{"id":6186,"date":"2012-08-02T17:40:28","date_gmt":"2012-08-02T17:40:28","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/comunicacao\/index.php\/2012\/08\/02\/robo-auxilia-reabilitacao-de-fraturas-\/"},"modified":"2012-10-03T17:35:50","modified_gmt":"2012-10-03T17:35:50","slug":"robo-auxilia-reabilitacao-de-fraturas-","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=6186","title":{"rendered":"Rob\u00f4 auxilia reabilita\u00e7\u00e3o de fraturas"},"content":{"rendered":"<p>A partir de conhecimentos de especialistas na \u00e1rea da sa\u00fade e da engenharia, pesquisa realizada na Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP criou um sistema mecatr\u00f4nico m\u00f3vel e interativo usado como ferramenta de aux\u00edlio na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas que sofreram fratura \u00f3ssea. O estudo faz parte de um projeto de inova\u00e7\u00e3o que utiliza tecnologia de informa\u00e7\u00e3o, teleopera\u00e7\u00e3o, jogos e rob\u00f4s. A t\u00e9cnica foi desenvolvida para pacientes com fraturas na extremidade distal do r\u00e1dio (osso do antebra\u00e7o, que vai do cotovelo ao punho).<\/p>\n<p>O sistema integra rob\u00f4s, computadores, c\u00e2meras, sensores, estrutura de rede e internet ao processo de reabilita\u00e7\u00e3o. \u201cO bra\u00e7o do paciente \u00e9 ligado a um dispositivo rob\u00f3tico que faz o acompanhamento dos exerc\u00edcios estabelecidos pelo terapeuta ou pelo cl\u00ednico, garantindo sua realiza\u00e7\u00e3o de forma correta\u201d, afirma o professor Glauco Caurin, da EESC, que coordena a pesquisa. A evolu\u00e7\u00e3o do processo de terapia \u00e9 acompanhada de forma determin\u00edstica, por meio de an\u00e1lise de grandezas f\u00edsicas como amplitude de movimento, velocidade, acelera\u00e7\u00f5es e energia consumida.<\/p>\n<p>\u201cAs avalia\u00e7\u00f5es qualitativas, baseadas em crit\u00e9rios subjetivos, s\u00e3o substitu\u00eddas por dados gravados em tempo real, com o hist\u00f3rico do tratamento gravado de forma organizada e acess\u00edvel\u201d, acrescenta Caurin. Os jogos s\u00e3o utilizados para manter o paciente motivado durante as sequ\u00eancias exaustivas de movimentos necess\u00e1rios a sua recupera\u00e7\u00e3o. \u201cO uso da internet permite que paciente e terapeuta possam estar em lugares distintos e mesmo assim continuem a trabalhar sem perda de qualidade\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os experimentos em laborat\u00f3rio, o professor da EESC esteve durante um ano no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation (EUA) para desenvolver a aplica\u00e7\u00e3o do sistema em hospitais. \u201cO laborat\u00f3rio possui muita experi\u00eancia no uso cl\u00ednico de seus rob\u00f4s, utilizados por mais de 600 pacientes, e em quest\u00f5es como a garantia da seguran\u00e7a do paciente\u201d, conta. \u201cO estabelecimento de novos protocolos de reabilita\u00e7\u00e3o para o uso de rob\u00f4s j\u00e1 s\u00e3o uma realidade e o Brasil n\u00e3o pode ficar para tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p><strong>Coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Caurin, com o aux\u00edlio dos rob\u00f4s os terapeutas podem ser aliviados da maior parte do trabalho f\u00edsico que realizam, podendo se concentrar no monitoramento do desempenho do paciente para alterar os par\u00e2metros e programas do rob\u00f4, de modo a extrair melhores resultados do processo de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cO&nbsp; sistema de sa\u00fade exige o atendimento de um n\u00famero cada vez maior de pessoas em menor tempo e com mais qualidade\u201d, aponta. \u201cA solu\u00e7\u00e3o \u00e9 usar novas tecnologias e aumentar a produtividade.