{"id":7278,"date":"2014-05-22T20:06:27","date_gmt":"2014-05-22T20:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/comunicacao\/index.php\/2014\/05\/22\/chefe-do-departamento-de-engenharia-de-producao-participa-de-seminario-sobre-tecnologia-e-aplicacao-de-impressao-3d\/"},"modified":"2014-05-22T20:22:14","modified_gmt":"2014-05-22T20:22:14","slug":"chefe-do-departamento-de-engenharia-de-producao-participa-de-seminario-sobre-tecnologia-e-aplicacao-de-impressao-3d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=7278","title":{"rendered":"Chefe do Departamento de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o participa de semin\u00e1rio sobre tecnologia e aplica\u00e7\u00e3o de impress\u00e3o 3D"},"content":{"rendered":"<p>Com o objetivo de discutir as perspectivas de ado\u00e7\u00e3o da tecnologia de impress\u00e3o 3D em maior escala na ind\u00fastria e os potenciais impactos para as estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o de empresas e de pa\u00edses, o chefe do Departamento de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP (EESC-USP), Reginaldo Teixeira Coelho, foi expositor, por meio de videoconfer\u00eancia, do semin\u00e1rio &#8220;Manufatura Aditiva: Aplica\u00e7\u00f5es e Impactos nas Cadeias de Valor&#8221;, realizado na \u00faltima sexta-feira, dia 16, e promovido pelo Observat\u00f3rio da Inova\u00e7\u00e3o e Competitividade do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) da USP.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o foi dividida com o professor Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP, que foi aluno da EESC e atualmente realiza pesquisas em manufatura aditiva \u2014 aquela em que as pe\u00e7as s\u00e3o produzidas com a deposi\u00e7\u00e3o (adi\u00e7\u00e3o) de material usando uma impressora 3D \u2014 na \u00e1rea de aplica\u00e7\u00e3o e valor agregado na cadeia de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores s\u00e3o parceiros em um projeto de desenvolvimento cient\u00edfico na \u00e1rea e apresentaram diversas vertentes como a produ\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos, as aplica\u00e7\u00f5es low-end (de baixo custo e tecnologia) em ambiente dom\u00e9stico e as aplica\u00e7\u00f5es high-end (de alto custo e tecnologia de ponta) na produ\u00e7\u00e3o de itens finais na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O processo da t\u00e9cnica de manufatura aditiva desenvolve-se a partir de um objeto tridimensional desenhado em softwares e posteriormente enviado \u00e0 impressora. A m\u00e1quina identifica a forma, e a impress\u00e3o inicia-se depositando o material em p\u00f3, formando camadas, at\u00e9 que o objeto inteiro esteja completo, diferente da t\u00e9cnica convencional na qual a manufatura ocorre por subtra\u00e7\u00e3o de um material bruto, que \u00e9 esculpido at\u00e9 alcan\u00e7ar a forma desejada.<\/p>\n<p>Ao comparar as duas t\u00e9cnicas, o professor as considera complementares, por\u00e9m h\u00e1 uma forte tend\u00eancia que, com o passar do tempo, a maioria dos m\u00e9todos tradicionais de manufatura sejam substitu\u00eddos pela aditiva.<\/p>\n<p>A fundi\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos processos de alto custo e produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos \u2013 no qual se cria um molde, derrete-se o metal e solidifica-se a pe\u00e7a no formato desejado \u2013 que poderia ser substitu\u00eddo pela manufatura aditiva, diminuindo gastos e desperd\u00edcios. \u201cA menos que os processos tradicionais evoluam, a manufatura aditiva tem muitas chances de tomar a frente da produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o Coelho.<\/p>\n<p>Os expositores tamb\u00e9m trataram dos desafios t\u00e9cnicos envolvidos na posi\u00e7\u00e3o do Brasil diante da tecnologia e do que deve ser feito para sua dissemina\u00e7\u00e3o. O professor acredita que o pa\u00eds poderia trabalhar em duas frentes: na reprodu\u00e7\u00e3o do equipamento e suas aplica\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m na sua inova\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s n\u00e3o inventamos o processo, mas poder\u00edamos inventar e descobrir novas aplica\u00e7\u00f5es\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Coelho considera que h\u00e1 um atraso de cerca de 10 anos na \u00e1rea de pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desenvolvidas em outros pa\u00edses como Alemanha e Estados Unidos. \u201cTemos menos de 10 impressoras 3D [industriais] no Brasil\u201d, relatou.