{"id":7564,"date":"2014-10-21T16:21:11","date_gmt":"2014-10-21T16:21:11","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/comunicacao\/index.php\/2014\/10\/21\/manufatura-aditiva-o-futuro-do-mercado-industrial-de-fabricacao-e-inovacao\/"},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"manufatura-aditiva-o-futuro-do-mercado-industrial-de-fabricacao-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=7564","title":{"rendered":"Manufatura aditiva: o futuro do mercado industrial de fabrica\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Flexibilidade e capacidade de impress\u00e3o de geometrias complexas s\u00e3o duas das principais caracter\u00edsticas da manufatura aditiva ou impress\u00e3o 3D, que vem conquistando um espa\u00e7o crescente no mercado industrial. Consistindo de um processo de impress\u00e3o de objetos a partir da deposi\u00e7\u00e3o de variados materiais em camadas, a cada dia ela ganha maior aplicabilidade, j\u00e1 sendo muito utilizada nos setores automotivo e aeroespacial, bem como no projeto de implantes odontol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A tecnologia n\u00e3o \u00e9 recente \u2013 comercialmente est\u00e1 no mercado desde o final da d\u00e9cada de 1980 \u2013, por\u00e9m nos \u00faltimos anos houve um enorme salto tecnol\u00f3gico devido ao desenvolvimento de novos materiais e da eletr\u00f4nica. O que conhecemos atualmente como manufatura aditiva teve in\u00edcio no ano de 2000, quando era mais conhecida como &#8220;prototipagem r\u00e1pida&#8221;, e n\u00e3o se exigia um ferramental espec\u00edfico. Em 2010, a Sociedade Americana para Ensaios e Materiais (ASTM, sigla em ingl\u00eas) redefiniu o nome para Manufatura Aditiva por considerar um termo mais amplo, que engloba a filosofia de manufatura, bem como as diferentes tecnologias desenvolvidas. Existem hoje no mundo mais de uma dezena de tecnologias, dentre as quais se destacam quatro: &#8220;Fused Deposition Modeling&#8221; (FDM), que utiliza filamentos de pol\u00edmeros como mat\u00e9ria-prima; a &#8220;Stereolithography Aparattus&#8221; (SLA), que utiliza luz ultravioleta para curar resinas l\u00edquidas; e a &#8220;Selective Laser Sintering&#8221; (SLS), que gera objetos 3D, a partir de materiais granulados de pl\u00e1sticos, cer\u00e2micas e metais. A professora Zilda de Castro Silveira, do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica (SEM) da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP (EESC-USP), trabalha h\u00e1 dois anos com o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es construtivas e otimiza\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7otes intercambi\u00e1veis para impressoras 3-D port\u00e1teis, utilizando como mat\u00e9ria-prima os pol\u00edmeros Poliamida e Policaprolactona (PCL) em estado de p\u00f3. Hoje existem nos laborat\u00f3rios de pesquisa do SEM tr\u00eas m\u00e1quinas comerciais que atuam na deposi\u00e7\u00e3o com gesso, cera e pol\u00edmeros atrav\u00e9s da tecnologia FDM. Al\u00e9m disso, recentemente foram adquiridas duas impressoras port\u00e1teis, pautadas na mesma tecnologia, para o uso dos alunos de gradua\u00e7\u00e3o. \u201cCom essas m\u00e1quinas de impress\u00e3o 3D port\u00e1teis poder\u00e3o ser obtidas pe\u00e7as e montagens mec\u00e2nicas conceituadas e projetadas nas disciplinas de projeto mec\u00e2nico, projeto auxiliado por computador, projeto de sistemas mecatr\u00f4nicos, teoria e metodologia de projeto e mecanismos, bem como auxiliar na manufatura de pe\u00e7as para os projetos Formula e Baja\u201d, explicou a docente.  