ 14,6 bilh\u00f5es ao agroneg\u00f3cio brasileiro. A Xmobots est\u00e1 desenvolvendo uma nova vers\u00e3o do drone. \u201cEstamos trabalhando para melhorar o desempenho do produto, incorporando sensores ambientais e de gases\u201d, informa o engenheiro el\u00e9trico Leonardo Gomes, gestor de projetos da companhia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_53784\" aria-describedby=\"caption-attachment-53784\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53784 size-large\" src=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-RPF-drone-incendio-nauruC-2025-10-1140-1024x598.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-RPF-drone-incendio-nauruC-2025-10-1140-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-RPF-drone-incendio-nauruC-2025-10-1140-300x175.jpg 300w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-RPF-drone-incendio-nauruC-2025-10-1140-768x449.jpg 768w, https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/4-RPF-drone-incendio-nauruC-2025-10-1140.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53784\" class=\"wp-caption-text\">Modelo NauruC, da Xmobots, usado para monitoramento ambiental e detec\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio Xmobots<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Esguicho de \u00e1gua e espuma<br \/>\n<\/strong>Drones tamb\u00e9m est\u00e3o sendo empregados no combate direto a inc\u00eandios. No Brasil, o pioneiro \u00e9 o UAVI100 \u2013 Bombeiro, lan\u00e7ado este ano pela UAVI, com sede no Parque de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP). A aeronave de oito motores e duas baterias tem autonomia de voo de 20 minutos e capacidade para levar 150 quilos.<\/p>\n<p>O drone carrega uma mangueira de cerca de 6 cent\u00edmetros de di\u00e2metro a uma altura de at\u00e9 30 m e \u00e9 capaz de esguichar \u00e1gua ou espuma com precis\u00e3o a uma dist\u00e2ncia de 25 m. Na outra ponta, a mangueira \u00e9 conectada ao caminh\u00e3o de bombeiro ou hidrante, que fornece a \u00e1gua de forma cont\u00ednua. O equipamento tem uma c\u00e2mera t\u00e9rmica e um sensor de realidade virtual, que permite ao operador observar em tempo real o campo de vis\u00e3o do drone.<\/p>\n<p>As duas primeiras unidades do UAVI100 foram entregues em maio ao Corpo de Bombeiros de Manaus (AM). \u201cNosso drone j\u00e1 foi testado em combates reais. Tr\u00eas outras unidades foram encomendadas\u201d, diz o economista Ricardo Pietro, diretor-geral da UAVI. \u201cBombeiros do Paran\u00e1, de Goi\u00e1s e de Mato Grosso tamb\u00e9m confirmaram pedidos e recebemos sondagens at\u00e9 de Portugal\u201d, afirma Pietro.<\/p>\n<p>Os aparelhos s\u00e3o utilizados primordialmente no combate a inc\u00eandios em \u00e1reas urbanas ou na borda de matas e florestas. Novas vers\u00f5es do drone bombeiro, com dispositivos de controle de esguicho e equipamentos que carregam p\u00f3 qu\u00edmico ou manta antichamas em tecido de s\u00edlica, est\u00e3o sendo constru\u00eddas pela companhia. \u201cNossa equipe de pesquisa e desenvolvimento trabalha em grande sintonia com representantes dos bombeiros. A ideia \u00e9 oferecer equipamentos que atendam \u00e0s diferentes demandas dos usu\u00e1rios\u201d, diz o diretor da UAVI.<\/p>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\">A reportagem acima foi publicada com o t\u00edtulo \u201c<strong>Drones contra inc\u00eandios<\/strong>\u201d na edi\u00e7\u00e3o impressa n\u00ba 356, de outubro de 2025.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Projetos<\/strong><br \/>\n<strong>1.<\/strong>\u00a0CEPOF \u2013 Centro de Pesquisa em \u00d3ptica e Fot\u00f4nica (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/58564\/cepof-centro-de-pesquisa-em-optica-e-fotonica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 13\/072676-1<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepid);\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Vanderlei Salvador Bagnato (IFSC- USP);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 51.786.666,96.<br \/>\n<strong>2<\/strong>. Centro de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o de Gases de Efeito Estufa \u2013 RCG2I (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/108357\/centro-de-pesquisa-e-inovacao-de-gases-de-efeito-estufa-rcg2i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 20\/15230-5<\/a>);<strong>\u00a0Modalidade<\/strong>\u00a0Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE);\u00a0<strong>Conv\u00eanio\/Acordo<\/strong>\u00a0BG E&amp;P Brasil (Grupo Shell);\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel\u00a0<\/strong>Julio Romano Meneghini (USP);\u00a0<strong>Investimento\u00a0<\/strong>R$ 25.376.639,63.<br \/>\nProjeto de um sistema avi\u00f4nico certific\u00e1vel para ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados (VANT) de aplica\u00e7\u00e3o civil (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/84922\/projeto-de-um-sistema-avionico-certificavel-para-veiculos-aereos-nao-tripulados-vants-de-aplicacao-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 13\/50946-8<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe);\u00a0<strong>Conv\u00eanio\/Acordo<\/strong>\u00a0Finep Pipe\/Pappe Subven\u00e7\u00e3o;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Giovani Amianti (Xmobots);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 876.283,32.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Cap\u00edtulo de livro<\/strong><br \/>\nCAURIN, G.\u00a0<em>et.al.<\/em>\u00a0\u201cUnmanned aerial vehicle cooperation for the monitoring of greenhouse gases\u201d. In: KARACOC, T. H\u00a0<em>et al.<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007\/978-3-031-62094-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>The future of electric aviation and artificial intelligence<\/strong><\/a><strong>.\u00a0<\/strong>Switzerland: Springer Nature, 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/drones-sao-usados-para-combater-incendios-e-fazer-monitoramento-ambiental\/\">Por: Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidade e empresas paulistas projetam aeronaves capazes de atuar contra o fogo na floresta e medir concentra\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":53795,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[97,211,55,37,201],"tags":[392,486,485,323,321,328,487,488,304],"class_list":["post-53783","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editais-pesquisa","category-eesc-comunidade","category-divulgacao-imprensa","category-noticias","category-destaque-box","tag-aeronautica","tag-combate-a-incendios","tag-drones","tag-eesc-usp","tag-engenharia","tag-inteligencia-artificial","tag-monitoramento-ambiental","tag-tecnologia-nacional","tag-usp","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/53783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=53783"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/53783\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53796,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/53783\/revisions\/53796"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/53795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=53783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=53783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=53783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}