\u201d<\/p>\n<p>O professor ressalta que o conceito de rob\u00f3tica do projeto se volta para a coopera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para a substitui\u00e7\u00e3o. \u201cO rob\u00f4 coopera com o terapeuta, se torna um auxiliar. O papel do terapeuta \u00e9 indispens\u00e1vel no processo. No entanto, h\u00e1 um ganho de produtividade\u201d, destaca. \u201cO rob\u00f4 tamb\u00e9m coopera com o paciente, por\u00e9m as tecnologias adotadas n\u00e3o s\u00e3o assistivas, sendo preciso realizar o exerc\u00edcio para que haja coopera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O uso do sistema para reabilita\u00e7\u00e3o foi escolhido para mostrar seu potencial na melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. \u201cCom o sucesso nas primeiras experi\u00eancias, abre-se a possibilidade de que a mesma tecnologia seja utilizada em outros tipos espec\u00edficos de reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, diz o professor. \u201c\u00c9 poss\u00edvel imaginar no futuro uma esp\u00e9cie de \u2018academia de rob\u00f4s\u2019, cada um dedicado a um problema distinto\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre o sistema reabilita\u00e7\u00e3o de fraturas do r\u00e1dio foi desenvolvida por Gisele Gon\u00e7alves Ito, em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada na EESC. O estudo ter\u00e1 continuidade nos projetos de doutorado dos alunos Ricardo Cezar Joaquim e Kleber de Oliveira Andrade, focados nas \u00e1reas de an\u00e1lise de dados e desenvolvimento de jogos. Os tr\u00eas pesquisadores publicaram o artigo cient\u00edfico A Robotic System for Rehabilitation of Distal Radius Fracture using Games, premiado entre os melhores trabalhos apresentados no IX Simp\u00f3sio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, realizado em outubro do ano passado em Florian\u00f3polis (Santa Catarina).<\/p>\n<p>Os estudos no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation, localizado no Massachusets Institute of Tecnology (MIT), EUA, tiveram o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). O trabalho tamb\u00e9m teve a colabora\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Sistemas Embarcados Cr\u00edticos (INCT-SEC), criado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e sediado no Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e da Computa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Carlos (ICMC) da USP.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: Contato: Prof. Glauco Caurin E-mail: <a>gcaurin@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>Por J\u00falio Bernardes da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de conhecimentos de especialistas na \u00e1rea da sa\u00fade e da engenharia, pesquisa realizada na Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP criou um sistema mecatr\u00f4nico m\u00f3vel e interativo usado como ferramenta de aux\u00edlio na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas que sofreram fratura \u00f3ssea. O estudo faz parte de um projeto de inova\u00e7\u00e3o que utiliza tecnologia de informa\u00e7\u00e3o, teleopera\u00e7\u00e3o, jogos e rob\u00f4s. A t\u00e9cnica foi desenvolvida para pacientes com fraturas na extremidade distal do r\u00e1dio (osso do antebra\u00e7o, que vai do cotovelo ao punho).<\/p>\n<p>O sistema integra rob\u00f4s, computadores, c\u00e2meras, sensores, estrutura de rede e internet ao processo de reabilita\u00e7\u00e3o. \u201cO bra\u00e7o do paciente \u00e9 ligado a um dispositivo rob\u00f3tico que faz o acompanhamento dos exerc\u00edcios estabelecidos pelo terapeuta ou pelo cl\u00ednico, garantindo sua realiza\u00e7\u00e3o de forma correta\u201d, afirma o professor Glauco Caurin, da EESC, que coordena a pesquisa. A evolu\u00e7\u00e3o do processo de terapia \u00e9 acompanhada de forma determin\u00edstica, por meio de an\u00e1lise de grandezas f\u00edsicas como amplitude de movimento, velocidade, acelera\u00e7\u00f5es e energia consumida.