A USP ocupa a 90ª posição mundial no QS World University Ranking: Sustainability 2026, divulgado nesta terça-feira, 18 de novembro, pela Quacquarelli Symonds, especialista internacional em ensino superior, em classificação que a coloca como a única universidade latino-americana entre as 200 melhores em sustentabilidade.
A instituição atingiu uma pontuação de 90,7 de um total de 100, nota que foi composta pelos seguintes critérios:
Avaliação da USP no QS World University Ranking: Sustainability 2026
Pilar de Avaliação
Indicador Específico
Pontuação
Impacto Ambiental
Sustentabilidade Ambiental
72,4
Educação Ambiental
98,8
Pesquisa Ambiental
89,6
Impacto Social
Igualdade
85,4
Troca de conhecimento
98,3
Impacto da Educação
79,2
Empregabilidade e Oportunidades
92,2
Saúde e Bem-Estar
92,1
Governança
Boa Governança
99,8
O primeiro lugar é da Universidade Lund, na Suécia, com 100 pontos, seguida pela Universidade de Toronto, no Canadá, em 2ª com 99.8 pontos.
São listadas 37 universidades brasileiras no levantamento. Após a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece em 208º lugar, com 83 pontos; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 277º, com 78,7 pontos; a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 316º, com 76,9 pontos; e a Universidade de Brasília (UnB) em 455º, com 80,6 pontos.
A USP também lidera no recorte da América Latina, seguida pela Unicamp; pela Pontificia Universidade Católica do Chile (UC), que está na 212ª posição com 82.8 pontos; pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), em 222º com 82.3 pontos; e pela UFRJ.
As cinco primeiras do Brasil no QS World University Ranking: Sustainability 2026
Instituição
Posição global
Pontuação
Universidade de São Paulo (USP)
90º
90,7
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
208º
83,0
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
277º
78,7
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
316º
76,9
Universidade de Brasília (UnB)
455º
80,6
Como funciona
No total, 1.994 instituições foram classificadas na tabela deste ano, em uma seleção que segue critérios ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês para Environmental, Social and Governance), avaliando práticas ambientais, sociais e de governança das instituições de ensino superior de todo o mundo.
Os indicadores de Impacto Ambiental representam 45% da pontuação e incluem métricas sobre educação, pesquisa e políticas climáticas. Impacto Social, que também responde por 45% da nota final, é focado em igualdade, empregabilidade, bem-estar e troca de conhecimento com a sociedade. Já o pilar de Governança soma até 10% e complementa o quadro, refletindo a ética e a transparência na gestão institucional. O ranking se baseia em dados fornecidos pelas próprias universidades, pesquisas de reputação e análises de impacto da produção científica, especialmente em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, transformando-se em um termômetro global do compromisso das universidades com um futuro mais verde e justo.
A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico Egida) da USP, Fátima Nunes, faz uma análise sobre os dados divulgados neste ano: “A USP continua como líder também em sustentabilidade na América Latina, ficando entre as 90 melhores do mundo. O destaque positivo desta edição é a dimensão Governança, em que a USP passou da 208ª para a 3ª posição global, subindo de 88 para 99,8 pontos. Isso ocorreu principalmente como resultado de um esforço realizado pelos órgãos centrais da administração, e coordenado pelo Egida, de organizar dados sobre o funcionamento da gestão universitária, com foco em relação à ética, transparência e participação”, ressalta.