<\/p>\n<p>A EESC tem o primeiro o laborat\u00f3rio em S\u00e3o Carlos que conta com uma impressora tridimensional para aplica\u00e7\u00f5es em pol\u00edmeros dedicada a pesquisas aplicadas em manufatura aditiva.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica na \u00e1rea de pol\u00edmeros surgiu na d\u00e9cada de 1970 e evoluiu de uma m\u00e1quina de prototipagem \u2013 que criava prot\u00f3tipos de forma mais eficaz na produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico. No final daquela d\u00e9cada, os primeiros experimentos com metais come\u00e7aram no Texas, em Austin, nos Estados Unidos. \u201cEm 30 anos, a manufatura aditiva evolui mais que 100 anos da manufatura convencional\u201d, comparou o professor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do pl\u00e1stico, outros materiais como o metal e a cer\u00e2mica podem ser usados na impress\u00e3o 3D, com aplica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias \u00e1reas, como na medicina regenerativa \u2013 na reconstitui\u00e7\u00e3o de partes \u00f3sseas e cartilagens \u2013 como tamb\u00e9m em moldes pl\u00e1sticos, reduzindo o tempo de fabrica\u00e7\u00e3o e melhorando a efici\u00eancia do processo. Outra possibilidade ainda em projeto \u00e9 o uso em reparo de pe\u00e7as industriais.<\/p>\n<p>Para o professor a manufatura aditiva possibilita novos horizontes na \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o de projetos, pois permite testes de pe\u00e7as, que hoje est\u00e3o restritos apenas para os projetos que tem viabilidade de produ\u00e7\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o gradativa do custo das impressoras 3D aumenta a viabilidade da utiliza\u00e7\u00e3o em cadeias de produ\u00e7\u00e3o e pode impulsionar a dissemina\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>Por Keite Marques da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Fotos para download:<\/p>\n<p><a href=\"images\/manufatura_aditiva_reginaldo_coelho_site_1.jpg\">http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/manufatura_aditiva_reginaldo_coelho_site_1.jpg<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de discutir as perspectivas de ado\u00e7\u00e3o da tecnologia de impress\u00e3o 3D em maior escala na ind\u00fastria e os potenciais impactos para as estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o de empresas e de pa\u00edses, o chefe do Departamento de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP (EESC-USP), Reginaldo Teixeira Coelho, foi expositor, por meio de videoconfer\u00eancia, do semin\u00e1rio &#8220;Manufatura Aditiva: Aplica\u00e7\u00f5es e Impactos nas Cadeias de Valor&#8221;, realizado na \u00faltima sexta-feira, dia 16, e promovido pelo Observat\u00f3rio da Inova\u00e7\u00e3o e Competitividade do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) da USP.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o foi dividida com o professor Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP, que foi aluno da EESC e atualmente realiza pesquisas em manufatura aditiva \u2014 aquela em que as pe\u00e7as s\u00e3o produzidas com a deposi\u00e7\u00e3o (adi\u00e7\u00e3o) de material usando uma impressora 3D \u2014 na \u00e1rea de aplica\u00e7\u00e3o e valor agregado na cadeia de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores s\u00e3o parceiros em um projeto de desenvolvimento cient\u00edfico na \u00e1rea e apresentaram diversas vertentes como a produ\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos, as aplica\u00e7\u00f5es low-end (de baixo custo e tecnologia) em ambiente dom\u00e9stico e as aplica\u00e7\u00f5es high-end (de alto custo e tecnologia de ponta) na produ\u00e7\u00e3o de itens finais na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O processo da t\u00e9cnica de manufatura aditiva desenvolve-se a partir de um objeto tridimensional desenhado em softwares e posteriormente enviado \u00e0 impressora. A m\u00e1quina identifica a forma, e a impress\u00e3o inicia-se depositando o material em p\u00f3, formando camadas, at\u00e9 que o objeto inteiro esteja completo, diferente da t\u00e9cnica convencional na qual a manufatura ocorre por subtra\u00e7\u00e3o de um material bruto, que \u00e9 esculpido at\u00e9 alcan\u00e7ar a forma desejada.