No in\u00edcio de 2014 foi patenteado pelo SEM, um cabe\u00e7ote de extrus\u00e3o com rosca, pe\u00e7a respons\u00e1vel pela deposi\u00e7\u00e3o do material durante o processo de impress\u00e3o, baseada na tecnologia FDM. A aplica\u00e7\u00e3o foi feita em uma impressora 3D experimental desenvolvida pela Divis\u00e3o de Tecnologias Tridimensionais (DT-3D) do Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI), localizado em Campinas, que \u00e9 refer\u00eancia na \u00e1rea de manufatura aditiva na Am\u00e9rica Latina. O cabe\u00e7ote foi montado na impressora denominada &#8216;<a href=\"mailto:Fab@CTI'\">Fab@CTI&#8217;<\/a>;, esua valida\u00e7\u00e3o funcional incluiu a gera\u00e7\u00e3o de \u2018scaffolds\u2019utilizando a poliamida e o PCL. O uso da mini-rosca de se\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel permite o controle do processo de deposi\u00e7\u00e3o de forma similar \u00e0s extrusoras industriais. Essa caracter\u00edstica, ainda pouco explorada na manufatura aditiva, permite o uso de bio-pol\u00edmeros, de materiais cer\u00e2micos, al\u00e9m do material descartado no estado de p\u00f3 provenientes de m\u00e1quinas de manufatura aditiva comerciais. \u201cO controle do processo de extrus\u00e3o permite que as propriedades reol\u00f3gicas dos materiais polim\u00e9ricos de interesse sejam exploradas, acrescidos de preenchedores e aditivos\u201d, definiu Zilda. Aplica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fadeDesde 2002 o professor Jonas de Carvalho, tamb\u00e9m do SEM, vem pesquisando e desenvolvendo outros projetos atrav\u00e9s das tecnologias de manufatura aditiva, voltados para cria\u00e7\u00e3o de modelos computacionais e gera\u00e7\u00e3o de moldes para pr\u00f3teses \u00f3sseas, especificamente mandibulares. Entre os projetos de destaque em impress\u00e3o 3D desenvolvidos pelo professor, est\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de moldes utilizados em cirurgias de reconstitui\u00e7\u00e3o de falhas de cr\u00e2nio e mand\u00edbula, chamados \u2018scaffolds\u2019. As pe\u00e7as s\u00e3o personalizadas, impressas a partir da geometria dos ossos, obtida atrav\u00e9s de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou tomografia computadorizada. Desse modo \u00e9 poss\u00edvel planejar cautelosamente e diminuir o tempo das cirurgias, al\u00e9m de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, a pesquisa em manufatura aditiva tem inclu\u00eddo uma interface cada vez maior entre \u00e1reas da engenharia e da sa\u00fade. As linhas de pesquisa em bioengenharia e bioimpress\u00e3o sob a expectativa de que, no futuro pr\u00f3ximo, os pesquisadores conseguir\u00e3o imprimir tecidos cartilaginosos, \u00f3sseos e at\u00e9 mesmo \u00f3rg\u00e3os do corpo humano. A gera\u00e7\u00e3o de \u2018scaffolds\u2019, a partir da manufatura aditiva foi o primeiro passo desse estudo multidisciplinar. O molde produzido geralmente \u00e9 poroso, biodegrad\u00e1vel e tem as fun\u00e7\u00f5es de regenerar o tecido, preservar seu volume, manter as fun\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas por um determinado per\u00edodo de tempo e liberar os biofatores que resgatam a mem\u00f3ria estrutural original. O professor Carvalho acredita que futuramente, nos casos de uma fratura, ser\u00e1 poss\u00edvel gerar um \u2018scaffold\u2019 na regi\u00e3o lesionada criando uma estrutura de suporte para se implantar no paciente, sem a necessidade de fazer outra cirurgia posteriormente, como ainda ocorre com a pr\u00f3tese de tit\u00e2nio que requer nova cirurgia a cada dez anos para a substitui\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a. \u201cNeste caso, o material deve ser bioabsorv\u00edvel, que estimula o crescimento de um novo material org\u00e2nico para ser incorporado pelo organismo e restaurar parte do movimento\u201d, explicou o pesquisador. Durante o Congresso Nacional de Engenharia Mec\u00e2nica (CREEM), em 2012, realizado pela SEM-EESC-USP e pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) o professor e pesquisador russo, Vladimir Mironov, ministrou uma palestra sobre os avan\u00e7os na \u00e1rea da bio-impress\u00e3o no mundo, sendo ele mesmo uma das maiores refer\u00eancias nesta \u00e1rea de pesquisa. Ele realiza pesquisas voltadas para uma forma de criar tecido vivo, feito de c\u00e9lulas, usando uma impressora 3D e acredita que em menos de uma d\u00e9cada, estruturas feitas de cartilagem, como orelhas ou meniscos, ser\u00e3o impressas em uma m\u00e1quina e implantadas no corpo. Outras estimativas apontam que at\u00e9 2030 ser\u00e1 a vez de \u00f3rg\u00e3os complexos, como rim, cora\u00e7\u00e3o e pulm\u00e3o. Recentemente, o professor recebeu um pr\u00eamio da associa\u00e7\u00e3o The Global Alliance