<\/p>\n<p>\u201cAs avalia\u00e7\u00f5es qualitativas, baseadas em crit\u00e9rios subjetivos, s\u00e3o substitu\u00eddas por dados gravados em tempo real, com o hist\u00f3rico do tratamento gravado de forma organizada e acess\u00edvel\u201d, acrescenta Caurin. Os jogos s\u00e3o utilizados para manter o paciente motivado durante as sequ\u00eancias exaustivas de movimentos necess\u00e1rios a sua recupera\u00e7\u00e3o. \u201cO uso da internet permite que paciente e terapeuta possam estar em lugares distintos e mesmo assim continuem a trabalhar sem perda de qualidade\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os experimentos em laborat\u00f3rio, o professor da EESC esteve durante um ano no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation (EUA) para desenvolver a aplica\u00e7\u00e3o do sistema em hospitais. \u201cO laborat\u00f3rio possui muita experi\u00eancia no uso cl\u00ednico de seus rob\u00f4s, utilizados por mais de 600 pacientes, e em quest\u00f5es como a garantia da seguran\u00e7a do paciente\u201d, conta. \u201cO estabelecimento de novos protocolos de reabilita\u00e7\u00e3o para o uso de rob\u00f4s j\u00e1 s\u00e3o uma realidade e o Brasil n\u00e3o pode ficar para tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p><strong>Coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Caurin, com o aux\u00edlio dos rob\u00f4s os terapeutas podem ser aliviados da maior parte do trabalho f\u00edsico que realizam, podendo se concentrar no monitoramento do desempenho do paciente para alterar os par\u00e2metros e programas do rob\u00f4, de modo a extrair melhores resultados do processo de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cO&nbsp; sistema de sa\u00fade exige o atendimento de um n\u00famero cada vez maior de pessoas em menor tempo e com mais qualidade\u201d, aponta. \u201cA solu\u00e7\u00e3o \u00e9 usar novas tecnologias e aumentar a produtividade.\u201d<\/p>\n<p>O professor ressalta que o conceito de rob\u00f3tica do projeto se volta para a coopera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para a substitui\u00e7\u00e3o. \u201cO rob\u00f4 coopera com o terapeuta, se torna um auxiliar. O papel do terapeuta \u00e9 indispens\u00e1vel no processo. No entanto, h\u00e1 um ganho de produtividade\u201d, destaca. \u201cO rob\u00f4 tamb\u00e9m coopera com o paciente, por\u00e9m as tecnologias adotadas n\u00e3o s\u00e3o assistivas, sendo preciso realizar o exerc\u00edcio para que haja coopera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O uso do sistema para reabilita\u00e7\u00e3o foi escolhido para mostrar seu potencial na melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. \u201cCom o sucesso nas primeiras experi\u00eancias, abre-se a possibilidade de que a mesma tecnologia seja utilizada em outros tipos espec\u00edficos de reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, diz o professor. \u201c\u00c9 poss\u00edvel imaginar no futuro uma esp\u00e9cie de \u2018academia de rob\u00f4s\u2019, cada um dedicado a um problema distinto\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre o sistema reabilita\u00e7\u00e3o de fraturas do r\u00e1dio foi desenvolvida por Gisele Gon\u00e7alves Ito, em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada na EESC. O estudo ter\u00e1 continuidade nos projetos de doutorado dos alunos Ricardo Cezar Joaquim e Kleber de Oliveira Andrade, focados nas \u00e1reas de an\u00e1lise de dados e desenvolvimento de jogos. Os tr\u00eas pesquisadores publicaram o artigo cient\u00edfico A Robotic System for Rehabilitation of Distal Radius Fracture using Games, premiado entre os melhores trabalhos apresentados no IX Simp\u00f3sio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, realizado em outubro do ano passado em Florian\u00f3polis (Santa Catarina).<\/p>\n<p>Os estudos no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation, localizado no Massachusets Institute of Tecnology (MIT), EUA, tiveram o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). O trabalho tamb\u00e9m teve a colabora\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Sistemas Embarcados Cr\u00edticos (INCT-SEC), criado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e sediado no Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e da Computa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Carlos (ICMC) da USP.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: Contato: Prof. Glauco Caurin E-mail: <a>gcaurin@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>Por J\u00falio Bernardes da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-6186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6186\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}