<\/p>\n<p>Ao comparar as duas t\u00e9cnicas, o professor as considera complementares, por\u00e9m h\u00e1 uma forte tend\u00eancia que, com o passar do tempo, a maioria dos m\u00e9todos tradicionais de manufatura sejam substitu\u00eddos pela aditiva.<\/p>\n<p>A fundi\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos processos de alto custo e produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos \u2013 no qual se cria um molde, derrete-se o metal e solidifica-se a pe\u00e7a no formato desejado \u2013 que poderia ser substitu\u00eddo pela manufatura aditiva, diminuindo gastos e desperd\u00edcios. \u201cA menos que os processos tradicionais evoluam, a manufatura aditiva tem muitas chances de tomar a frente da produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o Coelho.<\/p>\n<p>Os expositores tamb\u00e9m trataram dos desafios t\u00e9cnicos envolvidos na posi\u00e7\u00e3o do Brasil diante da tecnologia e do que deve ser feito para sua dissemina\u00e7\u00e3o. O professor acredita que o pa\u00eds poderia trabalhar em duas frentes: na reprodu\u00e7\u00e3o do equipamento e suas aplica\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m na sua inova\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s n\u00e3o inventamos o processo, mas poder\u00edamos inventar e descobrir novas aplica\u00e7\u00f5es\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Coelho considera que h\u00e1 um atraso de cerca de 10 anos na \u00e1rea de pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desenvolvidas em outros pa\u00edses como Alemanha e Estados Unidos. \u201cTemos menos de 10 impressoras 3D [industriais] no Brasil\u201d, relatou.<\/p>\n<p>A EESC tem o primeiro o laborat\u00f3rio em S\u00e3o Carlos que conta com uma impressora tridimensional para aplica\u00e7\u00f5es em pol\u00edmeros dedicada a pesquisas aplicadas em manufatura aditiva.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica na \u00e1rea de pol\u00edmeros surgiu na d\u00e9cada de 1970 e evoluiu de uma m\u00e1quina de prototipagem \u2013 que criava prot\u00f3tipos de forma mais eficaz na produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico. No final daquela d\u00e9cada, os primeiros experimentos com metais come\u00e7aram no Texas, em Austin, nos Estados Unidos. \u201cEm 30 anos, a manufatura aditiva evolui mais que 100 anos da manufatura convencional\u201d, comparou o professor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do pl\u00e1stico, outros materiais como o metal e a cer\u00e2mica podem ser usados na impress\u00e3o 3D, com aplica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias \u00e1reas, como na medicina regenerativa \u2013 na reconstitui\u00e7\u00e3o de partes \u00f3sseas e cartilagens \u2013 como tamb\u00e9m em moldes pl\u00e1sticos, reduzindo o tempo de fabrica\u00e7\u00e3o e melhorando a efici\u00eancia do processo. Outra possibilidade ainda em projeto \u00e9 o uso em reparo de pe\u00e7as industriais.<\/p>\n<p>Para o professor a manufatura aditiva possibilita novos horizontes na \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o de projetos, pois permite testes de pe\u00e7as, que hoje est\u00e3o restritos apenas para os projetos que tem viabilidade de produ\u00e7\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o gradativa do custo das impressoras 3D aumenta a viabilidade da utiliza\u00e7\u00e3o em cadeias de produ\u00e7\u00e3o e pode impulsionar a dissemina\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>Por Keite Marques da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Fotos para download:<\/p>\n<p><a href=\"images\/manufatura_aditiva_reginaldo_coelho_site_1.jpg\">http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/manufatura_aditiva_reginaldo_coelho_site_1.jpg<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-7278","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-imprensa","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7278"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7278\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}