of Rapid Prototyping Associations (GARPA) pela orienta\u00e7\u00e3o do trabalho de doutorado em engenharia mec\u00e2nica do aluno Marlon Wesley Machado Cunico, classificada como a melhor tese de doutorado de 2013, intitulada &#8220;Desenvolvimento de nova tecnologia de manufatura aditiva baseado em forma\u00e7\u00e3o seletiva de comp\u00f3sito&#8221;, fomentada pela CAPES. O docente tamb\u00e9m foi membro do primeiro grupo de pesquisa na \u00e1rea, chamado Manufacturing Network (Manet), criado em 1997 e pertencente \u00e0 Subrede de Manufatura da Rede de Coopera\u00e7\u00e3o em Pesquisa (RECOPE) fomentada pelo Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (FINEP). A relev\u00e2ncia dos trabalhos resultou em 2007, no livro Prototipagem R\u00e1pida e na realiza\u00e7\u00e3o do I Semin\u00e1rio de Prototipagem e Ferramental R\u00e1pido: &#8220;Desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o de sistema integrado de Projeto e Fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as atrav\u00e9s do processo de enrolamento filamentar (filament winding)&#8221;, ocorrido em junho de 2005, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nova sedeNo intuito de incentivar e ampliar as pesquisas na \u00e1rea foi criado o Centro de Engenharia Aplicada \u00e0 Sa\u00fade (CEAS), com expectativa de inaugura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio em novembro deste ano. \u201cO objetivo \u00e9 interagir diversos grupos de pesquisa para criar projetos e laborat\u00f3rios que se integrem ao ensino de engenharia e sa\u00fade, e tamb\u00e9m que resultem em novas aplica\u00e7\u00f5es \u00e0 sociedade\u201d, afirmou Carvalho. Atualmente CEAS funciona nas depend\u00eancias do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Interunidades Bioengenharia da USP.  Por Keite Marques da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC-USPFoto: Keite Marques<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Fotos para download:<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/lancamento_dvd_cintra\/eesc_manufatura_aditiva_site.jpg &lt; professores Jonas e Zilda &gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_2_site.jpg &lt;impressora 3D&gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_1_site.jpg &lt;cabe\u00e7ote&gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_3_site.jpg &lt; scaffolds de mand\u00edbula&gt;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Flexibilidade e capacidade de impress\u00e3o de geometrias complexas s\u00e3o duas das principais caracter\u00edsticas da manufatura aditiva ou impress\u00e3o 3D, que vem conquistando um espa\u00e7o crescente no mercado industrial. Consistindo de um processo de impress\u00e3o de objetos a partir da deposi\u00e7\u00e3o de variados materiais em camadas, a cada dia ela ganha maior aplicabilidade, j\u00e1 sendo muito utilizada nos setores automotivo e aeroespacial, bem como no projeto de implantes odontol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A tecnologia n\u00e3o \u00e9 recente \u2013 comercialmente est\u00e1 no mercado desde o final da d\u00e9cada de 1980 \u2013, por\u00e9m nos \u00faltimos anos houve um enorme salto tecnol\u00f3gico devido ao desenvolvimento de novos materiais e da eletr\u00f4nica. O que conhecemos atualmente como manufatura aditiva teve in\u00edcio no ano de 2000, quando era mais conhecida como &#8220;prototipagem r\u00e1pida&#8221;, e n\u00e3o se exigia um ferramental espec\u00edfico. Em 2010, a Sociedade Americana para Ensaios e Materiais (ASTM, sigla em ingl\u00eas) redefiniu o nome para Manufatura Aditiva por considerar um termo mais amplo, que engloba a filosofia de manufatura, bem como as diferentes tecnologias desenvolvidas. Existem hoje no mundo mais de uma dezena de tecnologias, dentre as quais se destacam quatro: &#8220;Fused Deposition Modeling&#8221; (FDM), que utiliza filamentos de pol\u00edmeros como mat\u00e9ria-prima; a &#8220;Stereolithography Aparattus&#8221; (SLA), que utiliza luz ultravioleta para curar resinas l\u00edquidas; e a &#8220;Selective Laser Sintering&#8221; (SLS), que gera objetos 3D, a partir de materiais granulados de pl\u00e1sticos, cer\u00e2micas