{"id":9677,"date":"2018-07-03T13:12:53","date_gmt":"2018-07-03T13:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/comunicacao\/index.php\/2018\/07\/03\/pesquisadores-da-usp-desenvolvem-tecnica-de-monitoramento-de-enchentes-por-meio-do-twitter\/"},"modified":"2018-07-03T14:28:20","modified_gmt":"2018-07-03T14:28:20","slug":"pesquisadores-da-usp-desenvolvem-tecnica-de-monitoramento-de-enchentes-por-meio-do-twitter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/?p=9677","title":{"rendered":"Pesquisadores da USP desenvolvem t\u00e9cnica de monitoramento de enchentes por meio do Twitter"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><!-- =================================================== --><\/p>\n<p><center><\/p>\n<table style=\"float: none; margin: 0px; background: #f0f0f0; border-collapse: collapse; width: 1px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 0px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2018\/eesc_icmc_pesquisa_twitter_chuva.png\" alt=\"eesc icmc pesquisa twitter chuva\" width=\"500\" height=\"233\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: justify; font-size: 11px; line-height: 13px; background: #F0F0F0; padding: 2px;\">Palavras relacionadas (\u00e0 esquerda) e n\u00e3o relacionadas (\u00e0 direita) encontradas com frequ\u00eancia na an\u00e1lise dos tweets<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!-- =================================================== --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Sidgley, doutorando do ICMC e um dos pesquisadores do projeto, o monitoramento das chuvas \u00e9 feito por pluvi\u00f4metros, radares meteorol\u00f3gicos e sat\u00e9lites. Por serem de alto custo, esses instrumentos possuem limita\u00e7\u00f5es em sua cobertura espacial. Al\u00e9m disso, a manuten\u00e7\u00e3o desses sensores f\u00edsicos tem de ser regular. \u201cHoje em dia, existem cerca de cinco mil desses sensores no Brasil. Em S\u00e3o Carlos, existem tr\u00eas, mas s\u00f3 um funciona. Se chover forte em alguns desses pontos onde os sensores est\u00e3o quebrados, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o a ser registrada. Ent\u00e3o, a vantagem de monitorar dados de publica\u00e7\u00f5es do Twitter \u00e9 muito maior se comparada aos sensores f\u00edsicos\u201d, esclarece Sidgley. Ele tamb\u00e9m explica que as pessoas publicam de v\u00e1rios lugares, portanto, esse monitoramento humano \u00e9 feito de forma distribu\u00edda e tudo isso com um custo baix\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos desafios do projeto \u00e9 encontrar uma correla\u00e7\u00e3o de dados entre os sensores f\u00edsicos e os sensores humanos, j\u00e1 que eles s\u00e3o estimulados de formas diferentes, ou seja, a principal dificuldade da pesquisa \u00e9 conseguir transformar os dados qualitativos de um tweet em dados quantitativos e, para isso, os pesquisadores tiveram que criar crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Um dos crit\u00e9rios utilizados \u00e9 a frequ\u00eancia de palavras-chaves como chuva e tempestade. Um outro crit\u00e9rio \u00e9 pondera\u00e7\u00f5es de regi\u00f5es. Ou seja, notou-se que regi\u00f5es centrais tweetavam mais do que regi\u00f5es perif\u00e9ricas, o que aumentava o n\u00famero de dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!-- =================================================== --><\/p>\n<p><center><\/p>\n<table style=\"float: none; margin: 0px; background: #f0f0f0; border-collapse: collapse; width: 1px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 0px;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/portal.eesc.usp.br\/imgs\/jaguar\/2018\/eesc_icmc_pesquisa_twitter_chuva2.jpg\" alt=\"eesc icmc pesquisa twitter chuva2\" width=\"\" height=\"\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: justify; font-size: 11px; line-height: 13px; background: #F0F0F0; padding: 2px;\">Cidade de S\u00e3o Paulo durante o per\u00edodo analisado. Tweets relacionados \u00e0s chuvas identificados com pontos pretos, pluvi\u00f4metros com tri\u00e2ngulos azuis e a bacia de Aricanduva sombreada em cinza<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!-- =================================================== --> &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os estudos dessa rela\u00e7\u00e3o entres os dados dos sensores, p\u00f4de-se descobrir tamb\u00e9m que existe um tempo de rea\u00e7\u00e3o de ambos em&nbsp;rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno, que pode variar de 10 minutos antes do acontecimento at\u00e9 10 minutos depois. \u201cAs pessoas costumam publicar suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao clima, ent\u00e3o, elas podem postar que o tempo est\u00e1 fechando, por exemplo, e esse mecanismo ajuda a identificar poss\u00edveis ind\u00edcios de que algo vai acontecer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 chuva\u201d, explica Sidgley.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o Twitter?