Alunos são premiados no Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia
05 de dezembro de 2017
Assessoria de Comunicação

 

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O Programa é uma competição anual promovida pela PRG envolvendo os cursos de engenharia da USP com o objetivo de proporcionar aos alunos conhecimentos e competências para o exercício da profissão em equipes, de maneira a atuarem na resolução de problemas cada vez mais complexos que emergem da sociedade e, ao mesmo tempo, potencializarem a construção de redes de relacionamentos diversificadas. Neste ano, o desafio proposto foi identificar um problema na fotografia abaixo e propor uma possível solução.

 

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Com coordenação geral do professor do Departamento de Engenharia Mecânica (SEM) da EESC, Marcelo Becker, o PIE² conta com professores colaboradores para a realização das etapas locais. No campus em São Carlos, assumiram esse papel os docentes do SEM, Daniel Varela Magalhães e Glauco Augusto de Paula Caurin.

 

A equipe vencedora na EESC – formada pelos alunos Arthur Almeida Malheiros (Engenharia Ambiental), Danilo Barbosa Oliveira (Engenharia de Computação), Francesco Rossi Lena (Engenharia de Materiais e Manufatura), Nicholas Picin Casagrande (Engenharia Civil), Orlando Wozniak de Lima Nogueira (Engenharia Elétrica – Ênfase em Eletrônica) e Victor Ivar van Halst (Engenharia Mecatrônica) – desenvolveu o projeto batizado de Ara Katu, que significa "bom ar" em tupi-guarani.

 

O problema abordado pelo time foi a presença de rios com ambiente anaeróbio em grandes centros urbanos, como o Rio Pinheiros, na capital paulista (representado na foto). "Além no mau cheiro, esses rios são responsáveis pela geração grandes quantidades de gases nocivos e gases de efeito estufa, demandando grandes projetos de recuperação que, como no caso do Rio Pinheiros, nem sempre resultam em sucesso", explicou o integrante do Ara Katu, Francesco Rossi Lena.

 

Para ajudar a solucionar o problema, a equipe propôs um biodigestor flutuante, utilizando uma estrutura projetada para acumular gases que compõem o biogás gerado pela decomposição anaeróbica de cargas orgânicas em rios. Ao se atingir uma determinada pressão dentro da estrutura, os gases podem ser recolhidos para posterior separação do mais energético produto gerado pelo processo, o gás metano (CH4), utilizando-o para a geração de energia elétrica. Na imagem a seguir é possível observar uma simulação por computador de como seria estrutura modular do biodigestor.

 

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Um estudo de caso foi proposto no próprio Rio Pinheiros, em sua extensão pela cidade de São Paulo, onde a elevada carga de matéria orgânica dissolvida e sua baixa velocidade de escoamento possibilitaram estimar a produção de energia elétrica suficiente para abastecer mais de 1,4 mil residências.

 

Agora a equipe participará da segunda etapa da competição, que será realizada no campus da Cidade Universitária, em São Paulo. Na ocasião as equipes serão reagrupadas e enfrentarão um novo desafio. Os vencedores serão premiados com certificado e apoio financeiro para a realização de estágio de pesquisa no exterior, com duração de até sessenta dias, incluindo passagem aérea e seguro saúde.

 

informação

Pró-Reitoria de Graduação Tel.: (11) 3091-3290 E-mail: prg@usp.br

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Por Assessoria de Comunicação da EESC Imagens: EESC, Ara Katu e Marcos Santos/USP Imagens

 


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