e metais. A professora Zilda de Castro Silveira, do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica (SEM) da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da USP (EESC-USP), trabalha h\u00e1 dois anos com o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es construtivas e otimiza\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7otes intercambi\u00e1veis para impressoras 3-D port\u00e1teis, utilizando como mat\u00e9ria-prima os pol\u00edmeros Poliamida e Policaprolactona (PCL) em estado de p\u00f3. Hoje existem nos laborat\u00f3rios de pesquisa do SEM tr\u00eas m\u00e1quinas comerciais que atuam na deposi\u00e7\u00e3o com gesso, cera e pol\u00edmeros atrav\u00e9s da tecnologia FDM. Al\u00e9m disso, recentemente foram adquiridas duas impressoras port\u00e1teis, pautadas na mesma tecnologia, para o uso dos alunos de gradua\u00e7\u00e3o. \u201cCom essas m\u00e1quinas de impress\u00e3o 3D port\u00e1teis poder\u00e3o ser obtidas pe\u00e7as e montagens mec\u00e2nicas conceituadas e projetadas nas disciplinas de projeto mec\u00e2nico, projeto auxiliado por computador, projeto de sistemas mecatr\u00f4nicos, teoria e metodologia de projeto e mecanismos, bem como auxiliar na manufatura de pe\u00e7as para os projetos Formula e Baja\u201d, explicou a docente.  No in\u00edcio de 2014 foi patenteado pelo SEM, um cabe\u00e7ote de extrus\u00e3o com rosca, pe\u00e7a respons\u00e1vel pela deposi\u00e7\u00e3o do material durante o processo de impress\u00e3o, baseada na tecnologia FDM. A aplica\u00e7\u00e3o foi feita em uma impressora 3D experimental desenvolvida pela Divis\u00e3o de Tecnologias Tridimensionais (DT-3D) do Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI), localizado em Campinas, que \u00e9 refer\u00eancia na \u00e1rea de manufatura aditiva na Am\u00e9rica Latina. O cabe\u00e7ote foi montado na impressora denominada &#8216;<a href=\"mailto:Fab@CTI'\">Fab@CTI&#8217;<\/a>;, esua valida\u00e7\u00e3o funcional incluiu a gera\u00e7\u00e3o de \u2018scaffolds\u2019utilizando a poliamida e o PCL. O uso da mini-rosca de se\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel permite o controle do processo de deposi\u00e7\u00e3o de forma similar \u00e0s extrusoras industriais. Essa caracter\u00edstica, ainda pouco explorada na manufatura aditiva, permite o uso de bio-pol\u00edmeros, de materiais cer\u00e2micos, al\u00e9m do material descartado no estado de p\u00f3 provenientes de m\u00e1quinas de manufatura aditiva comerciais. \u201cO controle do processo de extrus\u00e3o permite que as propriedades reol\u00f3gicas dos materiais polim\u00e9ricos de interesse sejam exploradas, acrescidos de preenchedores e aditivos\u201d, definiu Zilda. Aplica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fadeDesde 2002 o professor Jonas de Carvalho, tamb\u00e9m do SEM, vem pesquisando e desenvolvendo outros projetos atrav\u00e9s das tecnologias de manufatura aditiva, voltados para cria\u00e7\u00e3o de modelos computacionais e gera\u00e7\u00e3o de moldes para pr\u00f3teses \u00f3sseas, especificamente mandibulares. Entre os projetos de destaque em impress\u00e3o 3D desenvolvidos pelo professor, est\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de moldes utilizados em cirurgias de reconstitui\u00e7\u00e3o de falhas de cr\u00e2nio e mand\u00edbula, chamados \u2018scaffolds\u2019. As pe\u00e7as s\u00e3o personalizadas, impressas a partir da geometria dos ossos, obtida atrav\u00e9s de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou tomografia computadorizada. Desse modo \u00e9 poss\u00edvel planejar cautelosamente e diminuir o tempo das cirurgias, al\u00e9m de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, a pesquisa em manufatura aditiva tem inclu\u00eddo uma interface cada vez maior entre \u00e1reas da engenharia e da sa\u00fade. As linhas de pesquisa em bioengenharia e bioimpress\u00e3o sob a expectativa de que, no futuro pr\u00f3ximo, os pesquisadores conseguir\u00e3o imprimir tecidos cartilaginosos, \u00f3sseos e at\u00e9 mesmo \u00f3rg\u00e3os do corpo humano. 