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os autores, o Twitter \u00e9 a melhor rede social para esse tipo de an\u00e1lise. Segundo eles, a coleta de dados da rede \u00e9 mais simples do que a do Facebook, por exemplo. A principal fun\u00e7\u00e3o do Twitter \u00e9 publicar mensagens curtas, o que facilita esse recolhimento de informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, a rede possibilita que as contas de outras redes sociais sejam sincronizadas e essa ferramenta n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel no Facebook.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reconhecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo \u00e9 fruto da colabora\u00e7\u00e3o multidisciplinar de cinco pesquisadores. Al\u00e9m do professor Jo\u00e3o Porto e Sidgley, a pesquisa tamb\u00e9m foi realizada por Camilo Restrepo Estrada, doutorando da EESC, Alexandre Delbem, professor do ICMC, e por Eduardo Mario Mendiondo, professor do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da EESC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo come\u00e7ou a ser desenvolvido h\u00e1 cinco anos dentro de um projeto maior, chamado <em><a href=\"http:\/\/www.agora.icmc.usp.br\/\" target=\"_blank\">\u00c1gora<\/a><\/em>, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenado pelo Professor Jo\u00e3o Porto, e tem como foco desenvolver pesquisas e solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que apoiem o suporte \u00e0s comunidades vulner\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o de propostas contra desastres naturais e eventos extremos. O primeiro artigo resultante do estudo foi <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/chapter\/10.1007%2F978-3-319-56759-4_2\" target=\"_blank\">publicado<\/a> no in\u00edcio de 2017, pela Confer\u00eancia Internacional Anual de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e teve foco na an\u00e1lise temporal das mensagens. Em fevereiro de 2018, um segundo artigo foi <a href=\"http:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cageo.2017.10.010\" target=\"_blank\">publicado<\/a> na renomada revista cient\u00edfica <em>Computers and Geosciences<\/em>, explorando o uso das mensagens para alimentar modelos de monitoramento e previs\u00e3o de inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sucesso das pesquisas foi tanto que j\u00e1 se solidificou em um projeto de larga escala. Os resultados desses dois artigos ser\u00e3o utilizados em um novo projeto de pesquisa internacional chamado <em>Waterproofing Data<\/em>, que tem como objetivo desenvolver m\u00e9todos pr\u00e1ticos para o engajamento de comunidades amea\u00e7adas por enchentes em S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m no Acre, em parceria com o Cemaden. Ou seja, as atividades de monitoramento e alertas de desastres naturais, que s\u00e3o realizadas em regime cont\u00ednuo no Cemaden, ser\u00e3o integradas \u00e0s informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis de tempo e clima para as \u00e1reas de risco de ocorr\u00eancia de desastres, no caso S\u00e3o Paulo e Acre. A partir da an\u00e1lise desses dados, ser\u00e1 feita uma avalia\u00e7\u00e3o para emiss\u00e3o de alertas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo projeto tamb\u00e9m est\u00e1 sob coordena\u00e7\u00e3o do professor Jo\u00e3o Porto e recebeu um financiamento de aproximadamente 1 milh\u00e3o de euros do Belmont Forum, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP) e do Economics and Social Science Research Council (ESRC) do Reino Unido, que envolve a University of Warwick (Reino Unido). A pesquisa ser\u00e1 realizada em parceria pelo ICMC, Heidelberg University (Alemanha), Escola de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (EAESP-FGV) al\u00e9m das seguintes organiza\u00e7\u00f5es: Cemaden, Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), British Geological Survey (BGS), Prefeitura de S\u00e3o Paulo, Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Acre e cidade de Eberbach, na Alemanha.<\/p>\n<p>[+] informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do ICMC Tel.: (16) 3373-9666 E-mail: <a href=\"mailto:comunica@icmc.usp.br\">comunica@icmc.usp.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"right\">Por Talissa F\u00e1vero da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do ICMC\/USP Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As redes sociais est\u00e3o cada vez mais presentes na vida das pessoas, mas j\u00e1 imaginou que elas tamb\u00e9m podem ajudar a monitorar e at\u00e9 mesmo prever cat\u00e1strofes ambientais? Foi com esse prop\u00f3sito que uma equipe de cinco pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) e da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC), da USP, em S\u00e3o Carlos, criou uma t\u00e9cnica computacional capaz de entender como publica\u00e7\u00f5es no Twitter conseguem representar fen\u00f4menos naturais, no caso chuvas e enchentes. Liderada pelo professor Jo\u00e3o Porto de Albuquerque, o principal objetivo da equipe \u00e9 amplificar as \u00e1reas de monitoramento, para assim, no futuro, conseguir prever acidentes.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-9677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9677\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eesc.usp.br\/comunicacao-admin\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}