Em posse, diretor da EESC reforça defesa da autonomia universitária
06 de maio de 2019
Assessoria de Comunicação

 

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Em seu discurso, o novo diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Edson Cezar Wendland, destacou o processo de interiorização da USP na década de 1940 – Foto Cecília Bastos/USP Imagens

 

“A USP sempre me ofereceu excelentes oportunidades de crescimento pessoal e profissional, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da minha carreira. Vejo essa nova etapa como minha missão institucional e como uma oportunidade para retribuir parte dos benefícios que a USP me proporcionou”, afirmou o novo diretor em seu discurso de posse.

 

Wendland também falou sobre a criação da Universidade e o processo de interiorização da USP na década de 1940. Para finalizar, apresentou uma reflexão sobre a importância da educação e da necessidade da defesa da autonomia universitária.

 

“A universidade é uma instituição autônoma que, de modo crítico, produz e transmite a cultura através da pesquisa e do ensino. Para atender às necessidades do mundo contemporâneo, ela deve ser independente de qualquer poder político, econômico e ideológico. Sem dúvida, vivemos um momento preocupante de distanciamento dos padrões internacionais, com risco de retrocesso ao obscurantismo, e cujo enfrentamento exige conhecimento, coragem e muito diálogo com a sociedade. Quero reafirmar o compromisso da EESC na defesa intransigente da autonomia universitária. Tenho a confiança de que a sociedade são-carlense, que, há 70 anos, lutou pela instalação da USP em São Carlos, certamente estará ao nosso lado para defender a instituição dos injustos ataques vivenciados atualmente”, concluiu Wendland.

 

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(Da esq. p/ dir.) O vice-reitor Antonio Carlos Hernandes; o diretor da EESC, Edson Cezar Wendland; o reitor Vahan Agopyan; o secretário-geral da Universidade, Pedro Vitoriano de Oliveira; e o vice-diretor da Escola, Denis Vinicius Coury – Foto Cecília Bastos/USP Imagens

 

O reitor Vahan Agopyan defendeu que “a autonomia financeira e administrativa foi um divisor de águas para as universidades estaduais paulistas e é a nossa maior garantia de qualidade e de manutenção das instituições”.

 

“Já na segunda metade do século XIX, os líderes paulistas decidiram criar as escolas técnicas porque acreditaram na educação como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento econômico e social. Hoje, é inquestionável o benefício que essa decisão trouxe e de como a educação ajudou a nos diferenciar dos outros Estados brasileiros. Espero que continuemos tendo, pelo menos aqui no Estado de São Paulo, lideranças políticas e sociais com a mesma competência, posicionamento e clareza dos líderes que tivemos nos últimos dois séculos”, disse Agopyan.

 

Por Erika Yamamoto do Jornal da USP

 


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