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O professor Carvalho acredita que futuramente, nos casos de uma fratura, ser\u00e1 poss\u00edvel gerar um \u2018scaffold\u2019 na regi\u00e3o lesionada criando uma estrutura de suporte para se implantar no paciente, sem a necessidade de fazer outra cirurgia posteriormente, como ainda ocorre com a pr\u00f3tese de tit\u00e2nio que requer nova cirurgia a cada dez anos para a substitui\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a. \u201cNeste caso, o material deve ser bioabsorv\u00edvel, que estimula o crescimento de um novo material org\u00e2nico para ser incorporado pelo organismo e restaurar parte do movimento\u201d, explicou o pesquisador. Durante o Congresso Nacional de Engenharia Mec\u00e2nica (CREEM), em 2012, realizado pela SEM-EESC-USP e pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) o professor e pesquisador russo, Vladimir Mironov, ministrou uma palestra sobre os avan\u00e7os na \u00e1rea da bio-impress\u00e3o no mundo, sendo ele mesmo uma das maiores refer\u00eancias nesta \u00e1rea de pesquisa. Ele realiza pesquisas voltadas para uma forma de criar tecido vivo, feito de c\u00e9lulas, usando uma impressora 3D e acredita que em menos de uma d\u00e9cada, estruturas feitas de cartilagem, como orelhas ou meniscos, ser\u00e3o impressas em uma m\u00e1quina e implantadas no corpo. Outras estimativas apontam que at\u00e9 2030 ser\u00e1 a vez de \u00f3rg\u00e3os complexos, como rim, cora\u00e7\u00e3o e pulm\u00e3o. Recentemente, o professor recebeu um pr\u00eamio da associa\u00e7\u00e3o The Global Alliance of Rapid Prototyping Associations (GARPA) pela orienta\u00e7\u00e3o do trabalho de doutorado em engenharia mec\u00e2nica do aluno Marlon Wesley Machado Cunico, classificada como a melhor tese de doutorado de 2013, intitulada &#8220;Desenvolvimento de nova tecnologia de manufatura aditiva baseado em forma\u00e7\u00e3o seletiva de comp\u00f3sito&#8221;, fomentada pela CAPES. O docente tamb\u00e9m foi membro do primeiro grupo de pesquisa na \u00e1rea, chamado Manufacturing Network (Manet), criado em 1997 e pertencente \u00e0 Subrede de Manufatura da Rede de Coopera\u00e7\u00e3o em Pesquisa (RECOPE) fomentada pelo Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (FINEP). A relev\u00e2ncia dos trabalhos resultou em 2007, no livro Prototipagem R\u00e1pida e na realiza\u00e7\u00e3o do I Semin\u00e1rio de Prototipagem e Ferramental R\u00e1pido: &#8220;Desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o de sistema integrado de Projeto e Fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as atrav\u00e9s do processo de enrolamento filamentar (filament winding)&#8221;, ocorrido em junho de 2005, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nova sedeNo intuito de incentivar e ampliar as pesquisas na \u00e1rea foi criado o Centro de Engenharia Aplicada \u00e0 Sa\u00fade (CEAS), com expectativa de inaugura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio em novembro deste ano. \u201cO objetivo \u00e9 interagir diversos grupos de pesquisa para criar projetos e laborat\u00f3rios que se integrem ao ensino de engenharia e sa\u00fade, e tamb\u00e9m que resultem em novas aplica\u00e7\u00f5es \u00e0 sociedade\u201d, afirmou Carvalho. Atualmente CEAS funciona nas depend\u00eancias do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Interunidades Bioengenharia da USP.  Por Keite Marques da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC-USPFoto: Keite Marques<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Fotos para download:<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/lancamento_dvd_cintra\/eesc_manufatura_aditiva_site.jpg &lt; professores Jonas e Zilda &gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_2_site.jpg &lt;impressora 3D&gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_1_site.jpg &lt;cabe\u00e7ote&gt;<\/p>\n<p>http:\/\/www.eesc.usp.br\/portaleesc\/images\/noticias\/2014\/eesc_manufatura_aditiva_realese_3_site.jpg &lt; scaffolds de mand\u00edbula&gt;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-7564","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-imprensa","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7564\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}